Hino do Blog - Clique para ouvir

Hino do Blog : " ...e todas as vozes da minha cabeça, agora ... juntas. Não pára não - até o chão - elas estão descontroladas..."
Clique para ouvir

Friday, June 20, 2014

Filme - “Eu, Mamãe e os Meninos ("Les garçons et Guillaume, à table!")



Uma furiosa  ego-trip.

Assim é este “Eu, Mamãe e os Meninos ("Les garçons et Guillaume, à table!" 2013 ) “ escrito, produzido, dirigido e Interpretado (em mais de um papel !!) pelo Frances  Guillaume Gallienne,

Não precisa dizer mais nada, né? 

Quem mais, a não ser uma criatura de ego godzilaco  se empenharia em somar tantas funções num longa milimetricamente construído para celebrar seus múltiplos  talentos?

Só que o Guillaume dá com os burros n´água.  

O filme não é nada. Na tentativa de soar como uma comédia é ridículo, com poucas cenas engraçadas e outras totalmente absurdas (A cena do clister é ... sem comentários... só vendo).

O legal é que a ideia é bem original.   

"Eu, mamãe e os meninos" é um relato autobiográfico,  baseado num monólogo tetral de sucesso na França, sobre o acerto de contas de Guillame com sua mãe, que foi a responsável por profundos conflitos de identidade sexual do filho.

Com dois irmãos mais velhos, Guillame desde cedo é tratado como “garota” pela genitora  – ela faz uma diferenciação entre ele e os irmãos, deixando bem claro que ele não faz parte da categoria “meninos” - , o que o leva a desenvolver uma (torta) identidade gay.

Guillaume ama tudo do universo feminino,  especialmente a mãe, e faz de tudo para agradá-la - inclusive parecer-se com ela. Chega mesmo a confundir sua avó (Françoise Fabian), que o o toma por sua própria filha em alguns momentos.

O pai (André Marton) não sabe como lidar com este filho “sui generis”, pois, ao invés do menino se dedicar a atividades viris (esportes, por exemplo), o boy faz mais a linha delicado e intelectual e, para “brincar”, traveste-se de  Sissi, a imperatriz da Áustria. Veja só que fôfo.

É claro que, diante de todo este quadro cor de rosa, o povo todo acha  Guillaume é biba,  inclusive ele mesmo. Suas experiências (algumas involuntárias) e interesses (ele meio que se apaixona por um colega de escola) reforçam sua (pretensa) homossexualidade.

 Só que a coisa não é bem assim e o jovem, depois de passar poucas e boas,  acaba descobrindo o feminino como objeto concreto da sua sexualidade..

Neste sentido, o filme inverte a ideia mostrada em muitos outros que seguem a linha “gay que se descobre e sai do armário”. Aqui a coisa ocorre ao contrário, o que é muito legal.

Só que o filme é ruim, sem ritmo, sem graça, sem drama.

Aliás, a “cena pra chorar” (sim, aquela do teatro na qual Guillaume  se declara à mãe)  é primária, forçada, constrangedora.

Resumindo, não dá para entender como esta porcaria foi ganhador de vários César, o principal prêmio francês de cinema.

A nada engraçada cena do clister

No comments: