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Hino do Blog : " ...e todas as vozes da minha cabeça, agora ... juntas. Não pára não - até o chão - elas estão descontroladas..."
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Monday, August 21, 2017

Filme - "O Sequestro do Ônibus 657"


"O Sequestro do Ônibus 657" custou 22 milhões de dólares e arrecadou apenas 50 mil dólares no solo americano - e ainda foi muito.

Jeffrey Dean Morgan - o Javier Barden genérico - é o astro desta bomba prodigiosa que conta a saga de um pai que é obrigado a roubar uma grana para salvar sua filha e, no momento da fuga, acaba sequestrando um ônibus de linha urbana junto com dois comparsas.

A partir daí começa a perseguição e o cerco policial para resgatar os reféns e dar fim ao sequestro.

Mas o que temos pela frente é uma aula excepcional de como seres sem neurônios escrevem, produzem, dirigem, editam e lançam um filme.

Seguir a ação exige que os espectadores anulem toda a lógica, todo o raciocínio e a capacidade crítica.

Só assim - com um extremo esforço de imbecilização - talvez alguém consiga curtir este monumento à estupidez.

Robert de Niro, em um momento de vergonha alheia ao extremo, é o vilão medonho e caricato; e a sapata - e lutadora de MMA - Gina Carano é a policial "amiguinha", em meio a outros personagens abomináveis .

Um filme para assistir com saco de vômito ao lado do pacote de pipoca.

Wednesday, August 16, 2017

Depoimento - Patrick Dati - Violência Doméstica Gay


Este homem gay quebra o silêncio de sua história de terror de violência doméstica

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Agora que começamos a temporada de Orgulho, sinto uma sensação de paz e serenidade na minha jornada.

Sou grato por ser um homem gay próspero que vive na cidade de Chicago, meu lar desde o nascimento.

Eu nem sempre me senti assim.

Na verdade, nunca pensei que chegaria aos 30 anos, e muito menos viver até os 50.

Sou um sobrevivente de agressão sexual infantil. Eu também sou um sobrevivente de abuso doméstico. Experimentei abuso mental em meu relacionamento com minha segunda esposa. Depois que me assumi como gay, sofri abuso implacável mental e físico nas mãos de um parceiro.

Você pode ter lido sobre o horrível crime que sofri quando criança. Eu compartilhei essa história com o mundo alguns anos atrás. Foi doloroso revelar a minha verdade, mas também libertador.

Fui estuprado aos 9 anos pelo serial killer John Wayne Gacy.

Quando criança, não consegui falar sobre essa tragédia. Era um tabu. Vivi minha vida nas sombras. Eu vivi em silêncio. Eu vivia com vergonha. Nunca pensei que minha rigorosa família católica rigorosa entenderia.

O segredo do meu trauma infantil levou-me a um ciclo de vitimização. Eu entrei em vários relacionamentos abusivos, e o medo me obrigou permanecer neles.

Entendo muito bem o estigma e o isolamento que enfrentam sobreviventes, masculinos e LGBTQ, de abuso doméstico.

O ponto de ruptura veio literalmente quando meu então namorado me jogou de uma escada e fraturou severamente meu braço. Isso me levou a uma profunda depressão e a uma tentativa de suicídio. Eu me senti impotente. Não vi saída.

Felizmente, eu finalmente encontrei os meios para ligar para o Centro na linha direta de abuso de 24 horas da Halsted, o que me conectou a recursos vitais que salvaram minha vida. Com a ajuda do centro, e o apoio e incentivo de amigos e entes queridos, livrei-me de décadas de abuso.

Finalmente tive a coragem de me afastar da violência.

Nem todo mundo tem a força e os meios de apoio para superar essa provação. São estes tipos de indivíduos que eu procuro alcançar no meu novo papel como um sobrevivente gay de violência doméstica.

Durante a minha jornada de cura, meu caminho atravessou o de Denise Brown, a irmã mais velha da falecida Nicole Brown Simpson.

Depois de perder a Nicole, em um terrível ato de violência que comoveu a nação, Denise usou sua dor para se tornar uma campeã para os sobreviventes de violência doméstica.

Ela fundou o “Elite Speakers Bureau”, uma agência que representa indivíduos como eu, que estão tentando fazer uma diferença positiva contando nossas histórias e auxiliando outros que se sentem sem ninguém.

Eu sou o primeiro participante do grupo que é um sobrevivente masculino gay.

Agora compartilho a minha experiência e utilizo a minha voz para fortalecer os outros, falando ao público em todo o país sobre a violência de parceiros (ou parceiras) íntimos (as) que afeta tanto os homens homossexuais, heterossexuais e a comunidade LGBTQ.

A “Coalizão Nacional dos Programas Anti-Violência” define a violência de parceiro íntimo como “uma questão séria, ainda ignorada, que afeta as comunidades LGBTQ e comunidades infectadas pelo HIV". Seu último relatório ilustra esse ponto. Eu pretendo fazer a minha parte e jogar uma luz sobre este tópico e fazê-lo “fácil” de falar a respeito.

Se continuarmos a olhar para o outro lado, o problema só irá persistir.

Assinar com o Elite Speakers Bureau levou tempo.

Em 2012, fui escolhido como um dos seis sobreviventes de trauma para ser porta-voz do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA, Departamento de Abuso de Substâncias e Administração de Serviços de Saúde Mental.

Em 2016, fiquei emocionado ao receber uma carta de resposta do presidente Obama me elogiando por compartilhar minha história e ser o tipo de sobrevivente que auxilia outras vítimas.

Em 2016, fui escolhido como orador principal da Fundação Break the Silence, uma organização sem fins lucrativos de violência doméstica, e depois eleito para seu conselho de diretores como presidente do comitê de planejamento.

Através deste trabalho me tornei mais forte. Hoje, auxilio outras pessoas que vivem em circunstâncias pelas quais passei.

A violência doméstica pode ocorrer em relacionamentos heterossexuais ou do mesmo sexo.

Isso aconteceu comigo em ambos, e eu sobrevivi.

Você também pode.

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PATRICK DATI é um autor, palestrante motivacional e advogado para sobreviventes de violência doméstica. Ele é representado pelo Elite Speakers Bureau, fundado por Denise Brown. Dati também é o autor do tocante livro de memórias “I Am Me”.

Leia mais sobre Patrick em http://www.patrickdati.com.

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Link para a matéria original :

https://www.advocate.com/commentary/2017/6/01/gay-man-breaks-silence-his-domestic-abuse-horror-story

Tuesday, August 15, 2017

Livro - A Garota do Lago (Charlie Donlea)



Tenho que admitir que o Charlie Donlea é um autor ardiloso.

Sem muito talento para criar personagens consistentes, ou para esclarecer alguns pontos da trama, ele tem sim o valor de enganar o leitor de forma fenomenal.

Quando o mistério do livro se revelou, tive que voltar alguns capítulos para reler determinados trechos e ver que, sim, eu tinha sido ludibriado (tipo "que merda é esta?" ... ai que ódio..).

Este é o principal mérito do thriller “A garota do lago”, que acompanha a investigação de uma reporter (Kelsey Castle) sobre o assassinato de Becca Eckersley, uma jovem estuprada e assassinada na paradísica casa de lazer da família.

O livro é construído com capítulos se alternando no tempo, de forma a contar – no passado - as peripécias de Becca e seus amigos antes de entrarem na Universidade, e, no presente, a evolução da investigação de Kelsey.

Isto dá uma dinâmica muito boa à trama e mantém o interesse todo o tempo.

Porém quase todos os personagens são rasos como um pires de chá.  Criaturas óbvias e estereotipadas, quase caricaturais que beiram à imbecilidade –ou à mais estúpida candura- nas suas ações e / ou relações em alguns momentos.

Mas não dá pra se pedir muito pois o que interessa mesmo é o suspense da investigação e descobrir, afinal, o tal do assassino (ou assassina – ou assassinos – ou assassinas).

E isto o livro cumpre bem.

A resolução é muito boa mesmo, apesar de, como já disse, deixar uns buracos constrangedores na história.

De resto, "A Garota do Lago, revela-se um thriller rápido e rasteiro que cumpre com méritos a função do lazer descartável.

Vale …

Monday, August 14, 2017

“Eu sou negra, ele é gay, e minha irmã é transgênero - somos uma família.”




Eu sou negra, ele é gay, e minha irmã é transgênero - somos uma família.”

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Ela pediu para ser adotada e ganhou um pai com quem compartilha o amor pela dança e uma vida nova

Samara Medeiros escolheu seu pai aos oito anos.

Era o professor de dança do projeto social do outro lado da rua, o coreógrafo e bailarino Rubiélson Medeiros. Depois da morte da mãe, ela e os irmãos passaram por diferentes lares, e ela queria se sentir segura.

Como quando Rubi mostrava que tudo iria dar certo, ensinava os passos de dança, a abraçava e perguntava se seguia indo à escola e se estava tudo bem. De tanto pedir para ser filha, ele um dia aceitou ser seu pai. A seguir, a estudante de 17 anos, moradora de Canoas, conta sua história até formar esta nova família com o pai que ela escolheu e a irmã que ele lhe deu.

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Depoimento de Samara :

Faltam apenas quatro meses para meu aniversário. Trabalho, estudo, tenho uma gata linda chamada Mel, estou começando a fazer meu passaporte, pretendo cursar Psicologia e continuar a dançar, sempre. Pois meu pai é a dança, e foi pela dança que hoje eu estou aqui. Mas nem sempre foi assim...

Minha família biológica era formada pela minha mãe, que faleceu quando eu tinha cinco ou seis anos, não lembro bem. Somos quatro filhos: Janine, minha irmã mais velha com quem tenho muito contato, mãe de uma sobrinha que eu amo, o meu irmão de 16 anos que vive com nossa ex-madrasta, e um irmão que, logo que minha mãe morreu, foi levado por uma vizinha e, segundo informações do Conselho Tutelar, foi adotado.

Nunca mais soubemos dele.

Morei em tudo o que é lugar, passei fome, frio, fiquei fora da escola por muitos anos e teve momentos sobre os quais ainda nem consigo descrever. Enfrentei preconceitos, primeiro por ser pobre, segundo, negra, depois por não ter mãe. Meu pai biológico teve dificuldades, e chegamos a ser recolhidos pelos serviços sociais do Estado. Mesmo assim, meus dois irmãos e eu éramos e somos unidos. A infanda difícil nos uniiL

Nasci em Sapucaia do Sul, mas acabamos morando no bairro Mathias Velho, em Canoas. E, em dezembro de 2007, abriu uma sala de dança em frente ao local onde morávamos, e alguém nos matriculou para a gente se ocupar - corríamos muito na rua (risos).

Naquela sala de dança, conheci o coreógrafo Rubi. Nas primeiras vezes em que me abra­çou, pedi para ele me adotar.

Até hoje não tem explicação: eu o abracei, olhei nos olhos dele e disse "Me adota".

Ele, como nosso professor, adequava as falas e tentava driblar o meu pedido de adoção, explicando que eu tinha família, e que as coisas não são assim. Que aquilo era muito sério. Eu desisti.

Quando os assistentes sociais, ou o Conselho Tutelar batiam na minha casa, ou quando o clima estava tenso e eu não sabia o que iria acontecer conosco, pedia novamente para o Rubi me adotar. A assistente social do projeto de dança orientou-o a não alimentar o assunto, e eles buscaram auxilio no Estado e na escola para apoiar o novo grupo familiar em que eu estava inserida, com figuras de avós bem importantes e que nos ajudaram. Mas eram pessoas da família da namorada do meu pai biológico, que já não conseguia nos cuidar.


Um dia, fomos, mais uma vez, convidados a nos retirar da casa. Partimos para São Leopoldo, onde vivi até os 11 anos, ficando fora da escola e passando muito frio - mas com bichos, natureza e espaço para brincar. Depois, esta família se desorganizou, e fomos divididos mais uma vez. Voltei para Canoas, e tudo voltou a ficar bem difícil. Lembrei do Rubi e fui atrás dele. Soube que ele havia adotado uma adolescente e fiquei muuuuito bra- ba, já que um dia havia pedido para ele me adotar e não deu.

Então, prometi: eu seria filha dele! Eu tinha 12 anos.

Ligamos para o Rubi a cobrar e agendamos uma conversa. Ele como sempre alegre e com aquele abraço carinhoso nos levou para conhecermos o McDonald's, um sonho de infanda. Falou que, como amigo, iria nos auxiliar.

Conheci, então, a América, hoje minha irmã.

Logo que ela me viu disse: "Meu pai fala muito em ti! Que você era a menina que ele sempre quis auxiliar como pai e que você já havia pedido". No inicio, eu não me dava bem com América, pois ela já era cuidada pelo Rubi.

Claro que a América precisava muito. Quando descobri sua história de vida, percebi o quanto.
Naquela época, o Rubi estava viajando, morando em dois Estados (entre Santa Catarina e Rio Grande do Sul).

Eu estava desconfortável, com medo de voltar para o Conselho Tutelar.

Ele sempre perguntava como eu estava, se alguém estava me maltratando, e me matriculou na escola.

Com ele, aprendi a dançar e a dar aulas. Ele sempre acredita que no final as coisas vão dar certo, e, de uma certa forma, sempre dão.

Um dia, depois da apresentação em um evento beneficente, pedi para talar com Rubi no camarim.

Era tudo ou nada.

Disse a ele que não tinha mais onde morar, que as pessoas onde eu vivia estavam reclamando de mim e que todas as possibilidades estavam esgotadas

. Pela terceira vez, pedi que me adotasse. Rubi havia recém chegado de uma tumê de dança pelos Estados Unidos, estava feliz.

E ele é um homem bom.

Se realmente tu não tens onde ficar e for de direito a minha responsabilidade por ti, digo 'sim!"

No outro dia, ele foi ao Conselho Tutelar e ficou responsável por mim. De lá para cá, minha vida mudou.

A primeira coisa foi descobrir que meu futuro pai não era rico(risos).

Ele aparecia na TV, no jornal, fazia shows e andava bem vestido, mas não havia mordomos, carrões, empregada, nada.


Era tudo pequeno, simples, ele faz tudo, e a gente também entra no ritmo.

Ali encontrei cuidado, infra estrutura e amor.

E regras: ele pegava e pega pesado na rotina escolar e, quando fiz 14 anos, preparou a mim e a América para fazer estágio, buscar bolsas de estudos e fazer trabalho voluntário.

Tem muita conversa, dança, regras e regras, mas também uma coisa que transborda na minha relação com meu pai: amor e compreensão.

Eu sou negra, ele é gay, e minha irmã é transgênero - somos uma família.

Ter guarda, tutela e ser adotado são processos lentos, que às vezes nos desestabilizam.

Assumir a paternidade de adolescentes ainda é muito raro.

Mas, mesmo assim, meu pai diz que não fomos questionados por não ser uma família tradicional.
Hoje, vivemos uma fase muito legal: estudar e trabalhar é o lema da casa.

E ser feliz, aceitar que dói menos e levar a vida leve.

Estou no meu segundo estágio pelo Centro de Integração Escola e Empresa, sou aprendiz no Colégio La Salle de Canoas, estou organizando meu passaporte para dançar com meu pai fora do Brasil, e estamos gravando um filme que aborda exatamente as questões entre eu, minha irmã e meu pai.

Somos uma família formada pela dança.

0 Rubi sempre quis ser pai, e eu sempre soube que seria filha dele. Sabia que não poderia deixá-lo escapar.

E assim hoje estamos eu, América e Rubi, meu pai.

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Matéria publicada no Caderno Donna ZH 12/08/2017

Friday, August 11, 2017

Filme gay - Against the Law (Contra a lei)




Ser induzido, através de medicamentos, a vomitar, cagar e urinar em si próprio e assim ficar por 72 horas sem receber qualquer auxílio.

Esta era uma das técnicas da “Terapia da Aversão” - a outra era através de choques elétricos – utilizada para “curar” os gays na Inglaterra na década de 50.

Este e outros métodos são narrados, por quem os aplicou e por quem os recebeu, em depoimentos inseridos no filme “Against the Law” (Contra a Lei), produção da BBC inglesa de 2017.

O filme dramatiza a história de Peter Wildeblood, um gay veterano da segunda guerra e jornalista, que, em 1954 – juntamente com Lord Montagu e Michael Pitt-Rivers (seus amigos), foi condenado a 18 meses de prisão por “práticas homossexuais”.

Durante o inquérito cartas apaixonadas, que foram trocadas entre Wildeblood e um militar da RAF (Edward McNally), foram lidas no tribunal e serviram como provas do “comportamento invertido” do acusado.

A reclusão destes tres homens levou à criação do “Relatório Wolfenden”, que recomendou a descriminalização do homossexualismo entre dois homens com idade superior a 21 anos, e Wildeblood foi o único gay ouvido pela comissão que elaborou o relatório.

Contando um momento histórico importante para a causa gay, “Against the law” cresce muito ao inserir, na sua narrativa, depoimentos de vários gays – hoje anciãos – que vivenciaram os fatos na época.

É assustador acompanhar casos reais de homens que foram submetidos às mais variadas formas de humilhação, perseguição e agressão por conta da sua orientação sexual.

Mêdo, solidão, rejeição, vergonha e culpa eram os sentimentos impregnados nas suas personalidades e comportamento (uma história, particularmente chocante, envolve “delação” e suicídio).

De qualquer forma – mesmo sem ter sido aprovado - o “Relatório Wolfenden” representou uma pequena luz de esperança para os gays da época – conforme depoimentos de seus contemporâneos -.

Hoje, quando ainda vemos milhares de pessoas apontando o dedo para os outros, julgando, acusando e condenando outras somente por sua orientação sexual (mesmo que não seja mais considerado crime) vemos que, infelizmente, ainda temos um longo caminho a percorrer para alcançarmos uma sociedade de igualitária nos seus direitos.

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Link para a reportagem do "The Guardian"

https://www.theguardian.com/tv-and-radio/2017/jul/27/against-the-law-review-when-being-gay-was-a-crime

Wednesday, August 09, 2017

Tsundoku: o hábito de comprar materiais de leitura e deixá-los de lado sem serem lidos






"Tsundoku" - Bem eu ...


Há muito tempo li uma crônica do Moacyr Scliar na qual ele falava do "livro nunca lido".

 Aquele livro que ele não conhecia e que jamais leria, e que poderia ser o "livro da sua vida".

Este livro idealizado poderia estar escondido nas prateleiras de livrarias ou bibliotecas ou até mesmo submerso num balaião da Feira do Livro.

Ele nunca saberia.

Nesta neura, ele tinha uma espécie de compulsão de ir comprando - e estocando- livros para que, quem sabe, algum dia este livro mágico se revelasse.

Acho que penso igual...

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Matéria da Revista Galileu (link para a postagem original, abaixo)

Você compra mais livros do que consegue ler? Esta palavra te define

Tsundoku: o hábito de comprar materiais de leitura e deixá-los de lado sem serem lidos

Você não resiste a uma livraria. Mesmo sabendo que já tem vários livros ainda não lidos em casa, entra mesmo assim e sai com novas aquisições. Ou faz o mesmo na internet ao receber um e-mail avisando que alguns livros do assunto pelo qual você tem interesse estão em promoção. Resultado: você tem uma pilha de leituras muito maior do que realmente consegue ler.

Quem é apaixonado por livros provavelmente se identifica com a situação descrita acima. Isso acontece tanto que existem, inclusive, grupos de apoio sobre o assunto em redes sociais voltadas para leitores, como o Goodreads, por exemplo.

Existe ainda uma palavra em japonês que define a sensação já bem conhecida por leitores e compradores ávidos de livros: tsundoku.Trata-se do hábito de comprar materiais de leitura e deixá-los em uma pilha sem nunca serem livros. Em entrevista ao Quartz, o professor de japonês Sahoko Ichikawa, da Universidade Cornell, dos Estados Unidos, explicou que o termo teve origem no século 19 e que "tsunde" significa empilhar coisas e "oku", deixá-las de lado por um tempo.

Poder da leitura
A ciência estuda a influência que os livros que de fato são lidos têm em seus leitores. Um levantamento recente mostra, por exemplo, que ler Harry Potter faz com que fãs lidem melhor com a morte. Já um estudo publicado no periódico Social Science and Medicine afirma que ler regularmente pode aumentar sua expectativa de vida.

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http://revistagalileu.globo.com/Cultura/noticia/2017/08/voce-compra-mais-livros-do-que-consegue-ler-esta-palavra-te-define.html?utm_source=facebook&utm_medium=social&utm_campaign=compartilharDesktop

Musica - No Horses (Garbage)


Música do Garbage que fala de um estado de exceção (oposto ao estado de direito) imposto de forma ditatorial.

O triste é ver que, entre os comentários, venezuelanos associam a canção à situação pelo qual a Venezuela atravessa.

Diz um : " I am venezuelan and this is our song" (sou venezuelano e esta é a nossa canção).

E outro responde :

Soy de Venezuela también. Pensé exactamente lo mismo que tú cuando vi el vídeo. Esta canción definitivamente nos cayó como anillo al dedo.

Letra (com tradução nas coxas) :

Eles também vão te amar
Eles também vão te amar
Eles também vão te amar
Eles também vão te amar
Eles virão até você
Eles virão até você
Eles virão até você
Eles também virão até você
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Eles vão te adorar
Eles vão te adorar
Eles vão te adorar
Eles também vão te adorar
Eles também vão te amar
Eles irão mentir pra voce
Eles vão te roubar
Eles também irão te vender
Eles se tornarão contra ti
Eles também vão te ferir
Eles também vão te fazer sofrer
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E não haverão desculpas
E a segurança acabará
Não haverá mais policiais
Apenas homens com armas
Nos seus uniformes pretos e brilhantes
E suas grandes botas negras
Com seus cacetetes negros e reluzentes
Com seus carros negros e lustrosos
Com os dedos no gatilho
Com os dedos no gatilho
Com os dedos no gatilho
Com os dedos no gatilho
E com seus chaveiros de caveira
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E não haverá mais marchas
Não haverá mais impurezas
Sem mais tv
E o fim das cavalgadas
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E não haverá mais cavalos, sem cavalos
Não haverá mais cavalos, sem mais caravanas
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Há um céu forrado de lágrimas
Um céu forrado de lágrimas
Há um céu forrado de lágrimas
Há um céu forrado de lágrimas
Eu fiquei acordado a noite toda
E o sol não brilha
E a noite é muito longa
E a lua está chocada
E todos os amantes se tornam policiais
E todos os amantes se tornam policiais
E todos os amantes se tornam policiais
E todos os amantes se tornam policiais
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E não haverá mais cavalos, sem cavalos
Não haverá mais cavalos, sem mais caravanas
E não haverá mais cavalos, sem cavalos
Não haverá mais cavalos, sem mais caravanas
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Não ha nada a sofrer
Não ha nada a perder
Não há nada a esconder
Não há nada a crescer
Não ha nada, nada, nada, nada
É o Apocalipse
É o Apocalipse
É o Apocalipse
Eles mataram os cavalos
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Shhhhhhh!


Monday, August 07, 2017

Pedro Bial entrevista Yuval Noah Harari - Trecho sobre o Veganismo



Diz Yuval :

Toda a indústria do leite é construída no rompimento do laço mais básico do reino animal, que é o vínculo entre mãe e filho.”, e mais "Comemos a vaca porque ela é menos inteligente" ... Resumindo : o humano emprenha a vaca à força, separa o bebe da mãe ao nascer, manda o filho para a engorda e abate, extrai todo o leite da mãe e dá aos humanos, e depois mata a mãe, carneia e dá aos humanos... 

Fecha-se o ciclo... 

Lindo.. coisa mais fofa...

Link abaixo :

https://www.vista-se.com.br/pedro-bial-vai-ate-israel-entrevistar-o-vegano-que-escreveu-o-best-seller-mundial-sapiens/

Filme - Memórias Secretas (Remember)

Um ancião judeu (Christopher Plummer, o eterno Capitão Von Trapp de “A noviça rebelde) com sério problema de esquecimento, foge de um asilo para, numa última jornada, caçar um carrasco de Auschwitz que dizimou sua família. 

Para isto, conta com o apoio de um companheiro da casa de repouso - com uma história semelhante a sua - (Martin Landau, de “Missão Impossível”, “Espaço 1999”, etc) que lhe orienta e lhe fornece apoio material e logístico para que a vingança ocorra. 

“Remember” ( ou “Memórias Secretas” em português) mostra a saga sofrida e angustiante deste herói debilitado e solitário à procura de um ajuste de contas, à procura de uma revanche. 

Exposto a perigos e situações adversas, o velho judeu – apesar das inúmeras dificuldades - mostra-se implacável em ir adiante na busca do momento de enfrentar o monstro nazista. Não dá para falar mais deste filme. 

Só o que se tem a dizer é que “Remember” traz um dos finais mais impactantes de todos os tempos. Aquele tipo de final que tu leva um soco na no meio da cara, fica de boca aberta e pensa “mas que porra é esta?”… “Ãh?” ..Como assim ?” … 

Demais...

Filmaço mesmo que merece todos os elogios possíveis.