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Hino do Blog : " ...e todas as vozes da minha cabeça, agora ... juntas. Não pára não - até o chão - elas estão descontroladas..."
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Monday, June 16, 2014

Livro - Ressurreição (Jason Mott)



Os mortos "ressucitam e voltam casa”.

Quando  "Ressurreição" (Jason Mott - Editora Versus)  começa, este “milagre” já é conhecido da humanidade e está ocorrendo em todo o mundo. 

Os “ressurgidos” aparecem em qualquer lugar do planeta, totalmente desorientados,  e contam com o apoio da “Agencia Internacional para os Ressurgidos” (um órgão mundial) que faz a ponte entre os  (possíveis) parentes vivos e eles.

Este link pode ou não resultar num  resgate das relações e convivência. Tudo vai depender do interesse, do estado emocional  - e até físico -  dos “bem vivos” em  receber os falecidos em seus ambientes.

Neste contexto,  temos como protagonistas Harold e Lucille Hargrave, que vêem na porta da sua casa (em Arcadia / EUA)  trazido pela Agencia, Jacob seu filho de cinco anos,  morto há mais de cinquenta anos.

De início o casal até passa por uma pequena crise com a situação, mas logo são seduzidos pela inocência e amor da criança e se esforçam para restabelecer o convívio familiar e superar seus traumas.

Em paralelo, surgem outros personagens,  ressurgidos e “bem vivos” , que – a  princípio -  coloririam a história com as diversas possibilidades de conflitos oriundas desta instigante idéia.

Só que não.

O livro é um porre só.

Para se ter uma idéia, a fim de criar cenas de impacto – ou sei lá por que- , do nada, sem explicação, os ressurgidos passam a ser trancafiados (juntamente com familiares que não querem separarem-se deles)  - pelo governo  - em escolas e outros espaços publicos, transformados em algo tipo campos de concentração.

Lá são examinados e interrogados (para quê ?) em sessões intermináveis de conversa inúteis. 

Os ressurgidos não falam uma só palavra sobre o “tempo que estiveram dormindo”, não se recordam de nada e todos, invariavelmente, são exemplos de  imbecis carinhosos.  Todos são um perigo para o diabetes de tão açucarados, de tão doces. 

Não há um só diálogo “de resgate”, de “acerto de contas”, de “verdade” no livro inteiro. Tudo se resume a “reencontros”  (bem ou mal sucedidos, é verdade) em climas amorosos ridículos.

O pior é que o autor, de forma explicita para encher lingüiça e assim “dar volume à obra” ,  gasta páginas e páginas com divagações e sonhos  - totalmente soporíferos  - de vários personagens (numa malograda  tentativa de dar “profundidade” aos mesmos),  que não levam a nada, não acrescentam nada, não esclarecem nada.

 A coisa é tão inútil que o leitor pode tranquilamente pular dezenas de páginas pois a trama não avança um milímetro entre elas

Mas para a coisa não ficar só neste lenga lenga enjoativo (ou purgativo),  eis que, de forma absolutamente primária, estabelece-se  um clima de guerra na cidadezinha,  com um grupo de fanáticos de  bem vivos”  querendo acabar com os ressurgidos. Esta é a desculpa para “criar tensão” – e surgir cenas  de “suspense e violência” -;  só que o resultado é constrangedor de tão pífio, tão frouxo, tão murcho.

Nada se salva neste livro.  Na verdade é um livro covarde,  medroso de ir fundo na sua própria idéia. Tudo é raso, rasteiro, superficial.

 Ah, mas espere que tudo tem uma explicação. Na “Nota do Autor”, depois de finalmente ter terminado o suplício do último capítulo, Jason esclarece sua motivação, seus insights envolvidos na escrita de “Ressurreição”. 

Ali, fica bem claro por que  ele optou por uma linha  auto-ajuda para a trama.

Tudo bem, nada contra. Cada qual com seus fantasmas e necessidades emocionais.

Mas confesso que se eu soubesse disto, não teria perdido meu tempo  precioso tempo com esta josta total.

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É incrivel que este zumbi-impresso serviu de fonte para a criação de uma série de televisão.  Se a adaptação para a telinha seguir suas páginas o resultado só pode ser catastrófico. 

Se é para assistir uma série de ressucitados, prefiro mil vezes a francesa Les Revenants, que é porrada pura.

Trailer Abaixo

Sunday, June 15, 2014

Livro - Terra Avulsa (Altair Martins)


Uma mistura pretensiosa que resulta em nada..  

 Foi o que pensei  ao desistir da leitura do novo livro do Altair Martins, "Terra Avulsa"

De início confesso que fiquei entusiasmado pela idéia  central  que acompanha as neuras de Pedro um cara que, traumatizado por um assalto que sofreu,   resolve isolar-se num apartamento e ali inventar seu  próprio país.

Na sua insanidade, ou covardia,  o tal rapaz cria um mundo imaginário,  a chamada  "terra avulsa" (adorei o termo), na qual  “sai da casinha” totalmente.  

Para não morrer de fome, o mancebo é “obrigado” a manter contato com o mundo exterior, pois, afinal, precisa comer e pagar as contas. 

Isto é resolvido através do seu trabalho para uma editora – ele é contratado para traduzir a obra de um poeta nicaraguense -.

Acontece que uma garota, com pretensões de fotógrafa, e funcionária da tal editora, concorda em ser sua  conexão com o mundo lá fora desde que o rapaz crie um poema para cada foto que ela lhe traga. 

Ele, encurralado de certa forma, concorda

Então vamos lá :
      
        1)      Terra avulsa é um romance?
        2)      Terra avulsa é um livro de fotografias?
        3)      Terra avulsa é um livro de poemas?

Isto sem falar que rola uma outra “história paralela”, na qual os protagonistas são os assaltantes que causaram o transtorno do ermitão.

Bem, confesso que acabei perdendo o bonde da proposta. - talvez na minha ignorância literária incapaz de alcançar sua  magnitude -

De qualquer forma, penso até que a mistura “ de estilos” (ou seja lá o que for),  não seria o problema se a prosa fosse sedutora. 

No meu caso simplesmente achei um tédio, totalmente enfadonho. 

Nem poesia, nem fotos, nem história.  Tudo é frouxo, deslinkado.  

 Larguei de mão.
Altair na sua "Terra Avulsa"

Friday, June 13, 2014

Frases Retiradas de Revistas Femininas - Décadas 50 e 60



FRASES RETIRADAS DE REVISTAS FEMININAS - DÉCADA 50  E 60

É TUDO VERDADE !

"Não se deve irritar o homem com ciúmes e dúvidas".
(Jornal das Moças, 1957).

"Se desconfiar da infidelidade do marido, a esposa deve redobrar seu carinho e provas de afeto, sem questioná-lo".
(Revista Cláudia, 1962).

"A desordem em um banheiro desperta no marido a vontade de ir tomar banho fora de casa". (Jornal das Moças, 1965).

"A mulher deve fazer o marido descansar nas horas vagas, servindo-lhe uma cerveja bem gelada. Nada de incomodá-lo com serviços ou notícias domésticas".
(Jornal das Moças, 1959).

"Se o seu marido fuma, não arrume briga pelo simples fato de cair cinzas no tapete. Tenha cinzeiros espalhados por toda casa".
(Jornal das Moças, 1957).

"A mulher deve estar ciente que dificilmente um homem pode perdoar uma mulher por não ter resistido às experiências pré-nupciais, mostrando que era perfeita e única, exatamente como ele a idealizara".
(Revista Cláudia, 1962).

"Mesmo que um homem consiga divertir-se com sua namorada ou noiva, na verdade ele não irá gostar de ver que ela cedeu".
(Revista Querida, 1954).

"O noivado longo é um perigo, mas nunca sugira o matrimônio. Ele é quem decide – sempre". (Revista Querida, 1953).

"Sempre que o homem sair com os amigos e voltar tarde da noite, espere-o linda, cheirosa e dócil".
(Jornal das Moças, 1958).

"É fundamental manter sempre a aparência impecável diante do marido".
(Jornal das Moças, 1957).

E para finalizar...

"O lugar de mulher é no lar. O trabalho fora de casa a masculiniza".
(Revista Querida, 1955).




Wednesday, June 11, 2014

Filme - "The Normal Heart"




Um filme histérico.

Só assim se pode descrever “TheNormal Heart”, o telefilme da HBO - dirigido por Ryan Murphy e escrito por Larry Kramer, baseado em sua própria peça teatral de 1985 -  com elenco multiestelar, que na sua proposta – enquanto “obra contudente” – pretende  mostrar (denunciar ?)  os efeitos sócio-político-culturais  ocorridos  durante o surgimento  da AIDS (início dos 80´s) nos Estados Unidos. 

Acontece  que o tema é punk por si só, e não merecia ser alvo deste “upgrade dramático” com muito close na cara do povo (o público tem que se desviar das lágrimas que jorram durante todo o filme), muito close nos efeitos da doença (fica evidente a fixação do diretor em preencher a tela com detalhes escabrosos da degeneração dos corpos),e  muita gritaria.

Sim, porque de tempos em tempos algum personagem  recebe a Regan e faz a  “tô loca” – tudo em nome da “verdade”, da “coragem”, da “franqueza”, da “honestidade” -   em cenas tipo assim, “me exorcisa JÁ !”.

A coisa é ridícula, com as criaturas alternando momentos íntimos, introspectivos, amorosos com outros completamente fora da casinha

Julia Roberts, como a doutora paraplégica  consciente e lutadora,  nos brinda com uma performance que vai da “angelical” ( onde rolam olhares “doces e afetuosos”  direcionados aos doentes )  à “tô ebulindo”  em cenas de berros , tipo assim, “minha TPM me domina!”.   Êta mulher surtada. Seu “discurso desabafo” diante dos homens da grana, perto do final do filme, é digno de uma  reclusão no hospício com direito a chave atirada no arroio.

Mark Ruffalo (o gostosão mor), num personagem “complexo e consciente” passa a maior parte  chorando e gritando. Tudo bem, deuso como ele é, até que se tenta dar um desconto. Mas só que não.  Mesmo com ele, a decisão não é engolir mas sim cuspir fora. Seu personagem é intragável  com cenas dignas de “carminha me bate!”. Uma coisa muito vergonha alheia.  Lamentável

Jonathan Groff ( a bixa Broadway   – e um dos motivos que me levaram a parar para ver esta josta )  morre nos cinco minutos iniciais. Só dá tempo da bee mostrar o corpão na praia, falar nem meia dúzia de palavras, e partir direto pro Nosso Lar com direito a cinzas atiradas ao mar. Que brochada !

Taylor Kitsch (o Gambit do X-Men), todo alourado, faz uma bee que não quer sair do armário, mas aceita ser presidente de uma espécie de ONG GAY. Como?  A poderosa  quer ser rainha mas não quer sentar no trono? Vá entender.

Matt Bomer ( o legítimo  Ken de carne e osso)  faz a bonita que se envolve com o Ruffalo ( ai meus saco, que inveja)  e que desenvolve a  AIDS. Realmente Matt se puxou (como se diz, “deu tudo de si”) pois sua tranformação física é aterradora.

Já Jim Parsom, o hilário Sheldon do Big Bang, faz uma bee discreta e tranquila  sempre pronta a dar apoio aos demais. O personagem é um dos raros a não dar piti.

De resto, não se salva nada neste quadro da dor.  

Então, infelizmente o que prometia ser  “um acontecimento” – devido aos talentos reunidos – na real revela-se um baita de um malogro, com tu te perguntando todo o tempo “What the fuck ?”

Uó total

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MOMENTOS EXPLÍCITOS DE DEGRADAÇÃO FÍSICA

 
 
 
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 MOMENTOS MARK RUFFALO CHORANDO



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 MOMENTOS JONATHAN GROFF
(NO MÁXIMO 10 MINUTOS DE FILME)




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Momentos GRITOS &  BAFÃO
(UM PEQUENO EXEMPLO)







 
  







 
 


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MOMENTOS FRASES DE EFEITO




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MOMENTOS JULIA ROBERTS "TÔ LÔCA"






 
 

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Momentos ROMANCE



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IMPRENSA