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Hino do Blog : " ...e todas as vozes da minha cabeça, agora ... juntas. Não pára não - até o chão - elas estão descontroladas..."
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Tuesday, September 12, 2017

Mundo Gay - Manifestação de apoio à Exposição QueerMuseu em Porto Alegre

O clima ficou tenso hoje à tarde na frente do Santander Cultural., na Praça da Alfandega

De um lado o povo do MBL (e alguns simpatizantes), e do outro, representantes de vários grupos sociais e partidos políticos protestando contra o fechamento da Exposição QueerMuseu.

Como não podia deixar de ser, os lados antagônicos quase entraram em êxtase vociferando um contra o outro.

Mas, por estar em minoria diante dos manifestantes raivosos, o povo do MBL para não acabar levando umas bordoadas, acabou saindo rapidinho para alegria e vitória dos que ficaram.















































Livro - A Garota Corvo

Crianças traficadas, torturadas, abusadas sexualmente, mortas, canibalizadas e mumificadas (ou o que sobrou delas). Sofrimento em campo de Concentração. Transtorno de múltiplas identidades. Incesto. Bullying escolar escabroso. Lobotomia. Corrupção Judicial. Genocídio Stalinista. Ambiente decorado com mãos e pênis de crianças mortas. Depressão. Morte por inanição. Cropofilia. Matricídio. Parricídio. Seitas Religiosas com rituais tenebrosos. Transexualidade perversa. Animais mortos e esquartejados.Tortura e/ou assassinatos de adultos. Psicose. Perseguição Nazista. Suicídio. Corrupção policial. Crianças drogadas lutando entre si em chiqueiro inundado de merda de porco. Serial Killer. Mumificação com a pessoa viva. Construção de um “Inseto Gigante” com partes do corpo humano.

… ufa ! …

E num tom mais “familiar” temos adultério, lesbianismo, poligamia, vagabundagem, filhos com pais ausentes, etc.

Sim, este é o “banquete” servido no livro “A Garota Corvo”,um petardo de 584 páginas (publicado originalmente como uma trilogia), escrito por Erik Axl Sund - que vem a ser uma dupla formada por Jerker Eriksson e Håkan Axlander Sundquis (dois caras suecos metidos com arte).

A obra é um compêndio de monstruosidades e bizarrices, evidentemente escrita “para chocar”, que, a partir de um certo ponto, torna-se absolutamente chata no seu desfile de anomalias.

Mas isto até nem é o pior. O que dá raiva é o desfile de personagens esdrúxulos. Não se salva ninguém. Do lado da polícia temos um grupo que pode ser qualificado como “Esquadrão Imbecil”. A partir de um certo ponto, tu já sabe que os inspetores são um exemplo de incompetência, com deduções e linhas investigativas absolutamente fora da casinha, que deixam os malvados e assassinos sempre um passo à frente. Do lado dos vilões, o quadro é tão grotesco que chega a ser risível. O vilão principal – o tal que encarnaria o mal absoluto - é tão absurdo que cheguei a sentir vergonha alheia pelos autores. Tu chega a um ponto de pensar : que merda é esta? Até onde vai a “capacidade criativa” destes idiotas para gerar este primor de aberração? E é claro, tem o lado das vítimas. Aqui a coisa pesa mais. Temos as vítimas assassinadas (de formas horrorosas) e as “sobreviventes”. Dentre as sobreviventes temos a tal de “Garota Corvo” - cuja história é um expoente de nonsense – e outras, com destaque absoluto para outra garota, uma espécie de justiceira, que só pode ter sido pensada e desenvolvida com a cabeça dos autores inundadas de substâncias ilegais de tão inverossímil que é.

Isto sem dizer que o livro é tri difícil de ler por conta da quantidade de personagens – o que faz com que a leitor se perca em inúmeros momentos e tenha que revisar diversas passagens - e de nomes de locais como OBergsgatan, Kungsholmen Hurtig, Swedenborgsgatan, Ringvagen, Renstiernas, Langholmen, , Palsundsbron, Sjomansskolan, Sjofartshotellet,Norra Hammarbyhamenn, Medborgarplatsen
e muitos outros.

E, para coroar, as resoluções das inúmeras questões levantadas, durante as infindáveis páginas, são completamente anódinas, ocas, sem força alguma, sem contar que várias delas simplesmente não são resolvidas .. e tu fica boiando...

Resumindo : uma grandessíssima  bosta.

Monday, September 11, 2017

Teatro - Agreste

Juan Alba e Paulo Marcello em "Agreste"

Na sua sinopse, “Agreste” não revela muito sobre a história que será apresentada através de dois narradores, e diz que a peça é sobre amor incondicional, ignorância, intolerância e preconceito.

Nada mais verdadeiro.

Mas, em resumo, pode-se dizer que a obra é sobre o amor de um casal de sertanejos (Maria e Etelvado) que inicia de modo manso e tímido, e acaba de forma trágica a partir do momento que uma revelação ocorre, a comunidade “toma conta” e define o destino dos personagens.

Realmente muito triste.

A montagem é belíssima, com poucos elementos cênicos mas que funcionam de excelente forma plástica.

Os atores Juan Alba e Paulo Marcello derramam talento com suas emoções, corpos e vozes entregues ao texto e à montagem.

Inclusive o texto (altamente poético) me lembrou um pouco Grande Sertão Veredas” com sua estrutura inicial aparentemente desconexa e “difícil”, que desconstrói a mente lógica e objetiva, mas que define o modo de como temos que embarcar na história que vem a seguir.

Muito bom mesmo.

Super espetáculo.


Agreste recebeu os prêmios APCA de Melhor Espetáculo e Melhor Texto e o Prêmio Shell de Melhor Autor. Além disso, foi escolhido pela revista Bravo! e pela Cult como um dos 10 melhores espetáculos da década. A peça participou, ainda, dos festivais mais importantes do Brasil, como o Festival de Curitiba, RioCena Contemporânea, Porto Alegre em Cena e dos fes

Mostra QueerMuseu é cancelada por heresia e incentivo à putaria

A exposição Queermuseu – Cartografias da Diferença na Arte Brasileira, que deveria ficar em exibição até dia 8 de outubro no Santander Cultural em Porto Alegre, foi cancelada após denúncia – promovida pelo MBL Movimento Brasil Livre - de blasfêmia contra símbolos católicos e incentivo à pedofilia e zoofilia. 

Piada né? 

Estive na amostra e gostei da maioria dos trabalhos . 

É claro que vi coisas imbecis – que literalmente deveriam ser jogadas no lixo,  tipo as obras do “artista” Sandro K as quais comentei anteriormente (aqui) –, mas também vi muita coisa boa, como alguns dos trabalhos deste post.

Quanto à “profanação de símbolos católicos”,  o que vi por lá foi :

 Uma caixa de hóstias repleta de referências à "putaria" (?)  :

Hóstias com palavras tipo "Oral", "Pênis", "Língua" , "Vulva", "Sangue", "Pele".
 
um Jesus travesti crucificado: 

 














 

 uma Maria com um macaco no colo :


  
referências à São Sebastião (um velho ícone do mundo gay) :




e outras....

Pois então… 

O que tenho a dizer é que, para mim, este tipo de “arte” é inócua, óbvia e primária. 

Qualquer imbecil, que se diz “artista” - e que queira causar, chocar, lacrar, “agredir” -,  faz o quê? …

O óbvio, é claro. 

No auge da sua “criatividade” pega algum símbolo cristão e o “rebaixa”, “corrompe”, “afunda na lama”. 

Dai temos uma obra “ousada”, “transgressora”, “lacradora”. 

Ai meu cú, que coisa mais ridícula e antiga. 

Isto para mim não significa nada, acho patético de tão lugar comum

Enfim, de qualquer modo, sou contra o cancelamento da exposição, mesmo que , como disse anteriormente, lá se vejam algumas idiotices. 

Penso que o que temos que fazer é exercer nosso livre arbítrio sobre o que queremos ou não ver  e trabalharmos nossa mente para diferenciar o que é arte do que é simplesmente merda. 

Apresentação da Amostra

Algumas Obras :

Esta seria uma obra que incentiva à Zoofilia

Esta seria um obra que incentiva à Pedofilia

Algumas obras que foram acusadas de "Racistas" :



Outras :














 


Friday, September 08, 2017

Filme - IT - A Coisa (baseado em Stephen King)

Eventualmente ocorre um alinhamento astral que faz com que as coisas aconteçam de modo perfeito. Só assim para explicar o resultado de “It” (ou “A Coisa”), o filme de horror baseado na obra de Stephen King que agora chega aos cinemas.

Quem leu o livro gigantesco sabe que a ação se passa alternadamente em dois momentos do tempo, um com os personagens crianças – lutando contra o monstro- , e, outro, com os personagens adultos que voltam a se encontrar para enfrentar “ A Coisa” que voltou a atacar a cidade de Derry. 

Porém o filme se concentra apenas nos acontecimentos envolvendo a fase infantil dos personagens, o que dá espaço para construir suas personalidades de forma sólida e criar grande empatia com todos.

E todas as crianças são plenas; cada uma com suas características, modos medos e dramas, vivendo num quase mundo paralelo no qual onde os adultos praticamente “não existem” e, se existem, quase sempre são autoritários e/ou abusivos.

Assim, nesta situação de quase omissão ou abandono (o que nos gera sentimentos paternais – ou maternais), os pequenos viram alvos da Coisa, que quer – a partir de seus medos particulares – literalmente se alimentar de seus corpos e almas.

Praticamente jogados na boca do monstro, o que temos então é um grupo bravio que se une para crescer e lutar juntos a fim de salvar a cidade e também a si próprios.

Nesta jornada temos terror, drama, comédia, aventura, suspense e romance sustentados por um fenomenal elenco infantil conduzido de forma primorosa por Andy Muschietti (diretor do infeliz “Mamá”).

O final bonito e melancólico anuncia a continuação da história, que certamente irá enfocar a fase adulta dos personagens se reunindo novamente para combater o mal.

Quem já leu o livro sabe que esta fase é bem triste, porém repleta de heroísmo e provas de amor e amizade verdadeiras.

Mas enquanto a continuação não chega, o que vale agora é ir ao cinema para levar alguns sustos e se emocionar com esta maravilha.