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| Agradecimento Macabro |
Verdades. mentiras, reflexões e insanidades ditadas por forças ocultas Autores : Iuri Palma (iuri.palma@gmail.com)
Sunday, September 28, 2014
Video - Chandelier ( Sia )
Vídeo - Home (Naughty Boy ft. Sam Romans)
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| Naughty Boy |
Um belíssimo clip que fala em "voltar para a casa". O final é emocionante. Vale a pena mesmo.
Também em versão "lyrics" que também é fantástico.
Versão Original
Versão Lyrics
Thursday, September 25, 2014
Vídeo - Evangélicos vão eleger Deus !
Então desde que o mundo é mundo Deus não fez nada para mudar a sociedade pois não tinha tido, até agora, a oportunidade de ser eleito pelo voto direto para a Presidência de um país?
Quer dizer que agora o povo vai finalmente colocar Deus no comando?
É muito ridículo.
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É claro que a Marina talvez não concorde com este tipo de discurso absurdo (não posso afirmar que sim), mas, de qualquer forma, tem muita gente que acredita nesta insanidade.
A humanidade ainda não aprendeu que o fanatismo, seja de qualquer naipe, só traz separação, perseguição e desgraça ?
Wednesday, September 24, 2014
Video - Vovó Lole
Eu sou um obcecado por velhos.
Fico observando direto os anciãos em todos os ambientes (ruas, restaurante, super, cinema, praia, etc).
Fico observando seus movimentos, suas falas, como andam, como agem, seus modos, suas dificuldades.
Fico me imaginando na idade deles (que já não está tão longe) e como estarei quando chegar lá.
Nestes momentos sempre me lembro da música do Antony and the Johnsons, "Hope There's Someone", que traduz de forma magnífica o que penso.
E quando vejo o vídeo da Vó Lole, vejo luz.
Maravilha.
Vídeo da Vovò Lole
Antony and the Johnsons, "Hope There's Someone" - Legendado
Friday, September 19, 2014
Livro - “A condição indestrutível de ter sido”
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| Helena Terra |
Wednesday, September 17, 2014
Teatro - Vingança - Musical inspirado pela obra de Lupicínio Rodrigues
Texto de Niara Palma
Direção Musical Guilherme Terra
Direção Geral André Dias
Com Amanda Acosta, Andrea Marquee, Anna Toledo, Jonathas Joba, Leandro Luna e Sérgio Rufino
Músicos Guilherme Terra (Piano), Jeferson de Lima (Violão) e Ricardo Berti (Percussão)
Tuesday, September 16, 2014
Teatro – A morte de Ivan Ilitch
Toda a vez que ele via o que alguns diretores faziam com suas peças (com montagens cheias de “inovações”) ele se perguntava : por que não simplesmente contar uma história, sem grandes arroubos e invencionices ?
Por que tanta “criatividade”? Como fica a boa e velha narrativa?
Este pensamento ficou o tempo todo na minha cachola ao ver a falcatrua cometida ontem na Alvaro Moreira com a “morte” da “A morte de Ivan Ilitch” perpetrada pela atriz e diretora Cácia Goulart, num monólogo dramático (de 1h 40 minutos !! – haja paciência e sono ) adaptado da excepcional novela de Liev Tolstoi.
Que pé no saco.
Eu tenho uma relação muito pessoal com “A morte de Ivan Ilitch”. Para mim uma das obras humanas mais perfeitas realizadas. Li três vezes o livro e certamente lerei outras tantas. Pode-se dizer que é um dos livros fundamentais da minha vida. Então foi com a expectativa lá nas nuvens que adentrei o teatro.
Mas que rasteira.
Em termos visuais a iluminação é maravilhosa e o cenário é altamente plástico e eficiente.
Mas o texto ? MÉLDÉLS !! Tu te pergunta : será que a artista leu o livro? De onde ela conseguiu extrair tanta bobagem? O que tem a ver aquele Ivan mostrado no palco com o do livro? Por que tanto grito e angústia? Por que tanto contorcionismo? Cadê a história? Meu companheiro, que não leu o livro, ficou boiando em várias passagens (como a do “Caio”, por exemplo).
É claro que todo o assim chamado "artista" tem que “transgredir”, “inventar”, “instigar” (..meu saco de vômito, por favor..), para provar seu “talento”, e por isto acha-se no direito de “recriar” , “reinterpretar” qualquer clássico, e, consequentemente, cometer as maiores imbecilidades possíveis (que aliás o povo do teatro “adora”).
Esta montagem do “Ivan” é praticamente uma cartilha passo a passo de como cometer merda no palco.
O que foi engraçado foi ouvir o diálogo de duas velhinhas próximas. Uma tri indignada ficava cutucando a companheira : “Mas este não foi o livro que tu me emprestou!”. “A história não era assim”. “Não to entendendo”, e por aí vai. E a outra não sabia o que responder. Nem eu saberia.
Para mim a cena que resume o “espetáculo” é quando a atriz (muito “corajosa” e "desinibida") escarra num penico.
E ai eu pensei : finalmente ela tá mostrando sua “proposta”, escarrando em Tolstoi, em Ivan Ilitch e no público.
Realmente resume tudo.
Wednesday, September 10, 2014
Teatro - Tríptico Samuel Beckett
Nathalia Timberg (84 anos), Samuel Beckett (nobel de literatura) e “Teatro”, uma receita pré-definida para definir “Arte”. Sim, daquele tipo que você é obrigado a achar tudo, mesmo que seja uma bosta. Se bem que não é bem o caso deste "Tríptico Samuel Beckett", uma livre adaptação das obras "Para o Pior Avante", "Companhia" e "Mal Visto Mal Dito", inéditas do Brasil, e encenada no atual Porto Alegre em Cena.
O tal espetáculo tem seus méritos. Além dos aspectos estéticos (achei muito boa a iluminação – muita penumbra - e o cenário tri minimalista), o que curti – até certo momento – foi o estranhamento provocado pelo texto, onde as palavras – sem linearidade alguma – são despejadas sobre a incauta plateia, que luta para dar um algum sentido, algum encadeamento, alguma lógica ao todo.
Só que não.
A partir de certo momento, fica claro que o que está rolando é um fluxo de frases desconexas e aleatórias – estruturado em três monólogos - pipocando na mente de uma mulher em três fases da vida (infância, maturidade e velhice à beira da morte). Tipo frases à procura de um ouvinte. Uma coisa bem “densa”, para não dizer fora da casinha.
Bem, o que dizer das atrizes ?
Juliana Galdino faz a fase de maturidade, e, ao ser confrontado com a performance da atriz, tu te pergunta : por que ela não usa um rímel à prova dágua, tipo da Panvel mesmo? Sim, pois a artista chora horrores e fica com a face lambuzada de tinta preta. É claro que é um truque para criar a assim conhecida “máscara trágica teatral”. Então dá-lhe água preta escorrendo pescoço abaixo para comprovar o talento da diva. Em termos de voz, Julia mata a pau com entonações que vão do sussurro ao grito, e de resto não entendi muito bem o agasalho da Adidas que ela usa (e sua), mas tudo bem, tal modelito deve ter seu “símbolo”.
Paula Spinelli, com sua voz de chamar golfinhos e olhos esbugalhados, faz a menina. A coisa é tão insípida que nem vale a pena falar mais nada ( o lance do ouriço na caixa é “algo”).
Nathalia fala por último. A outra vez que a vi no palco foi com “Tres Mulheres Altas” onde ela dividia a cena com a Marisa Orth e Beatriz Segall, sei lá eu há quantos anos. Realmente a deusa mata a pau. Sua voz é inconfundível, seu olhar matador. E a coisa vai neste ritmo. Impressionante. Só que, é claro, o texto não ajuda e tu fica mais envolvido pelo talento da poderosa do que pelo pretenso drama da moribunda.
E bota drama nisto. A questão é : por que tanto drama, tanta angústia, tanta desgraça existencial? Esta seria a tal da famosa “condição humana”? A mulher no palco é o quadro do martírio. Êta mulher sofrida. Será que ela não curte uma Valesca Popozuda? “Menas”, né?
E no final, como não poderia deixar de ser, o povo da arte aplaude em pé e grita “bravo”, mesmo sem ter entendido porra nenhuma. Sim, é claro, todos posam de “profundos” pois, de outro modo, passariam atestado de jumentos culturais.
Então tu tem mais é que aproveitar o aconchego do teatro (o ar condicionado tava ótimo) para relaxar e curtir o non-sense, ou pensar na lista do supermercado, ou dormir (ou tudo ao mesmo tempo, como aconteceu comigo).
Sunday, September 07, 2014
Livro–Indefensável
'Indefensável — O Goleiro Bruno e a História da Morte de Eliza Samudio' , de autoria dos repórteres policiaiss Leslie Leitão, Paula Sarapu e Paulo Carvalho (Record 2014), narra de forma brilhante todo o caso do assassinato de Eliza Samudio em 2010, orquestrado pelo ex goleiro Bruno (Flamengo) e seus comparsas (Bola, Macarrão e outros).
O texto é tão vibrante e cinematógráfico que o leitor praticamente se sente como uma testemunha ocular de toda a narrativa.
Nesta vibe super estimulante acompanhamos a trajetória de um atleta especial, desde sua infância sofrida, passando pela consagração nos campos até a condenação pela morte da ex-amante.
Bruno emerge das páginas como um cara tri esforçado e talentoso (além de carismático e líder) que deslumbrou-se com a grana e a fama (quem não ?) e, a partir daí, acreditou ser um personagem acima do bem e do mal que podia tudo (porém com um cérebro de ervilha); um semi deus intocável que não admitia ser alvo de qualquer tipo de crítica ou cobrança.
Neste quadro de soberba e egocentrismo (se achando horrores) o “rei” não admitiu ser alvo das acusações da periguete “maria chuteira” que foi para a imprensa expor sua situação de mulher grávida e ameaçada.
O poderoso, então, na sua “revolta”, perde completamente a noção e parte para ”eliminar o problema”, que envolveu ameaças, pressão para a realização de um aborto, agressões físicas, tortura e finalmente a morte do incômodo, que foi milimétricamente planejada pelo Macarrão com total aprovação e consciência do capitão rubro negro.
Depois do desaparecimento da garota, acompanhamos as investigações problemáticas, prisões e as sessões dos julgamentos dos criminosos.
Com a descrição dos julgamentos o livro cresce muito, revelando o quanto as sessões foram conturbadas, com várias idas e vindas de estratégias de defesa (algumas completamente esdrúxulas – tipo a hipótese de romance entre Bruno e Macarrão) , inúmeras manobras jurídicas para botar areia e atrasar ao máximo os processos, troca de advogados a toda hora, etc.
Isto sem falar na absurda tentativa de assassinato do promotor Henri Wagner que teve uma atuação exemplar - a transcrição dos seus discursos são espetaculares - e conseguiu enjaular toda a corja.
Livraço.
Monday, September 01, 2014
Fantástico– Vai fazer o quê ?
Nada mais ridículo que o quadro do Fantástico ontem que, a título de testar a reação das pessoas, simulou uma cena onde um homem ( e depois uma mulher) “maltratavam” uma cachorra num parque.
A idéia era gravar o que os transeuntes fariam ao presenciar tamanha barbaridade, e as cenas gravadas mostraram alguns destes realmente indignados e que partiram para cima do “dono malvado” na defesa do pobre animal.
E eu me perguntava : o que estes cidadãos conscientes comeram no almoço, ou o que eles iriam comer no jantar? Frango, porco, pato, vaca (uma coisa Friboi)?
Sim, pois de que adianta se indignar com o sofrimento de um cão se depois o que se vê no prato são pedaços de carne?
Pra mim é muita hipocrisia.
Não há justificativa para quem se choca com o sofrimento de um cão (ou um gato) e depois saliva diante de animais mortos.
Friday, August 29, 2014
Livro–O Imperador de Todos os Males
Vá entender a criatura que compra um livro com subtítulo de “Uma biografia do Câncer”.
Primeiro, se falamos em “biografia” pensamos na trajetória de vida de uma criatura. Até aí, tudo bem. Mas uma história de vida de uma doença? Ainda mais do câncer, o maior tabu dentre todos os males?
Bem, talvez num momento de “desassociação” (sic) acabei comprando o “O Imperador de Todos os Males”, do Siddhartha Mukherjee (respeitado oncologista da Universidade de Columbia), que pretende traçar um painel da história do Câncer, desde seus primeiros registros históricos, passando pela evolução das formas de tratamento, pesquisas e descobertas , até as mais recentes formas de tratamento.
E não é que o livro é tri bom? Mesmo para um leigo?
De maneira tranquila e sólida, Mukherjee conduz o leitor através dos tempos e mais variados lugares ilustrando a “luta” do homem contra este inimigo sorrateiro e letal.
E aí se vê de tudo. Desde conclusões e tratamento altamente bizarros, passando pela arrogância de vários “iluminados” que definiam “verdades” absurdas a respeito da doença (o lance das cirurgias invasivas é simplesmente tenebroso), uma mastodôntica fogueira de vaidades (quando se vê que os cientistas – que deveriam trabalhar juntos pelo bem comum – queriam mais é “alcançar o estrelato” com razões bem pouco nobres), esforços e missões pessoais (pioneiros que estudaram e descobriram diversos fenômenos relacionados à doença e que foram rechaçados pela toda poderosa comunidade científica), descaso e disputa da indústria farmacêutica quanto à produção de drogas (sempre com olhos para o ganho / lucro, é claro), além de inúmeras histórias de vida (e morte) de pacientes.
Mas a coisa não fica “só nisto”. Cientista que é (e mirando a diversidade de publico – inclusive o “acadêmico” ), Mukherjee, a partir de certo momento, começa uma viagem fascinante (porém árdua para os leigos – como o meu caso) ao interior da célula, desenhando suas estruturas, fenômenos e funções, num traçado vital para entender a estrutura (da) , o comportamento (da) e o combate à doença (mesmo que várias questões ainda permaneçam obscuras).
E aí tu acaba - de forma aterradora - reconhecendo a “beleza” do câncer - se é que se pode dizer isto -, baseada exatamente no seu poder destrutivo, que na verdade pode ser visto através de outras interpretações e intenções, as quais não tem nada a ver com os interesses do “hospedeiro”.
Livraço.
Trecho do livro pode ser lido Aqui.
Entrevista com o autor pode ser lida Aqui.
Tuesday, August 26, 2014
Livro - Crônicas de um casamento duplamente gay
No final fica a dúvida : O que o Sérgio Viula quer com o “Crônicas de um casamento duplamente gay”?
Pra mim, de cara, ficou a impressão da bicha querer “contar dinheiro na frente de pobre”. Tipo, olhem como eu sou feliz com meu casamento super bem sucedido, suas invejosas.
Beijinho no ombro total.
Sim, pois a real love story de Sérgio com Emanuel é para despertar inveja até na Irmâ Dulce, tamanha é a propaganda do super cor de rosa enlace dos pombinhos.
Com seu casamento transgressor, os bonitos praticamente não têm nenhum problema de inserção social, profissional e familiar. São aceitos por todos indiscriminadamente, e apregoam aos quatro ventos sua “felicidade blindada”.
…. calma …..
Depois desta leitura inicial maldosa (e, repetindo, invejosa) , surge outra, nova, moderna, libertária, calcada no reconhecimento do desafio, da luta, da queda de barreiras que o livro traz.
Com sua história não isenta de adversidades, o casal mostra que é possível sim o povo lgbt alcançar – desde que comprometido com sua verdade - uma integridade emocional, social e civil e não se enxergar como párias, como condenados a viver à margem.
Neste sentido, então, “Crônicas..”, serve como um farol, uma luz, para todos (gays ou não) que amam e buscam realizar seus sonhos, mesmo expostos a riscos e obstáculos.
Muito bom.
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PS: Sou casado há mais de 12 anos com outro cara (de papel passado e tudo) e nossa relação é assumida perante Deus, Família e Sociedade. Também enfrentamos algumas barreiras, mas afirmo que não existe nada mais recompensador do que viver a verdade.
Sunday, August 17, 2014
Teatro–Até o Fim
João Carlos Castanha (ou only Castanha) apresenta sua peça como “.. uma comédia sobre a morte “. E é exatamente isto o que se vê em “Até o fim” que está em temporada no Museu do Trabalho.
O palco mostra um ator moribundo em um quarto de hospital, saudoso e abandonado, tendo por única companheira uma enfermeira meio linha dura, que o cuida e com a qual estabelece uma relação “bafenta “ que acaba num processo de descoberta e transformação (no caso, para ela). Assim, o doente entre uma “najice” e outra, através de seus “ensinamentos” , principalmente envolvendo cinema e literatura, a medida em que se esvai, acaba “tocando” e despertando paixão e alegria de viver na seca e solitária mulher.
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É óbvia a pegada autobiográfica da peça. E para quem viveu os tais “loucos anos 80” é uma viagem no tempo, inclusive com a lembrança de personagens porto alegrenses lendários da época, como a Claudiona e a Nega Lu.
Nesta linha de “recordar é viver”, em se tratando do Castanha, eu esperava coisas certas. Tipo David Bowie. Eu só pensava : quando a bicha vai falar do David? E não deu outra. O camaleão aparece na fala sobre o “The Hunger” (Fome de Viver), típico filme que , conforme a peça fala, assistíamos dezenas de vezes (será que alguém ainda faz isto ?).
E por falar em cinema, a peça é prodiga no assunto : James Dean, Marilyn Monroe, Sunset Boulevard (Norma Desmod... adoro !! ), Morte em Veneza (belíssima imagem do Tadzio), Almodovar (La Lupe – Puro Teatro), Bonequinha de Luxo, Alta Sociedade, etc. são citados. Isto sem falar do arrasador “O homem elefante” (Merrick is my name !) , cuja “cena da encenação “ (sic) de Romeu e Julieta é reproduzida na peça.
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Castanha, macaco velho, deita e rola sobre seu próprio texto (irregular). Sua expressão física aguçada, impressiona na construção de um corpo enfraquecido e tomado pela doença.
Rose Canal não alcança a performance do protagonista. Com um personagem óbvio, cujo destino é óbvio desde o início, a atriz carece de naturalidade, o que compromete algumas cenas, principalmente a já citada reprodução de uma passagem de “O homem elefante” ( o que poderia ser “emocionante” revela-se ôco e um tanto vergonha alheia - no caso dela – ).
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O texto (repetindo) é irregular, alternando passagens verdadeiramente hilárias com outras, como se diz, “líricas” ou “sentimentais” – algumas lindas e outras um tanto forçadas –, o que quebra o ritmo em vários momentos. Neste jogo, rolam diversos anti-climax, o que confunde os assistentes (a utilização da poderosa “Meio Termo” da Elis exemplifica bem isto)
A direção do Zé Adão é bacana, assim como a iluminação, cenografia e sonorização. Tudo sem grandes vôos ou invencionices.
No geral o saldo é bom, desde que se tenha em mente que o que é mostrado no palco é a celebração de um artista cuja persona “desenquadra-se”, “descontroi-se”, “desrecria-se” dos formatos óbvios para sempre estar assombrando os incautos com seu grande talento, desde em inferninhos gays (e bota inferninho de quinta nisto) até os palcos mais “dignos” de Porto Alegre.
Super Castanha.
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Alguns Vídeos :
Castanha fala sobre a peça
La Lupe – Teatro
Elis – Meio Termo
Tuesday, August 12, 2014
Filme – Linha de Frente (Homefront)
Um filme que, a princípio, seria mais um da linha “Jason Statham”, sou seja muita pancadaria e pouco cérebro.
Só que não.
Com produção roteiro do Sylvester Stallone, (baseado num livro de Chuck Logan, um autor meio sazonal), “Linha de Frente” revela-se acima da média com uma história com um toque original e personagens interessantes.
Senão vejamos.
Phil Broker (Statham) é um ex-agente da DEA que entra em crise após uma ação contra uma gangue de motoqueiros que deu terrivelmente errado e custou a vida do filho do chefão (que jura vingança, é claro). Para completar ele perde a esposa e então decide se afastar da vida turbulenta e violenta da metrópole. Com sua filha Maddy de 9 anos (Izabela Vidovic) parte para uma pequena cidade esperando levar uma existência tranquila perto da natureza e das coisas simples. Só que a tal cidadezinha bucólica na verdade esconde um antro de viciados e marginalidade que acabam jogando o tira num espiral de violência insuspeitado.
Dito assim parece que a coisa é simples, direta e decerebrada.
Só que não (again).
Com um toque de “Fargo” (mas puxado pro Rambo) , o filme vai na linha dos “caipiras ignorantes” e a consequência dos seus modos brutos e sonhos de “se dar bem”, o que na verdadade só da merda, of course.
O legal do “Homefront” é que vários personagens não são lineares, do tipo ou tu é do bem ou tu é do mal, o que enriquece a trama e modifica a percepção do espectador em vários momentos. E os atores respondem bem. Todos estão ótimos.
No desenrolar da história fica evidente que o livro de origem oferece muito mais, pois os “characters” (principalmente os marginais) são consistentes e bem desenhados . Pena que o filme – dentro do formato proposto – não tenha espaço para desenvolver o possível potencial do livro.
Mas, de qualquer forma, o resultado do filme é muito bom.
Abaixo, entrevista (em minha tradução livre) com Chuck Logan, o autor de Homefront
Link original aqui
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Chuck Logan é um autor veterano, que já tem nove livros pulicados, a maioria deles dedicada às aventuras de Phil Broker, um policial disfarçado da mais longínqua e nevada Minnesota. A força da justiça e o pai devotado está prestes a receber sua primeira adaptação para a tela grande com "Homefront", um filme de ação com script de Sylvester Stallone e estrelado por Jason Statham como Broker. O elenco também inclui Winona Ryder, Kate Bosworth e James Franco. Recentemente, o crítico de Blu-ray.com Brian Orndorf teve a oportunidade de sentar-se com Logan para discutir sua experiência com "Homefront" e seus planos futuros para publicação enquanto a revolução do e-book cresce.
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| Chuck Logan e Jason Sthatam |
P. "Homefront" foi publicado originalmente em 2006. Quando foi sua primeira aproximação com a idéia de transformar o romance em um filme?
Logan. A opção original foi em 2006, o que, eventualmente, expirou. A próxima foi em 2008, que expirou também. E então esta recente recente surgiu no ano passado, muito por acaso no meu caso.
P . O quão perto chegou do filme ser feito nessas duas primeiras vezes?
Logan. Eu não penso “muito perto”. Houve várias outras opções discutidas sobre outros livros e eu meio que fiquei cansado com a possibilidade de isso acontecer. Neste caso Stallone é um cara do tipo completo. Ele pode dirigir, produzir, escrever, atuar, e em muitos casos, é alguém que as pessoas enxergam como opção quando estão à procura de elenco, produtor e dinheiro. O fato de "Os Mercenários" ter sido um sucesso e os "Rambo´s" e "Rocky´s" também, lhe dá poder, mais poder ainda com a Millennium Films. E ele quis fazer o filme mas seu tipo (físico) não encaixava. E assim ele chamou Statham.
P. Qual foi sua reação quando soube que Stallone estava interessado?
Logan. Ele sempre foi interessado, mas quando ouvi que eles estavam fazendo o filme, entrei em êxtase. Um ano e meio atrás, eu praticamente perecera na espiral da morte do escritor midlist (nt : escritor que não é best-seller mas que justifica publicação – maiores informações aqui) . E agora Harper Collins está reeditando o livro, e eu estou trabalhando numa prequel (história prévia) da série. Eu gostaria de fazer um livro sobre a filha como adolescente, fazer dela a personagem principal. Então sou apenas um cara feliz.
P. Você preferiria que produtores começassem do princípio (da série) ?
Logan. Você pode lidar com os fatos do que está acontecendo. É difícil especular ou adivinhar este processo (de como o filme está sendo feito). Mas as chances são astronômicas que isto aconteça quando se sabe que um filme está sendo feito. Ainda mais em um um filme com bom orçamento e com algum poder de estrela. Eu estou muito satisfeito com o que está acontecendo, e, pelo que ouvi (eu não vi o filme), dizem que estão fazendo um bom trabalho. Muitas vezes as pessoas se idenficam com Jason Statham em posters onde ele está apontando armas, mas, neste caso (em Homefront) , ele está abraçando uma criança. Espero que este idéia frutifique. Considerando que muita coisa mudou do romance para o filme, a regra de ouro da adaptação é : " eles permanecem fiéis ao espírito da história?" . Na caso trata-se da força de um pai, e eles mantiveram isso, e todo o cenário por trás.
P. Quanto a este ponto (o cenário), a história foi transportada do Norte de Minnesota para a Louisiana. Como é que você aceita isso?
Logan. O que eu aprendi sobre o aparelho cultural norte-americano é que, quando o seu livro é lançado no universo paralelo de Hollywood, nem todos os personagens, nomes e locais o seguem. Assim , o meu desgrenhado policial de Minnesota é agora um britânico careca na Louisiana. O personagem principal do livro, a esposa, está totalmente fora do jogo. O que eu vou dizer: "Não, não vamos fazer este filme, porque eu quero total controle artístico?" Acho que eu poderia ter dito isso, mas não fiz.
P. Stallone tem reputação de alguém que procura um monte de entrada para seus scripts. Há uma piada que diz que seu jardineiro merece crédito por escrever "Rambo" e "Rocky Balboa". Ele lhe procurou durante o processo de desenvolvimento do roteiro ?
Logan. Falei com ele no ano passado sobre um assunto diferente, sobre escrita de argumentos, e toda a vez que falávamos dei-lhe alguns toques sobre "Homefront". Então eles mudaram todo o quadro, rapidamente. Houve uma entrevista com Gary Fleder, o diretor, e Fleder disse que ele e Stallone queriam para Statham o mesmo rumo de Stallone em "Copland", onde ele fez um papel mais dramático, com 50 quilos a mais ( eu acho que ele se deu mal neste filme pois o personagem não condizia com o que o publico esperava dele). E eles (Stallone e Fleder) criaram uma mistura interessante de estrelas, como Franco, que foi uma surpresa. E ouvi que Kate Bosworth tem realmente uma bela atuação neste filme. E Winona Ryder. Então você está atraindo interesses fora do usual "vamos chutar e socar e quebrar os ossos" , típico do gênero. Isso é o que é interessante sobre o filme
P. Alguém da produção teve alguma interação com você? Statham lhe procurou para buscar algumas dicas ?
Logan. Não, nada disso. Acho que eu poderia ter ido até Louisiana, mas a menos que lhe convidem parece tipo uma pressão, como pressionar seu nariz contra o vidro (para espiar). O único feedback verdadeiro até agora é o que leio em vários blogs por aí. Você sabe, a internet é uma espécie de microcosmo da cultura, um bar de fronteira onde não se limita idade para beber, e onde você lê de tudo, e cá e lá vi alguns comentários bem interessantes. O USA Today fez uma entrevista sobre o filme em rede nacional. O que eles disseram foi que Statham estava tentando algo diferente. E se você ver o que ele fez em "Redenção", percebe-se que ele está buscando um papel dramático mais complexo, com mais camadas. O que eu acho bom.
P. Você mencionou ter falado com Stallone sobre roteiros. Você tem algum interesse em prosseguir nessa linha de negócio ?
Logan. Eu estava lançando outra história, outro livro, e há mais dois livros mencionados no contrato como possíveis sequências. Mas isso é especulação.
P. Voce se interessa em ligar-se à maquina Hollywoodiana ?
Logan. Não. Há uma citação famosa, não sei se de Fitzgerald ou Hemingway, que diz : "Você vai até a borda e joga o livro, e eles jogam o dinheiro de volta, e você corre como louco." Estou curioso. Estou ansioso para ir a uma estréia posando de garoto do campo entre as pessoas bonitas. Para mim será um campo de pesquisa
P. Tem planos para o Broker ? Voce mencionou uma prequel (história prévia).
Logan. Por causa do filme, o meu editor e eu estamos conversando novamente. A única coisa lógica a fazer, uma vez que você tem uma estrela de cinema e cartazes de publicidade, é escrever um livro chamado "Broker", e torná-lo uma prévia onde o herói é um cara mais novo. Vai ser confuso na cronologia dos livros atuais, onde Broker está prestes a se candidatar ao Medicare. No filme ele é totalmente diferente. A maneira mais fácil é voltar para quando ele era jovem, solteiro, e como ele chegou a ser um policial disfarçado, ou algo assim ..
P. Se fizerem outro filme com sua obra, lhe interessa ter mais controle ? Ou voce prefere os bastidores ?
Logan. Tenho certeza de que há um milhão de histórias sobre caras brilhantes que vão cheio de planos para Hollywood e acabam decepcionados. Penso que estou muito confortável onde estou agora. Eu posso continuar a escrever romances, e eles podem fazer o que quiserem com eles.
P. Fora “Broker” o que mais está em seus planos agora ?
Logan. Logo após o lançamento do filme e eles reeditarem "Homefront", vou lançar um e-book chamado "Fallen Angel". Tenho vários livros que não pude publicar antes, e agora o mundo mudou com o aumento da edição eletrônica. Planejo reprisar obras antigas, reescrevêndo-as, republicando-as como e-books. Eu gostaria de fazer um livro sobre a filha como protagonista em uma outra história, mas eu não sei onde que acabaria. Estou muito animado
Elenco :
Jason Statham ... Phil Broker
James Franco ... Morgan 'Gator' Bodine
Kate Bosworth ... Cassie Bodine Klum
Marcus Hester ... Jimmy Klum
Clancy Brown ... Sheriff Keith Rodrigue
Winona Ryder ... Sheryl Marie Mott
Omar Benson Miller ... Teedo
Rachelle Lefevre ...Susan Hetch
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Trailer abaixo








