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Wednesday, June 18, 2014

Filme– Não é o homossexual que é perverso, mas a situação em que ele vive.

Supreendente, para dizer o mínimo.

Nicht-der-Homosexuelle-ist-pervers_dvd_coverUm documentário ficcional - ou um ensaio cinematográfico - realizado em 1971 (!??), pelo cineasta Rosa Von Praunheim que é uma verdadeira metralhadora giratória (algumas vezes injustificada) – mas sempre instigante e quase sempre “real” – tendo como alvo a cultura gay alienada de então (que não é muito diferente da atual).

O cineasta, de forma corajosa, vocifera contra o comportamento frívolo, hedonista, individual e interesseiro dos gays, em detrimento de uma ação revolucionária que busque de forma organizada a afirmação e conquista de direitos sociais para todos..

Neste docu-drama (relizado num tom anárquico, incomodativo, meio fora da casa) acompanhamos Daniel, um jovem que chega à Berlin e acaba tragado pelos “vícios gays da cidade grande”. Ali, na impura metrópole, a pureza (sic) do rapaz é paulatinamente arruinada a medida em que ele é maculado pelas exigências e regras do mundo homo.

Jovem e belo, Daniel passa a ser alvo da “bicha rica e fina”, das “bichas velhas”, dos “caçadores” (rola muito sexo anônimo em parques e banheiros publicos), que o leva a um crescendo de vazio e frustração emocional. german001

Nas suas andanças pela cidade, o rapaz acaba mapeando todos os comportamentos e dramas gays imaginados pelo diretor. Assim temos o apego ao mundo da beleza, da moda, da arte, da celebração da juventude, da pegação, do s fetiches, dos bares, da busca do homem certo, do desprezo às bichas velhas, da rivalidade entre as “bichas loucas” e as “do armário”, da busca de um casamento nos moldes heteros, do vazio amoroso, do desespero emocional, - isto sem falar da violência física e emocional das quais são alvos – etc; tudo mostrado como elementos criadores (definidores) de um (sub) mundo que, ao mesmo tempo, protege (na verdade os esconde e os oprime) e exclui os gays.

O recado do diretor é claro (e isto é mostrado na sequencia final onde Daniel é acolhido e catequizado por um grupo de gays militantes) : enquanto os gays não se organizarem como comunidade na construção da sua cidadania (e ele chega a falar em alinhamento com os Black Panthers e feministas!!), ao invés de se preocuparem apenas com frivolidades, vão ser condenados a eternos párias sociais.

german004O filme é punk e não deixa pedra sobre pedra. Tanto que, em alguns momentos, me pareceu que o Von Praunheim exagerou na crítica nivelando quase tudo pelo pior. Sim, o fato de uma bicha se interessar por arte, por exemplo, necessariamente não exclui a possibilidade da bonita ter uma consciência política-social (ou exclui?).

De qualquer forma – possíveis divergências à parte - “Não é o homossexual que é perverso,...” é um “must see” . É instigante, necessário e infelizmente – é verdade - ainda atual. Um documento, uma porrada básica para todo o povo gay atual e futuro.

Fantástico.

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Trechos do discurso do filme :

“Gays não querem ser gays. Eles querem ser diferentes.Querem se associar ao kitsch e à burguesia como o cidadão comum.Eles anseiam por um lar onde possam viver com um companheiro honesto e leal.”german005

“Gays exigem que seus semelhantes sejam estetas, cuidando de sua aparência. Isso os orgulha e os distingue dos outros. Condenados como doentes e inferiores pela burguesia, tentam ainda mais ser como ela,a fim de extinguirem sua sensação de culpa com uma soma excessiva de virtudes da classe média. São politicamente passivos e conservadores, em gratidão por não serem mortos espancados”.

“Gays têm vergonha de sua natureza. Por séculos, a educação cristã os ensinou que eles não passam de porcos. Por isso, eles escapam dessa pavorosa realidade para um mundo romântico de cafonices e ideais. Eles têm sonhos glamourosos com alguém que lhes ajudaria a escapar de suas dificuldades diárias para um mundo de amor e romance.”

german006Uma relação homossexual, por mais que ambos os parceiros a desejem, está fadada ao fracasso. Eles se escondem como criminosos, forçados a iniciar suas relações indo direto ao sexo. O sexo por sexo ignora as necessidades individuais do parceiro. Ele serve apenas como um objeto de desejo. Com um pouco de sorte, esta condição é mútua. Mas não basta para estabelecer uma relação satisfatória.”

“Gays tentam simular um casamento de classe média. Ao invés de odiarem os responsáveis pelo seu infortúnio, eles desejam um relacionamento duradouro concedido pela Igreja e pelo Estado”

“Um casamento de classe média é baseado na criação de filhos e na opressão da esposa. O casamento gay não pode ser nada além de uma imitação ridícula, já que a falta de funções mútuas é substituída por um amor romântico e irrealista.”german007

“Esse amor romântico e idolátrico não é nada além de amor-próprio. A maioria dos gays não se dá conta de que o amor que sentem é, na verdade, amor-próprio. O parceiro é visto como um ídolo de suas próprias expectativas e anseios. Eles não tentam nem entendê-los nem prestar atenção a eles. Eles inclusive sobrecarregam seus parceiros com seus próprios problemas.”

“O casamento gay fracassa devido à rivalidade de dois homens orgulhosos,que foram criados não para seguir seus interesses juntos, mas como competidores. A falta de deveres mútuos e a incapacidade de progredirem,por serem egocêntricos, logo levam ao trágico fim de uma amizade romântica. O que resta é a solidão e um vasto vazio,que logo é abarrotado com novos sonhos imaginários e vãos.”

“A crença popular de que os gays são mais artisticamente dotados é, na verdade, uma lenda. Eles só se dedicam tanto à arte porque acreditam que isso torna a sua vida mais suportável.”

german009“Enquanto a educação e a arte forem meios dos ricos e poderosos deturparem questões humanas e econômicas,elas devem ser radicalmente rejeitadas.”

“Tendo se decepcionado a vida toda, muitos tornam-se frios e cruéis. Tudo que veem em seus parceiros é um objeto sexual.”

“Homossexuais têm uma necessidade maior de independência e sucesso do que os outros. Eles sabem que numa idade avançada não serão amados pelo que são”.

“A coisa mais importante para os gays é uma ênfase excessiva da juventude e do físico. Comprar um rapaz também significa recuperar uma parte de suas próprias juventudes perdidas.”german010

“Para a burguesia, tudo se resume a decoração, televisores e carros. Para os gays, tudo se resume à moda. Assim como embalagens de produtos distraem de seus verdadeiros conteúdos,gays usam a moda para chamar atenção para seu aspecto exterior. O desejo de adornar seus corpos vai de encontro a enorme vaidade dos gays, que logo são incapazes de amar ninguém além de si mesmos.”

“Homossexuais não têm nada em comum além do forte desejo de dormir com um homem. O desejo crescente pelo corpo masculino nu os fazem deixar suas famílias e ir a lugares onde podem encontrar gays. Na companhia de outros gays, eles podem esquecer por um momento que são leprosos e párias da sociedade. Todavia, eles se odeiam. Os outros são vistos como um reflexo de seu próprio infortúnio. O medo da sexualidade, as sensações de culpa, que lhes são impostos pela sociedade, e um forte espírito de competição fazem deles inimigos secretos entre si.”

german012“A fim de poderem se comunicar,eles inventam certas semelhanças,que não passam de falsidades. Eles desenvolvem rituais e estruturas superficiais. Assim como a burguesia, eles se julgam pela sua aparência.”

“Daniel, que já vive em Berlim há dois anos agora, não está mais satisfeito em encontrar homens em cafés elegantes, boutiques e piscinas públicas. Ele está fascinado pelo mundo exótico dos bares gays. Ele fica excitado a cada vez que entra num desses bares com seus enormes espelhos, a iluminação rosa e vermelha e aqueles ritmos sensuais. Ele adora empurrar-se por uma multidão de jovens homens que o observam com passiva admiração. Ele precisa desse tipo de autoafirmação para superar sua solidão, que, após muitas noites entorpecentes, começa a crescer dentro dele.”

“Para os gays, a liberdade não se trata de assumir responsabilidades, mas do caos Eles ficam presos a um estado infantil. Estão constantemente excitados, escolhendo um caso barato a um relacionamento possivelmente mais valioso.”german013

“Gays têm problemas em dedicarem-se a uma relação estável. Cheios de vaidade e remorso eles trocam olhares, sempre em busca da verdadeira felicidade.”

“Em conformidade com o asco da sociedade pela velhice, envelhecer é a pior coisa que pode acontecer aos gays.”

“Gays morrem jovens com frequência, pois tudo o que fazem é adorar o corpo masculino jovial, enquanto ignoram todas as qualidades humanas.”

“Muitos não admitem a própria idade por pura vaidade. Eles tentam se manter artificialmente jovens, mas isso os faz parecerem ridículos.”

german015“A vida de homossexuais de idade não é nenhum mar de rosas. Eles são frequentemente expostos a um isolamento desumano que, assim como uma úlcera crescente, os privam de cada uma das últimas migalhas de felicidade da vida.”

“(...) agora é hora de nos ajudarmos. Todos nós fomos intimidados por nossas famílias, e agora somos compostos apenas de fraquezas. Porque nunca seremos capazes de esquecer as restrições que nos foram impostas na infância.”

“É crucial que mudemos nossa maldita situação. Não podemos culpar sempre os outros.”

“Sair do armário é crucial para todos os homossexuais. Temos de ter a coragem de dizer a todos que somos gays. É difícil, mas é a única forma.”german017

“Nos sentimos dependentes e culpados, e como resultado, nos tornamos mal-humorados e erráticos. Não conseguimos nem ser honestos com aqueles que amamos. “

“Não devemos mais ter medo de nossos pais e patrões. Precisamos nos organizar contra os malditos patrões que querem nos demitir por sermos gays.”

“Arriscamos nos tornar tão insensíveis que julgaremos as pessoas apenas pelos seus corpos, e no fim sofreremos também, pois somos sozinhos privados de amor.”

“Homossexuais têm uma imagem kitsch do amor eterno , como encontrada nos contos de fadas, na TV, filmes, ou revistas. O amor eterno é um disparate. As pessoas devem ficar juntas enquanto for aprazível, ao invés de jurarem amor eterno e verdadeiro umas às outras, o que sempre vai levar à decepção.”

german018“Gays reunidos criam uma atmosfera tensa. Os outros são vistos como reflexo de seus próprios problemas. Estamos sempre caçando, é por isso que nos vestimos elegantemente.”

“Devemos amar uns aos outros e não sermos rivais. A opressão dos gays fez do sexo e dos casos vitais para eles, e para muitos, essas se tornaram as suas atividades principais. Tente ser mais individual, mais independente!”

“Por medo da velhice, a maioria dos homossexuais busca por sexo freneticamente. Homossexuais de mais idade tornam-se agressivos, pois são desprezados pelos mais jovens. Se chegar o momento em que os gays não ligarem só para a aparência física, a velhice não será mais uma grande questão.”german019

“Saiam de seus esconderijos! Tomem as ruas! Unam-se pelos seus direitos! “

“Devemos nos tornar livres eroticamente e socialmente responsáveis. Unamo-nos aos Black Panthers e ao feminismo, e lutemos contra a opressão das minorias!”

“Cuidemos dos problemas uns dos outros no trabalho! Mostrem sua solidariedade se um colega entrar num conflito e podem contar com a ajuda deles em troca.”

“Envolvam-se na política! Ser gay não é um filme!”

“Nós, gays imundos, queremos nos tornar humanos e ser tratados como tal! Temos de lutar por isso! “

german022“Queremos ser aceitos, e não apenas tolerados. Mas não se trata apenas de sermos aceitos pelas pessoas, mas também de como nos tratamos. Não queremos nenhum grupo anônimo! “

“Queremos uma ação em conjunto, para que possamos nos conhecer enquanto combatemos nossos problemas e aprendemos a amar uns aos outros!”

“Precisamos nos organizar! Precisamos de bares melhores, bons médicos e um local de trabalho seguro!”

“Tenham orgulho de sua homossexualidade! Saiam dos banheiros! Tomem as ruas! Liberdade para os homossexuais!”

 

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Trecho do filme :

Monday, June 16, 2014

Livro - Ressurreição (Jason Mott)



Os mortos "ressucitam e voltam casa”.

Quando  "Ressurreição" (Jason Mott - Editora Versus)  começa, este “milagre” já é conhecido da humanidade e está ocorrendo em todo o mundo. 

Os “ressurgidos” aparecem em qualquer lugar do planeta, totalmente desorientados,  e contam com o apoio da “Agencia Internacional para os Ressurgidos” (um órgão mundial) que faz a ponte entre os  (possíveis) parentes vivos e eles.

Este link pode ou não resultar num  resgate das relações e convivência. Tudo vai depender do interesse, do estado emocional  - e até físico -  dos “bem vivos” em  receber os falecidos em seus ambientes.

Neste contexto,  temos como protagonistas Harold e Lucille Hargrave, que vêem na porta da sua casa (em Arcadia / EUA)  trazido pela Agencia, Jacob seu filho de cinco anos,  morto há mais de cinquenta anos.

De início o casal até passa por uma pequena crise com a situação, mas logo são seduzidos pela inocência e amor da criança e se esforçam para restabelecer o convívio familiar e superar seus traumas.

Em paralelo, surgem outros personagens,  ressurgidos e “bem vivos” , que – a  princípio -  coloririam a história com as diversas possibilidades de conflitos oriundas desta instigante idéia.

Só que não.

O livro é um porre só.

Para se ter uma idéia, a fim de criar cenas de impacto – ou sei lá por que- , do nada, sem explicação, os ressurgidos passam a ser trancafiados (juntamente com familiares que não querem separarem-se deles)  - pelo governo  - em escolas e outros espaços publicos, transformados em algo tipo campos de concentração.

Lá são examinados e interrogados (para quê ?) em sessões intermináveis de conversa inúteis. 

Os ressurgidos não falam uma só palavra sobre o “tempo que estiveram dormindo”, não se recordam de nada e todos, invariavelmente, são exemplos de  imbecis carinhosos.  Todos são um perigo para o diabetes de tão açucarados, de tão doces. 

Não há um só diálogo “de resgate”, de “acerto de contas”, de “verdade” no livro inteiro. Tudo se resume a “reencontros”  (bem ou mal sucedidos, é verdade) em climas amorosos ridículos.

O pior é que o autor, de forma explicita para encher lingüiça e assim “dar volume à obra” ,  gasta páginas e páginas com divagações e sonhos  - totalmente soporíferos  - de vários personagens (numa malograda  tentativa de dar “profundidade” aos mesmos),  que não levam a nada, não acrescentam nada, não esclarecem nada.

 A coisa é tão inútil que o leitor pode tranquilamente pular dezenas de páginas pois a trama não avança um milímetro entre elas

Mas para a coisa não ficar só neste lenga lenga enjoativo (ou purgativo),  eis que, de forma absolutamente primária, estabelece-se  um clima de guerra na cidadezinha,  com um grupo de fanáticos de  bem vivos”  querendo acabar com os ressurgidos. Esta é a desculpa para “criar tensão” – e surgir cenas  de “suspense e violência” -;  só que o resultado é constrangedor de tão pífio, tão frouxo, tão murcho.

Nada se salva neste livro.  Na verdade é um livro covarde,  medroso de ir fundo na sua própria idéia. Tudo é raso, rasteiro, superficial.

 Ah, mas espere que tudo tem uma explicação. Na “Nota do Autor”, depois de finalmente ter terminado o suplício do último capítulo, Jason esclarece sua motivação, seus insights envolvidos na escrita de “Ressurreição”. 

Ali, fica bem claro por que  ele optou por uma linha  auto-ajuda para a trama.

Tudo bem, nada contra. Cada qual com seus fantasmas e necessidades emocionais.

Mas confesso que se eu soubesse disto, não teria perdido meu tempo  precioso tempo com esta josta total.

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É incrivel que este zumbi-impresso serviu de fonte para a criação de uma série de televisão.  Se a adaptação para a telinha seguir suas páginas o resultado só pode ser catastrófico. 

Se é para assistir uma série de ressucitados, prefiro mil vezes a francesa Les Revenants, que é porrada pura.

Trailer Abaixo

Sunday, June 15, 2014

Livro - Terra Avulsa (Altair Martins)


Uma mistura pretensiosa que resulta em nada..  

 Foi o que pensei  ao desistir da leitura do novo livro do Altair Martins, "Terra Avulsa"

De início confesso que fiquei entusiasmado pela idéia  central  que acompanha as neuras de Pedro um cara que, traumatizado por um assalto que sofreu,   resolve isolar-se num apartamento e ali inventar seu  próprio país.

Na sua insanidade, ou covardia,  o tal rapaz cria um mundo imaginário,  a chamada  "terra avulsa" (adorei o termo), na qual  “sai da casinha” totalmente.  

Para não morrer de fome, o mancebo é “obrigado” a manter contato com o mundo exterior, pois, afinal, precisa comer e pagar as contas. 

Isto é resolvido através do seu trabalho para uma editora – ele é contratado para traduzir a obra de um poeta nicaraguense -.

Acontece que uma garota, com pretensões de fotógrafa, e funcionária da tal editora, concorda em ser sua  conexão com o mundo lá fora desde que o rapaz crie um poema para cada foto que ela lhe traga. 

Ele, encurralado de certa forma, concorda

Então vamos lá :
      
        1)      Terra avulsa é um romance?
        2)      Terra avulsa é um livro de fotografias?
        3)      Terra avulsa é um livro de poemas?

Isto sem falar que rola uma outra “história paralela”, na qual os protagonistas são os assaltantes que causaram o transtorno do ermitão.

Bem, confesso que acabei perdendo o bonde da proposta. - talvez na minha ignorância literária incapaz de alcançar sua  magnitude -

De qualquer forma, penso até que a mistura “ de estilos” (ou seja lá o que for),  não seria o problema se a prosa fosse sedutora. 

No meu caso simplesmente achei um tédio, totalmente enfadonho. 

Nem poesia, nem fotos, nem história.  Tudo é frouxo, deslinkado.  

 Larguei de mão.
Altair na sua "Terra Avulsa"

Friday, June 13, 2014

Frases Retiradas de Revistas Femininas - Décadas 50 e 60



FRASES RETIRADAS DE REVISTAS FEMININAS - DÉCADA 50  E 60

É TUDO VERDADE !

"Não se deve irritar o homem com ciúmes e dúvidas".
(Jornal das Moças, 1957).

"Se desconfiar da infidelidade do marido, a esposa deve redobrar seu carinho e provas de afeto, sem questioná-lo".
(Revista Cláudia, 1962).

"A desordem em um banheiro desperta no marido a vontade de ir tomar banho fora de casa". (Jornal das Moças, 1965).

"A mulher deve fazer o marido descansar nas horas vagas, servindo-lhe uma cerveja bem gelada. Nada de incomodá-lo com serviços ou notícias domésticas".
(Jornal das Moças, 1959).

"Se o seu marido fuma, não arrume briga pelo simples fato de cair cinzas no tapete. Tenha cinzeiros espalhados por toda casa".
(Jornal das Moças, 1957).

"A mulher deve estar ciente que dificilmente um homem pode perdoar uma mulher por não ter resistido às experiências pré-nupciais, mostrando que era perfeita e única, exatamente como ele a idealizara".
(Revista Cláudia, 1962).

"Mesmo que um homem consiga divertir-se com sua namorada ou noiva, na verdade ele não irá gostar de ver que ela cedeu".
(Revista Querida, 1954).

"O noivado longo é um perigo, mas nunca sugira o matrimônio. Ele é quem decide – sempre". (Revista Querida, 1953).

"Sempre que o homem sair com os amigos e voltar tarde da noite, espere-o linda, cheirosa e dócil".
(Jornal das Moças, 1958).

"É fundamental manter sempre a aparência impecável diante do marido".
(Jornal das Moças, 1957).

E para finalizar...

"O lugar de mulher é no lar. O trabalho fora de casa a masculiniza".
(Revista Querida, 1955).