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Thursday, March 28, 2013

Video–The Origin of Love–Hedwig and The Angry Inch

Hedwig-and-the-Angry-Inch-_2001_Acredito que o filme que mais vezes eu vi na minha vida   foi o “Hedwig and the Angry Inch”, do John Cameron Mitchell”, que conta a história bizarra de uma bee que, ao fazer uma operação para mudança de sexo (para poder escapar do Muro de Berlim durante a Guerra Fria), acaba por deformar seu sexo e torna-se algo que não é homem nem mulher.

Depois disto,  ela/ele se torna uma espécie de rock star maldito nos EUA, local  onde transcorrem todas as peripécias do filme.

Assisti  “Hedwig” não sei quantas vezes pois decidi legendá-lo do início ao fim. Foi uma tarefa hercúlea, estafante,  mas o resultado valeu pois na época não existia o DVD em português.

“Hedwig” é um musical poderoso, com direito a rocks pesados e baladas doces, além de ser um bela reflexão sobre gênero, identidade, crescimento e maturidade.

Na nossa viagem (eu e o Lu) pelas rodovias de Portugal, uma das músicas que escutamos foi “The Origin of Love”, uma das melhores do filme.

“Origin of love” (inspirada pelo “Simpósio de Platão”  - especialmente o discurso de Aristófanes, reproduzido no final do post )  trata da consagrada  idéia da “procura pela outra metade”.

Aqui a explicação é de que antigamente os humanos tinham a forma de um corpo com duas cabeças.

Uma espécie de siamês que era uno, intregrado, completo. 

Estes seres tinham três sexos : dois homens, duas mulheres e a mistura de ambos.

Quando os deuses ficaram indignados com a independencia destes gigantes, decidiram cortá-los em dois e separar as metades de cada um pelo mundo (através de uma tempestade).

Desde então os humanos vagam pela terra em busca do seu complemento, da sua outra metade (que se chama Amor).

Segue abaixo o clipe com imagens da nossa trip entre Evora e Lisboa, com a “Origem do Amor” devidamente legendada em portugues.

Video Original do Filme

Video do Filme

Discurso de Aristófanes  - Reproduzido do site “Mitologia Clássica” :

- Da boca de Aristófanes surge um mito que considero muito interessante. Inicialmente existiam três sexos - o masculino, o feminino e um caracterizado pela junção dos dois anteriores, com duas cabeças, quatro braços, quatro pernas, etc - o último dos quais tinha capacidades muito superiores aos outros dois, sendo até capaz de desafiar os deuses. Então, estes decidiram separá-lo em dois, levando à configuração humana actual (e não temeriam voltar a fazê-lo caso continuassem a existir problemas, ficando os seres humanos a saltitar, providos de uma única perna). Assim, um dos objectivos humanos seria o de encontrar essa segunda parte de nós mesmos, de que fomos separados pelos deuses.

Curta metragem de Pascal Szidon

– O Discurso de Aristófanes (legendado em portugues )

Simposio de Platao– O Discurso de Aristófanes

1 comment:

Clayton Moreira said...

Obrigado pela informação sobre a origem da música, tinha esta dúvida a tempos. Em outubro e novembro farei um tour por Portugal e Espanha e definitivamente essa música será repetida algumas vezes durante o trajeto.