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Hino do Blog : " ...e todas as vozes da minha cabeça, agora ... juntas. Não pára não - até o chão - elas estão descontroladas..."
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Monday, September 09, 2013

Filme - O Círculo de Fogo



Os Jaegers

"Circulo de fogo"  vem resgatar aquela velha e boa idéia de  monstros e heróis gigantescos lutando nas avenidas das grandes metrópolis (especialmente Tóquio).   

 Da minha infância lembro especialmente de dois heróis : Goldar e Ultraman.  

 Era sensacional acompanhar  suas  transformações (eles cresciam, voavam,  etc) e lutas com os tenebrosos monstros que sempre queriam arrasar as frágeis cidades humanas.   

O estilo rendeu além de várias séries, também filmes; especialmente os do Godzilla. 

Então foi com uma sensação de volta à infância que fomos curtir o novo trabalho do Guillermo Del Toro. 

Jaeger x Kaiju
 E a aventura não decepciona.

A sinopse diz :

“Quando legiões de criaturas monstruosas conhecidas como Kaiju começaram a emergir do mar iniciou-se uma guerra que acabaria com milhões de vidas e consumiria recursos da humanidade por anos a fio. Para combater os gigantes Kaiju um tipo especial de arma foi criado: robôs gigantes chamados de Jaegers controlados simultaneamente por dois pilotos que têm suas mentes trancadas em uma ponte neural. Mas mesmo os Jaegers se mostram quase que indefesos em relação aos implacáveis Kaiju. À beira da derrota as forças que defendem a humanidade não têm escolha senão recorrer a dois improváveis heróis um esquecido ex-piloto (Charlie Hunnam) e uma inexperiente aprendiz (Rinko Kikuchi) que se juntam para comandar um lendário mas aparentemente obsoleto Jaeger do passado. Juntos eles representam a última esperança da humanidade contra o apocalipse


É claro que toda a coerência e verossimilhança deve ser deixada de lado.

Aqui o que importa é a velha e boa aventura, o que o filme cumpre muito bem.

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Minhas referências  :

GOLDAR - OS GIGANTES DO ESPAÇO

Goldar - Os Gigantes do Espaço

Goldar - Os Gigantes do Espaço

 ULTRAMAN

Ultraman
Ultraman



 GODZILLA


Godzilla

Godzilla

Godzilla
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 VIDEOS

GOLDAR INTRO :



ULTRAMAN INTRO :


GODZILLA


TRAILER "CIRCULO DE FOGO"


Thursday, August 29, 2013

Musica para correr - Mix 10

Video com musicas para correr

Sou viciado em corrida.


Livro - Um gato de rua chamado Bob



Meio que me dá medo estes livros de pets do bem. 

Me cheira sempre a modismo, oportunismo focado nas emoções humanas mais nobres como carinho, devoção, companheirismo, amor incondicional e outras do mesmo naipe.  

 Sei disso, mas confesso que não resisto quando o assunto são gatos. 

Já li vários e “Um gato de rua chamado Bob”, de James Bowen (Editora Novo Conceito – 2013) vem somar-se positivamente a este estilo. 

James Bowen é um musico das ruas de Londres, em programa de recuperação de drogas,  que encontra um gato ferido no corredor do seu alojamento. 

Sem saber de quem é o bichano, James acaba adotando-o meio que a contragosto.  

Bob porém revela-se um gato extremamente especial e torna-se torna-se peça fundamental na vida do músico.

É fantástico acompanhar a as mudanças que bichano introduz na existência de James. 

De alguém não visto na multidão, o músico torna-se uma celebridade só por ter Bob ao seu lado. 

As pessoas passam a considerá-lo, passam a conversar com ele, preocuparem-se, ajudá-lo de alguma forma, o que faz com que ele também repense várias de suas decisões de vida e parta para curar feridas e traumas emocionais do passado.

Bob e James
Assim Bob revela-se uma espécie de “curador”, que revoluciona a vida do humano que ele adotou (sim, porque todo mundo sabe que são os gatos que adotam os humanos, e não vice-versa). 

 
O convívio homem-gato evolui para uma relação que se solidifica numa amizade de compromisso e cuidado mútuos.
 
O livro também acerta em retratar a realidade da vida das pessoas que ganham seu dinheiro nas ruas. 
 
Suas leis, necessidades. Suas regras, perigos e riscos. 

James dá voz e visibilidade a esta gente que olhamos de soslaio na pressa do cotidiano. Que passamos ao largo sem considerar que ali estão pessoas ganhando dinheiro de forma honesta, como qualquer outro trabalhador  “de ambiente fechado”.

No fim temos um belo retrato de uma amizade “escrita nas estrelas”, além de uma bela reflexão social, intima e familiar que compõem o quadro de vida de James.

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Apresentação do livro 
James e Bob num programa de televisao


Filme - A Caça

A Caça - Poster

Um filme que já incomoda antes de assistir.  

Sabendo-se que a história narra o drama de um professor injustamente acusado de molestar uma garota e que, por isto, torna-se um pária e é arrastado para um espiral kafkaniano de perseguição e julgamento, só mesmo movido por uma certa coragem para encarar “A caça” de frente. 

E é isto mesmo. 

O filme dinamarques não faz concessões e, de forma crua, nos convida a acompanhar o calvário de Lucas (Mads Mikkelsen) diante de uma comunidade que passa a enxergá-lo como um monstro,  a partir do momento em que Klara (Annika Wedderkopp) uma aluna,  cria uma fantasia na sua cabeça infantil, e faz um comentário que compromete seriamente o professor.

O que se vê daí por diante e crescente execração de Lucas praticada por aqueles que até então eram próximos (colegas, amigos, companheiros, etc) .  É angustiante ver os adultos forçando (com “delicadeza”)  os menores a “confirmarem” aquilo que eles querem acreditar.  

O professor vê-se então cada vez mais isolado, perseguido e agredido ( o que também ocorre com seu filho adolescente).  

A história barra pesada é narrada com pulso firme pelo diretor Thomas Vinterberg e o Mads Mikkelsen simplesmente incendeia a tela com seu talento. 


A força do seu olhar na cena da igreja justifica plenamente sua consagração como melhor ator no festival de Cannes 2012. 

Raramente vi um gesto aparentemente banal concentrar tanta energia, tanta eloqüência, tanta verdade e desespero.  

O final é aberto e perfeito.

 Pode desagradar alguns, mas mostra de forma clara como o preconceito e o julgamento se fixa na mente humana.


Trailer


Tuesday, August 27, 2013

Filme - Sharknado



Uma chuva de tubarões sobre Los Angeles. 

Sim, é isto mesmo.

Sharknado (mistura de “tubarão” com “tornado”) é um telefilme que mostra exatamente isto : uma chuva de tubarões assassinos, trazidos do mar por um tornado,  caindo sobre uma população que  acaba sendo defendida por uma espécie de grupo bronzeado de heróis.

Não, não tem lógica alguma.

Sim, a produção é paupérrima.

Sim, o roteiro é medonho.

Sim, os efeitos especiais são constrangedores.

Sim, os diálogos são imbecis.

Sim, as interpretações são dignas do Troféu Framboesa.

Sim, a cena final é para ficar clássica de tão indecentemente  absurda.

Sim, o filme é divertido.

Muito bom.





Sharknado - Absurda cena final
  Trailer


Teatro - Uma noite na lua



“Uma noite na lua”, de João Falcão, mostra a angústia de um autor ante a pressão de encontrar inspiração para escrever uma peça e a saudade de um amor perdido. 

Estes dois temas mesclam-se constantemente montando um cenário de confuso e melancólico sobre a situação do protagonista. 

A peça começa devagar, até meio enjoativa e repetitiva, mas cresce em por conta de um texto verborrágico que alterna momentos de maior ou menor força.

Gregorio Duvivier brilha numa atuação rica, precisa. 

Com notável expressão oral e corporal – sem excesso algum – transmite a aflição do protagonista de forma articulada e sólida. 

Na verdade toda sua movimentação parece um balé ensaiado nos mínimos detalhes. 

Me incomodou um tanto o tom, diria clown de certas passagens.  

Tambem o discurso “eu sou bom, sensível e abandonado”,  me leva a pensar em “auto-comiseração de palco”. 

Não me convence muito.

Mas no geral a peça vale.

Gregorio Duvivier