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Monday, June 02, 2014

Eventos em São Paulo (2010) –Mamma Mia & Scissors Sisters

Remexendo em arquivos antigos (tipo aqueles esquecidos em pen drives), achei as fotos de um viagem que fizemos a São Paulo em 2010 para assistirmos o Musical Mamma Mia e o show do Scissor Sisters, do qual éramos tri fãs.

Aproveitamos também para assistirmos a peça “O amante” (do Harold Pinter), com a Paula Burlamarqui.

Tirando a peça, que não era lá grande coisa, o resto dos programas foram ótimos.

O Musical foi excelente e o show do Scissors um sonho realizado.

Infelizmente o grupo acabou (ou deram um tempo, sei lá) , mas ficou o registro desta noite inesquecível.

Nossas todos abaixo

MAMMA MIA

GALERIA DO ROCK

galeria003

LOJA GÓTICA

TEATRO

SHOW DO SCISSOR SISTERS

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Tuesday, June 11, 2013

Show–Tiago Abravanel

Tiago Abravenel detonou em Porto Alegre na sexta passada. Num Araújo Vianna lotado, o over size performer estreiou seu show nacionalmente para uma platéia que acabou aos seus pés.

As luzes se apagam, os músicos entram no palco e um vídeo captado nas ruas de São Paulo (aparentemente), mostra várias faces anônimas revelando seus gostos musicais. E dá de tudo : rock, mpb, sertanejo, pagode, samba, jazz, funk, musica evangélica, dance, eletrônica e tudo o mais.

No final, ouve-se a voz poderosa de Tiago dizendo “E eu sou eclético (ou “gosto de tudo”, não me lembro). Sendo que o nome do show é “Eclético”

Anyway, esta é a deixa para o fofo pular (sim, pular !) para o meio do palco e começar a tocar fogo na noite. Todo de branco (a mesma cor do figurino da banda), com uma agilidade física exemplar e uma voz poderosíssima, Tiago logo arrebata a massa enfileirando um petardo atrás do outro.

Então dá-lhe Tim Maia, Seu Jorge, Chico Buarque, John Lennon, Ivete Sangalo, Sidney Magal, Psy, Funk, Jota Quest, Roberto Carlos, Chitãozinho e Xororó, Beyonce, Alcione, Gabi Amarantos, Elis Regina, Só Prá Contrariar, e muito mais, num mix alucinante e atordoante.

Chorei pelo menos duas vezes. Uma com a interpretação poderosa de “Sorrir” (música do filme “Tempos Modernos” do Charlie Chaplin, com letra de John Turner e Geoffrey Parsons) e outro no dueto entre ele e a Kesia Estácio em “Um dia de domingo”.

Tiago é um show man pronto. Simpático, sensual, cínico, divertido, dramático, irônico, debochado, atrapalhado, seguro e teatral, sua presença de palco é magnética e ele não deixa a peteca cair em ne

nhum momento.

E ele fala muito. De suas influências, da sua carreira, do seu nervosismo, da sua alegria e por aí afora. Sensualiza um monte e joga um bolão com a platéia.

O figurino é um achado. O fino terno branco do início, transforma-se num modelito brega para acabar num uniforme moleque de funkeiro. Isto passando por um visual malandro e até uma coisa traveca. Genial.

 

A iluminação é ótima, mas acho que poderia ser melhor explorada em alguns momentos. Os vídeos projetados sublinham diversas canções, mas confesso que meus olhos seguiam mais a figura do Tiago do que as cenas de fundo.

A banda é perfeita, com um destaque fantástico para os metais. As backings Késia e Suzana, arrebentam nos seus momentos de destaques. Isto sem falar nas coreografias divertidíssimas delas com o Divo.

TiAbrava03-1O show é longo e energético. Uma tour de force para poucos, e o garoto mostra que está com todo o gás para firmar-se como um dos maiores artistas do país.

No final o Araujo transformou-se num bailão, com o povo aos berros e aos pulos acompanhando a pajelança-geléia-geral comandada pelo feiticeiro.

Não teve como não se render. Diversão e emoção total numa noite inesquecível.

Salve Tiago

Monday, December 10, 2012

Show - Madonna em Porto Alegre





Madonna em Porto Alegre.

Santa Paciência ! 

A esta altura todo mundo sabe que o show iniciou com mais de três horas de atraso.

Eu até pensei que por aqui esta josta não ia rolar, mas que nada.

Ainda bem que estávamos relativamente confortáveis e deu pra aguentar a espera de maneira razoável.

A galera, como não poderia deixar de ser, ficou puta e chamava a diva à cena entoando “Uh, Madonna, vai tomar no cú !” , num belo gesto de carinho dos fâs a sua rainha.

Mas, claro, todo o stress acabou quando as luzes se apagaram e o teatrão começou. 

Sim, “teatrão”, pois o que se viu no palco foi muito mais um musical do que um show pop ou rock.

Cada passagem, cada música é milimetricamente desenhada, detalhadamente ilustrada com vários recursos de cena (figurinos, coreografias, cenários, imagens, efeitos, etc). É tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo que é impossível prestar a atenção em tudo.

É evidente o trabalho, o cuidado,  o estudo da construção dos detalhes dos diversos conceitos apresentados.

No lado musica propriamente dito, o repertório apresenta basicamente as canções do "MDNA" , um disco com algumas canções poderosas e outras nem tanto. É claro que o povo queria as mais antigonas, mas neste quesito “la cantante” apresentou pouca coisa.

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O show inicia com uma espécie de ritual monástico, com os encapuzados cantando algo gótico e sacudindo incensos. 

O povo pira quando a Deusa surge de um confessionário gigante e ataca de “Girl Gone Wild”.

Eu simplesmente amo a junção de imagens sagradas com profanas (quando bem executadas), e o início do “MDNA” é recheada delas.

Entrei em êxtase logo de cara.

O clima se mantém lá em cima na sequência de “Revolver” e Gang Bang”.

O teatrinho que ela faz de “assassina” num quartinho de hotel de quinta é matador.O que espirra de sangue a cada tiro nas cabeças dos boys é quase surreal.

Depois ela mistura alguma coisa das antigas (como "Papa Don’t Preach" - que é executada só pela metade, "Hung Up", do álbum "Confessions on a Dance Floor" (2005) - e a nova (e chata) "I don’t give A...", do "MDNA". Do telão, a Nicki Minaj faz uma participação e decreta : "Só há uma rainha, e ela é Madonna". O povo e a protagonista concordam, of course.

"Express Yourself" entra arrebentando.

"Vamos lá, garotas
Vocês acreditam no amor?
Porque tenho uma coisa para dizer sobre ele
E é mais ou menos assim

Não aceite o segundo lugar, baby
Ponha seu amor à prova
Você sabe, você sabe que tem que
Fazer com que ele expresse o que sente
E talvez então você saberá que o amor dele é verdadeiro

Se expresse !"

Lindo ! A citação ao "Born This Way" no “Express..” pode ter duas interpretações : ou é uma homenagem à “monstra”, ou é uma “denúncia” de plágio da “monstra”. Anyway, o mash-up ficou tri bom.

Mais uma troca de roupa e a cheerleader manda "Give Me All Your Luvin", "Turn Up the Radio" e outras.

O lance dos integrantes da banda tocando suspensos é fantástico (parecem soldadinhos de brinquedo)

Em “Masterpiece”, Madonna projeta imagens do seu filme “W.E”, uma bobagem que fantasia o romance da Wallis Simpson e Edward VIII - na verdade dizem que ele era uma biba enrustida (e simpatizante do nazismo) e ela uma expert em segredos sexuais aprendidos em bordéis da Ásia que deixavam a Edward siderada … (abafa !) - Mas as imagens idílicas do casal ficaram lindas.

Particularmente especial para “moi” foi o bloco com citações de “Justify My Love”, “Erotic” e a completa “Human Nature”, músicas que representam (evocam) um período de vivência, reconhecimento e afirmação de alguns aspectos sombrios da minha sexualidade.

O dança entre os espelhos que ela apresenta na “Human...” , mostra brilhantemente uma persona em conflito entre a condenação e o desejo (repulsa e atração no reflexo). Show de bola ! Babei novamente.


“Vogue” foi bem, mas achei o encerramento truncado, e o pique cai muito com "I'm Addicted" e "I'm a Sinner".

A função continua assim, com altos e baixos.

Mas o grand finale é com "Like a Prayer" .

Aí a coisa aconteceu, o bicho pegou de verdade.

O Olímpico virou uma catedral com o povo aos berros acompanhando a Deusa e o coral Gospell que surgiu no palco.

Absolutely Fabulous !

E festa termina com “Celebration”, executada vigorosamente, com a massa mandando ver na rave estrelada.

Bem, poderia ser melhor ?

Sim, no sentido de que seria muito legal se mais das antigas fossem apresentadas.

Mas esta não era a proposta do espetáculo e, por isto, a apresentação “deixou a desejar” para os fâs que queriam mais clássicos presentes (eu concordo com isto)

Mas é inegável a força da música, da imagem e da mensagem da periguete.

O que tivemos aqui em Porto Alegre foi a presença de uma ARTISTA, no mínimo corajosa, que sempre buscou manifestar-se (porém nem sempre acertando), através de vários meios - até livro infantil ela tem -  na busca de discutir / trabalhar / expor de forma aberta todos os temas que lhe são caros.

Pode-se até não gostar da sua música, da sua dança, da sua imagem, e sei lá mais o que, mas não reconhecer sua influência para a construção de uma  realidade onde as mulheres e os gays passaram valorizar cada vez mais seus desejos e natureza, é ignorância.

Salve a santa.
 
Notas :

Madonna fez um belo discurso em homenagem às mulheres do mundo que são aprisionadas, violentadas, torturadas, aprejadas, só porque ousam “se expressar". Um belo recado.

Falar sobre sua forma física é redundância. Só vendo pra crer.

Palavras que “aprendeu” em português : caralho, safada, gostosa e periguete.

Disse que não estava muito disposta por causa das mudanças climáticas que enfrentou por aqui, mas que, ao ver o sorriso dos fãs tudo mudou e que estava ali para detonar.


A bandeira do Brasil que ela pegou no final do show foi jogada ao palco pela minha sobrinha Mariana, uma fã fanática (sic) pra dizer o mínimo.

Veja o video abaixo






Celebration - Porto Alegre



Povo no Show

Eu, Lu, Ana e Ni na fila

Já acomodados