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Hino do Blog : " ...e todas as vozes da minha cabeça, agora ... juntas. Não pára não - até o chão - elas estão descontroladas..."
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Thursday, August 26, 2004

Tô pagando



O jornal Zero Hora do dia 25/08 trouxe uma pequena reportagem sobre os garis que são obrigados a se afastarem do trabalho devido a acidentes de atividade causados por objetos cortantes que são colocados no lixo sem a devida proteção. O texto registra que por volta de 15% da força está permanentemente afastada devido a estes problemas e fala da falta de cuidado ou da despreocupação dos usuários em acondicionar corretamente os materiais.

A reportagem me fez pensar sobre diversas situações onde simplesmente nós, na arrogância de quem paga para receber um serviço, nos esquecemos de considerar o trabalho das pessoas que o executarão. Achamos que por causa da superioridade de quem remunera, não temos a obrigação de pensar em facilitar a atividade do outro. Isto não é nosso dever.

Alguns exemplos de descaso :

Restaurante :
Descaso = Deixar os pratos, talheres, comidas, guardanapos, palitos, etc, atirados de qualquer maneira, ou seja, deixar a mesa um chiqueiro.
O que pensamos = "Tô pagando.."

Cinema :
Descaso = Deixar latas, pacotes e embalagens jogados na poltrona, chão e arredores.
O que pensamos = "Tô pagando..."

Animais :
Descaso = Deixar os cachorros fazerem cocô em qualquer lugar na rua.
O que pensamos = "Pago meus impostos, os garis que limpem..."

Lixo :
Descaso = Não embalar adequadamente vidros, metais e outros materiais perigosos
O que pensamos = "Se garis não usam luvas é porque não querem. Garanto que a prefeitura fornece..." ou "Tô pagando pelo serviço.."

Descaso = Jogar lixo em qualquer lugar.
O que pensamos = "Se a gente não sujasse, o que os lixeiros fariam?" ou "Pago meus impostos, os garis que limpem..."

e assim por diante...

O curioso é que ao agirmos de qualquer uma destas maneiras até podemos nos sentir um pouco incomodados com nossa atitude, mas logo pensamos no que estamos desembolsando e acabamos por afirmar nossa superioridade frente ao cenário.

Assim, o que fazemos é passar nossos restos adiante e virar o rosto pro lado sem remorso ou preocupação alguma. Vamos nos sentir egoístas ou insolentes por agir assim ?... que nada... Temos mais no que pensar. Afinal, estamos pagando...

Mas, sem ser piegas, será que não é possível pensarmos um pouco mais no outro ?







11 comments:

Mariana said...

por volta de 1989 (por ai) eu me lembro de uma pessoa q colocou uma garrafa de vidro quebrada sem proteção no lixo. Dai a sobrinha amada dele foi colocar o lixo na rua e cortou a perna... oh tadinha, ate hj tem a marca registrada. Mas dindo, muitas vezes nós agimos assim mesmo, pensando "eu to pagando" e tal. Mas tmb, agirmos como animais não nos leva a lugar nenhum. Acredito q isso tudo é apenas uma questão de educação.

beijos da sua sobrinha que te adora muuuuiito!
Mari

Anonymous said...

Olá !
Muito bom o seu comentário;
Devemos, mesmo, pensar mais no nosso semelhante. O povo está cada vez mais egoísta. não podemos viver em sociedade dessa forma, na base do "salve-se que puder".
Parabens.
Joacyr

Guga said...

Muito legal teres abordado esse tema. Eu sempre pensei assim. É por isso que nos restaurantes e pizzarias eu sigo utilizando o mesmo prato, e sempre coloco o lixo dentro de uma lixeira. E quando os garis estão varrendo, eles gostam de ver que a pessoa se aproxima e coloca o lixo dentro daquela lixeira que eles empurram, eu já vi uma vez um deles falando que se indignava quando as pessoas passavam do lado dele, varrendo, e jogavam coisas no chão. Por favor né.

Anonymous said...

engraçado ler isso, me lembro quando criança de ouvir ele dizer:-eles são pagos pra isso. Que horror derrepente com os anos ele aprendeu um pouco. beijinhos da tua sobrinha da perna cortada...

Dayse said...

Iuri, querido.
Sempre respeitei essas regrinhas simples (e tantas outras -- tem uma que esqueceste: a da pessoa que, por estar em um telefone público, planta-se meia hora ou mais, enquanto a fila aumenta). Certa vez, ouvi do homem com quem vivia: "Bem feito, isso é bem feito, por teu excesso de boa-educação", quando pedi com gentileza que alguém liberasse o orelhão (antes dos celulares e quando telefone levava 10 anos para ser instalado). Ele fui chutado loguiho por mim, demonstrando que minha educação só ia até certo ponto.
Parabéns por tua civilidade. Cada dia gosto mais de ti. BEIJO

Anonymous said...

O que muitas pessoas esquecem-se é que todos nós
fazemos parte de uma engrenagem.

Certa vez Clodovil em seu programa (se não me engano na extinta TV Manchete) disse a empregada dele que ele era empregado também e tinha que cumprir sua tarefa. Muitos que pensam que são "poderosos" por pagar pelos serviços e que "não vão trabalhar para os outros", no caso citado de embalar adequadamente o lixo, será que no exercício profissional ou de suas obrigações diárias são eficientes e eficazes? Será que não gostariam que alguém lhes facilitasse na execução de suas tarefas ou lembrasse de agradecer ao menos, tipo agradecer quando vai ao supermercado, banco ou loja, pelo atendimento cordial que por ventura possam ter tido, já que neste caso a pessoa que nos atendeu fez mais que sua obrigação de vender, tratou-nos como ser humano - gente. Pensem nisso.

Anderson.

Anonymous said...

E ae cara!!!

Acho que respeitar a manter esse tipo de ordem é pura cidadania. Ja pensou se cada Munícipe tivesse um pouquinho disso? Estou acostumado a ver cenas como esta...
Certa vez, conversava com o sociologo e ele me falou a mesma coisa! Para o municipio progredir, nao basta apenas uma boa administração, mas cabe a cada morador colaborar, mesmo que seja com um simples ato, mas se cada um fizer, estaremos no caminho certo!

Abraços...

Ricardo Costa

Anonymous said...

E ae cara!!!

Acho que respeitar a manter esse tipo de ordem é pura cidadania. Ja pensou se cada Munícipe tivesse um pouquinho disso? Estou acostumado a ver cenas como esta...
Certa vez, conversava com o sociologo e ele me falou a mesma coisa! Para o municipio progredir, nao basta apenas uma boa administração, mas cabe a cada morador colaborar, mesmo que seja com um simples ato, mas se cada um fizer, estaremos no caminho certo!

Abraços...

Ricardo Costa

Anonymous said...

bem no seu caso eh apenas mais um !

no meu naum ! eu pago mesmo , trampo com reciclagem de papel !!!
compro revista velhas , jornais , arquivo morto , latinhas , ferros em geral
!!! rs....

acho q todos deve ter consiencia dos seus atos .

tipo em restaurante o problema naum eh pagar mas sim a gula das pessoas ,
minha madrasta eh assim vai pega um monte de coisa e naum come nada ! bem eu
ja falo um monte ......rs

em outro aspectos o povo tem uma certa preguiça de separar materias
reciclaveis do lixo comum ! pra ele tanto faz como tanto fez , so kerem se
livrar do lixo !

podem ganhar dinheiro com lixo mas qdo fazem isso ja vem com pensamentos de
ganhar uma grana alta o q naum acontece na reciclagem , por isso o povo
desiste dessa ideia.
a prefeitura ate tenta ajudar mas sabemos q a maioria das verbas sao
desviadas.

entaum acho q antes devemos mudar nossos habitos em relaçao ao tudo ...

cinema onde o povo gosta de fazer guerra de pipocas , jogar lixo nas ruas ,
comer com os olhos, etc ....

mas so pensar nisso agora q apareceu no jornal .................

bjos
Fernando.

Pikena said...

Mais uma prova de como o DINHEIRO é nosso primeiro pensamento ao invés da consideração pelos outros... tsc, tsc, tsc...

umamulher said...

Meu Rei, esta consciência do lixo no lugar do lixo tenho desde o berçário (e isso faz um tempão). Não lembro quem me disse...a impressão é de que já nasci com este sentimento e minhas filhas desde muito pequenas NUNCA colocaram qualquer que seja o papel de bala no chão.
Lembro de uma vez, indo à praia pela free-way, um carro na nossa frente lotado de adolescentes, um deles jogou uma lata de refri pela janela.....a Ju(minha filha mais velha), olhou apavorada como se tivesse visto um ET e chamou-os de porcos....foi uó! Acho que ela tbém aprendeu no berçário.........
Beijo no Urso amado!
Sempre te amando
Themis