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Monday, December 12, 2005

Vingança, vingança, vingança

Engraçado, neste final de semana acabei assistindo quatro filmes que falam sobre vingança. Não tive nenhuma intenção em selecionar este tema mas fiquei surpreso ao perceber que todos eles tratavam deste sentimento, desta energia das mais variadas maneiras. Seria alguma coisa subconsciente? Algo que me ronda? Algo que preciso executar? Uma mensagem? .. Sei lá...

Seguem os comentários.

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Jogos Mortais 2

Jigwaw, o assassino canceroso e jogador, está de volta para dar mais uma lição aos humanos. A motivação de Jigsaw é : “o ser humano só dá valor a vida quando confrontado com sua própria morte iminente”. Para provocar isto ele coloca algumas pessoas frente a frente em situações limites onde ou elas unem-se para lutar por suas vidas ou acabam matando-se umas as outras para salvar, cada uma, a sua própria pele. É claro que se tratando de um filme de horror os personagens imbecis acabam optanto por brigar uns com os outros. E o que se vê é um festival de mortes horrenda com sofisticados requintes de crueldade. A exemplo do primeiro “Jogos Mortais”, o final é surpreendente e causa uma reviravolta interessante na história (que sem dúvida terá continuação). A vingança aqui é o centro e grande motivadora desta reviravolta. Mas o filme não passa de um terror barato para assustar e impressionar os sádicos de plantão.

Curiosidade : o ator que interpreta (bem) o policial é Donnie Wahlberg (foto abaixo), que iniciou carreira artística cantando no grupo teen “New Kids on the Block”. Depois Donnie passou para o cinema onde destacou-se em “Sexto Sentido”, fazendo o pequeno mas fundamental papel do assassino do personagem do Bruce Willis. Também fez o papel de ET no horrendo “O apanhador de sonhos”. Donnie é irmão de Mark Wahlberg, também cantor e ator, casualmente o protagonista do próximo filme comentado.

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Quatro Irmãos


O diretor John Singleton volta ao seu universo bem conhecido de gangues, violência e hip hop. Aqui temos a história de quatro irmãos adotivos (dois brancos e dois negros) que têm sua mãe assassinada aparentemente num assalto “comum”. Logo a polícia incrimina genericamente “alguns garotos negros” mas os irmãos, não convencidos, partem para investigar e fazer justiças com as próprias mãos. Eles acabam entrando num universo de poder, violência e corrupção que os leva a perceber que apenas a força bruta (e alguns assassinatos) não os livrarão das implicações relacionadas com a morte da gentil senhora. Daí partem para um plano de vingança supreendente e bem fechado.

Uma obra acima da média que serve para passar o tempo.

Curiosidade : Mark Wahlberg (o protagonista - foto abaixo), também começou carreira como cantor. Seu grupo Marky Mark and the Funky Bunch foi fundado com a ajuda do seu irmão Donnie (veja filme acima) e chegou a excursionar com o NKOTB (New kids on the block). Mark alcançou sucesso tanto como cantor quanto como modelo principalmente pela campanha de cuecas que fez para Calvin Klein.

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Pirataria : fui procurar este filme para comprar nas banca de camelô aqui em Porto Alegre. Chegava e dizia que queria o DVD “Quatro irmãos”. Ninguém tinha, ninguém conhecia. Exceto um : o rapaz olhou bem para mim e pediu para aguardar. Foi até um companheiro, conversou um pouco e voltou. Cheio de razão, sério, me disse : “Olha moço, este filme que o senhor quer não existe. O filme que o senhor quer é “Os dois filhos de Francisco” e não “Quatro irmãos””

...pano rápído

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Marcas da Violência

O bizarro diretor David Cronemberg volta em uma obra mais convencional, bem diferente das loucuras tipo “Videodrome” e “Scanners”.

Baseado numa graphic novell, o filme conta a história de uma pacata família numa pequena cidade do interior dos EUA que tem sua vida transformada quando o pai, Tom Stall (interpretado por Viggo Mortensen – o inesquecível Aragorn do “Senhor dos Anéis”), vira uma celebridade ao matar dois ladrões e assassinos que tentam assaltar sua lanchonete.

Com a divulgação da sua foto na mída nacional logo surgem na cidade alguns gangsters que afirmam que o herói na verdade é um frio assassino que tem contas a pagar com seu passado. Um destes gangsters apresenta um olho destruído o qual, afirma, é resultado da violência inerente ao pacato cidadão. É claro que Tom afirma não ser a pessoa em questão, porém pouco a pouco a verdade vem à tona desequilibrando totalmente aquela típica família americana.

Daí para diante o filme vira uma fábula sobre vingança, mentiras, resgate do passado, eliminação dos fantasmas, mudanças, traição, redenção e possibilidade de uma nova vida.

Um filme adulto com duas boas cenas eróticas : uma no início quando a esposa se traveste de lider de torcida e rola uma sequência de sexo oral bem realista e outra, já quando as mentiras vieram à tona, onde o casal transa violentamente numa escada.

Vale a pena.

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Oldboy

Fantástico. Inesquecível. Neste filme a palavra “vingança” atinge sua plenitude, sua glória, seu sucesso. Oldboy conta a história de Daesu (vivido pelo excelente ator Choi Min-sik) que, sem motivo aparente, fica preso durante 15 anos numa cela que parece mais um hotel de quinta categoria. Subitamente ele é solto e, completamente perdido, raivoso, com ódio do mundo, parte para vingar-se daqueles que prenderam. Nas suas andanças acaba se envolvendo com Mido uma jovem garçonete que o acolhe e torna-se sua amante.

Também Daesu logo descobre quem foi o mandante do seu infortúnio : trata-se de Lee Woo-jin, um magnata que não deixa claro imediatamente qual foi a causa da sua prisão. Isto faz com que Daesu o poupe de início.

Propositalmente o filme vai seguindo meio confuso e sem coerência, alternando passagens de lutas bem coreografadas, cenas de tortura explícita (sem falar na famosa cena onde um polvo vivo é devorado por Choi Min-sik) com outras bem mornas, principalmente aquelas que envolvem o casal de namorados.

Deste modo a saga segue com o infeliz ex-prisioneiro perdido (e o público também) numa busca de vingança aparentemente desfocada e sem objetivos.

Porém, inesperadamente, a história toma um caminho totalmente novo que vai levar o protagonista ao encontro do maior pesadelo da sua vida. O que acontece é um soco da cara do público, é de cair o queixo. A cena onde Daesu finalmente compreende o porque de ter passado pelo inferno é absolutamente fantástica onde o personagem mescla incredulidade, horror, súplica, humilhação e ódio. Fiquei chocado.

Oldboy mostra um círculo onde uma vingança alimenta a outra, onde os personagens definem suas vidas por este sentimento, por esta energia que os motiva e destrói.

Depois de tudo, o belíssimo final levanta mais questões do que soluções. Assim, fica a cargo do público julgar se o destino proposto ao personagem representa uma benção e sua salvação ou o definitivo empurrão para o abismo.

7 comments:

Gary Freedman said...

Greetings from the USA.

Dayse said...

Lindoooo, como estás? Pretendo te ligar à noite.
Ahhhh, o Mark Wahlberg aí (suspiro)...
Me dás água na boca com teus comentários sobre filmes. Vou ter de fazer maratona (impossível!), para poder vê-los.
Ah, te menciono no meu último post.
Tchau, elixir (do bem-estar). Beijão.

Anonymous said...

Caro Iuri, o seu problema é uma questão de "preferencia" :-))
No final de semana também assisti filmes, 3, dois infantis maravilhosos e uma comédia. Nada de vingança, nem morte nem sangue, somente diversão, lágrimas de felicidade e muito riso, muito mesmo :-))
Abraços
Marcelo

Mariana said...

o melhor filme de vingança ate hj é Kill Bill!! hehehe
não vi nenhum desses filmes. Jogos Mortais jah vi q é ruim, hehe.
beijos!

Mariana said...

ha, esqueci... palmas para o guri do camelô!!! huauhauhahhahahahaha

socorro!

Rodrigo Thor said...

oi Iuri.. quanto tempo.. =)

Bom, dicas anotadas.
Se bem que com temas fortes assim provavelmente vá demorar um pouco pra eu pegá-los, to precisandod e uams comédias ou oiutras coisas leves por hora.

abraço!

wilson said...

olhando seus posts antigos, tive que comentar esse, oldboy é realmente sensacional, o melhor filme sobre vingança. infelizmente ainda não assisti marcas da violência.