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Hino do Blog : " ...e todas as vozes da minha cabeça, agora ... juntas. Não pára não - até o chão - elas estão descontroladas..."
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Monday, December 03, 2012

Noomi Rapace & Rolling Stones - Doom and Gloom



Mick and Noomi

Doom and Gloom” (Condenação e Melancolia)  é o nome do novo single que os RollingStones lançaram há algumas semanas. 

 Um rock pesado, no melhor estilo clássico, que narra um  sonho perturbado por tudo aquilo que o sonhador  julga estar em desacerto no mundo.    

Tal devaneio é bagunçado  com as mais variadas alucinações (guerras, riqueza, probreza, resistência, luta, indiferença, dores, etc), que pintam um caótico quadro  mental. E a  criatura, diante  do insuperável,  encerra a confusão convidando seu amor para dançar sobre a toda a sujeira em que se encontra.

 Ontem, sintonizado na MTV,  assisti o clipe e me caiu os butiá ao ver que a estrela absoluta em cena é  Noomi Rapace, uma atriz  por quem me apaixonei ao acompanhar os filmes da  Trilogia Millennium na versão sueca. 

 Em Doom and Gloom, Noomi é a sonhadora assombrada, perturbada por sua própria imagem insanamente  inserida em diversas situações violentas e bizarras. 

 Depois que o clipe terminou, e ainda impressionado, pensei que  qualquer atriz do mundo adoraria estrelar um clipe dos Rolling Stones. Mas então por que especificamente a Noomi foi a escolhida ? O que ela teria de “diferencial”  ?

 Eis que dando uma navegada na Internet, achei um artigo  do “Daily Mail” onde, curiosamente, a autora Hanna Flint,  analisa o clipe e explica o por que da escolha desta atriz única para estrelar o “Doom..”

 Em sua concepção,  apenas ela seria capaz de dar vida / credibilidade a todos os personagens (indo da alienação à fúria) que a música e roteiro pediam.  

 Concordei plenamente. 

 Transcrevo abaixo o texto com as devidas fotos comentadas.

 Texto original aqui.


A GAROTA NO VIDEO DE ROCK : NOOMI RAPACE DESNUDA SEUS SEIOS PARA OS ROLLING STONES ENQUANTO ELES LANÇAM  SEU PRIMEIRO SINGLE APÓS SEIS ANOS.
 
A maioria das mulheres sonha em estrelar um video de rockl.

Então Noomi Rapace deve ter entrado  em êxtase quando  os Rolling Stones lhe ofereceram  o Santo Graal dos personagens  musicais.

Mas o novo single da banda (Doom and Gloom)  - sua primeira faixa desde 2005 – oferece  mais do que suas credenciais de atriz. Oferece tambem um close-up frontal dos seus seios.


 Nua : Noomi Rapace não tem problema em mostrar os peitos no video do novo single dos dos Rolling Stones



 No clipe, enquanto os mastodônicos rock stars são emoldurados em preto e branco, Noomi aparece em completo technicolour.

 E Noomi  realmente “manda bala”   enquanto assume múltiplas  personalidades através do vídeo.

Desde  uma aeromoça, passando por um piloto de caça, um matadora de  zumbis,  até uma punk  de cabelo azul, a atriz sueca de  32 anos assume tantos papéis  quase na mesma  quantidade que os vivenciou  em toda sua  carreira.


 Punk :  Noomi  naveta através de  um espectro de cores  e cortes de  cabelo enquanto retrata multiplas personalidades.
Relance : Exibir  os peitos  não perturbou a atriz  enquanto, no video,  ela tascava lixo pra todo o canto..

Milhas acima :  A atriz interpreta uma série de papéis, incluindo uma  aeromoça bem avoada.

A mensagem anti-capitalista é enfatizada pelas imagens de pobreza e da  guerra que surgem entre reminiscências de Mick Jagger  chacoalhando suas velhas coxas.

 E o que seria de um  vídeo de  protesto social  sem o retrato melancólico de uma mulher bonita com um olhar desanimado e  fumando um cigarro ?

 Com isso em mente, Noomi Rapace é a escolha óbvia para este personagem desprivilegiado, pois ela é a atriz que primeiro vivenciou a hostil e feminista Lisbeth Salander nas telonas.


Roqueira: É o primeiro single da banda de rock em seis anos e Noomi  foi a escolha certa para o papel principal

Desapontada : Como a atriz que deu vida a Lisbeth Salander,  Noomi era a escolha óbvia para um vídeo com pretensões a consciência social.

Lingua  : A atriz recria uma imagem clássica do rock, ao  fumar um cigarro sob o logo da banda

 A medida que o vídeo avança, as imagens se tornam mais explicitas, com Noomi dando relances de seus seios e forçando a si mesma a vomitar após um banquete glutônico. 

 Os Rolling Stones claramente querem  cobrir cada questão  que afeta o mundo  na faixa de quatro minutos retirada do seu novo album “ Grrr!”

 Mas no final a única cura para a depressão física da personagem de Noomi é “rockear”  (dançar e cantar rock) com Mick Jagger, obviamente.

Dançando como Jagger : : Mick movimenta seus velhos  quadris em  em preto e branco enquanto grita letras anti-capitalistas

 E,  na medida em que o mundo da atriz e da banda colidem, ela leva uma “surra vocal” do vocalista.
 
VEJA O CLIPE ABAIXO.


 

Friday, November 30, 2012

Fun - Merdas ditas por Lana Del Rey



Lana Del Rey
Lana Del Rey é uma cantora nova que gerou um certo rebuliço este ano.
 
Com um ar intencionamente retrô, ela foi lançada com ares de diva distante, melancólica. 

A imagem acabou soando falsa e a garota foi acusada de  ser inventada, de montada pelo pai.

Tipo uma boneca moldada de forma a projetar um personagem vintage-existencialista.   

E ela só colaborou para reforçar esta ideia ao dar depoimentos “profundos”, tentando explicar “quem é Lana del Rey”. 

Fraude ou talento real ?  A avaliação fica a cargo de cada um.

Eu particularmente acho engraçado uma guriazinha  (recém saída das fraldas) querer chocar cantando coisas tipoBorn to Die, mas não tenho nada contra.
 
De qualquer forma o comediante Charlie Hides não perdeu tempo, selecinou algumas pérolas cometidas por Lana em várias entrevistas,  e  lançou um vídeo fantástico comAs merdas ditas por Lana Del Rey.
Charlie Hides
 
Nestahomenagem  ele faz uma Lana bem fora da casa, viajando em frases densas, filosóficas, carregadas, reflexivas,  tentando causar.

Achei hilário, peguei o vídeo e legendei.

Alguns esclarecimentos :

Quando ela fala em Lizzie Grant, na verdade está se referenciando ao seu nome real (a ela própria). Ela associa  a Lizzie a alguém do passado, que ela agora é Lana (uma nova pessoa)


E o lance da vagina com gosto de Pepsi, ela está repetindo o que seu namorado teria revelado.


Só para ter uma idéia da pretensão da moça, dá uma olhada no clip abaixo.

Por mais que ela tente soar "wild and free ",   o que fica é uma forte sensação de "wanna be".


Thursday, November 29, 2012

Oficina "Revisitando os Clássicos"

Iniciou ontem na Casa de Ideias, a oficina “Revisitando os Classicos”, com o professor  Voltaire Schilling que propõe discutir “... alguns dos maiores nomes da cultura ocidental, alinhando-os com a época a que pertenceram e avaliando a notável contribuição de cada um deles para a formação da cultura superior e de uma idéia mais elevada do homem”.

Ontem foi a vez de serem analisadas “A Odisséia” (Homero) e “A Eneida” (Virgilio).

O professor iniciou o encontro explicando as raízes da palavra “clássico”.  

Inicialmente, para os gregos, a palavra “clássico” era utilizada para identificar um modelo de embarcação construído de acordo com determinadas regras.  Se o produto final estivesse totalmente de acordo com tais regras (tipo uma ISO da antiguidade),  recebia a alcunha de “clássico”.  Depois, para os romanos, “clássico”  relacionou-se com “classe”, no sentido social.

Hoje o “clássico”, em termos de arte, identifica uma obra que permanece no tempo (caráter perene) e, ao mesmo tempo, “é superior”  - ou seja,  contem algum elemento que a destaca e “fala”  – talvez – ao inconsciente  (alma ?) humano (a).  

Não se sabe quais são as “regras” para se criar um clássico. 
Uma obra de grande sucesso num determinado período  não necessariamente irá permanecer no tempo . 

Também o clássico não possui caráter universal. Uma obra seminal para determinada cultura,  pode não representar absolutamente nada para outra. Conforme o professor,   “A Odisséia “  não causou impacto algum nas traduções para os povos  árabes e orientais.

Voltaire seguiu falando sobre a “morte” dos clássicos no mundo contemporâneo.  

Citando a revolução industrial, a revolução dos costumes  ocorrida a partir dos 60´s , a imposição das regras do direito anglo-saxão, a dominação ocidental levada a cabo pela Inglaterra e EUA,  a tomada das instituições de ensino  e meios culturais  por profissionais “revolucionários” (que desdenharam a arte “antiga”  feita por “ homens brancos e mortos” – Dead White Men ), a valorização do politicamente correto, etc, o professor afirmou que todo estes movimentos resultaram numa modernidade onde o que vale é a ciência, a tecnologia,  a máquina. 

Um espaço onde o humanismo não tem vez, não tem valor.

No caso da literatura, Schilling criticou os "revolucionários"  que passaram a celebrar obras “de gênero”, tipo literatura “feminista”, “gay”, “confessional”. Ou seja  obras “de palanque”  onde os autores estão mais preocupados em  projetar / registrar experiências e idéias pessoais do que realmente construir “algo maior".  

Ele insinuou  que, para estes obtusos,  uma obra do tipo “eu sou gay e me assumo”  teria mais valor do que um Hamlet.  Que uma obra, num “tom clásico”,  que celebra   o “homem superior”,  já nasce arcaica, ultrapassada.

Porem diante de outra, que enaltece o “homem fraco”,  o povo se ajoelha e cobre de elogios. 

Para exemplificar o sucesso de obras sobre o "homem fraco", o mestre acabou largando um comentário absolutamente preconceituoso ao dizer que o livro mais premiado ultimamente no Brasil (o fantástico “O filho eterno”, do Cristovão Tezza) versa sobre um pai relatando sua experiência com um “filho retardado” (palavras dele), e que agora o Diogo Mainardi embarca nesta linha  tambem largando uma pérola (A queda) sobre seu “filho retardado”. 

Choquei  ! -  ainda mais pelo fato de aparentemente algumas pessoas concordarem – vi alguns risinhos pela sala .

(Obs : particularmente acho o Diogo Mainardi uó. Um boçal, um imbecil que considera o Brasil o fiofó do mundo, mas devo admitir que “A queda” – que estou lendo – é uma “obra superior”)

Mas vamos lá.  

Quando o sábio Voltaire deixou de fazer considerações pessoais infelizes  e passou a ministrar o conteúdo do primeiro encontro, o ambiente se iluminou (mas eu tive um pequeno contratempo auxiliando uma colega que teve uma espécie de AVC light, com direito a cadeira de rodas e tudo, o que me fez perder parte da aula).

Sem dúvida é inegável o domínio absoluto do historiador sobre o tema.

De forma brihante ele dissecou A Odisséia e A Eneida (tanto em relação aos conteúdos, quanto a suas  inserções política e sociais nas épocas em que surgiram e repercussões posteriores ), puxando  paralelos para a Divina Comédia, Os Lusíadas e outros.  

Que maravilha ouvir sobre personagens imaginários (Enéas, Ulisses, Telemaco, Dido, Penelope, Circe e muitos outros) e reais (César, Virgilio, Otávio Augusto, Ovídio, Mecenas, etc).  

Fiquei mesmerizado pela fluência, pela clareza na exposição da beleza das histórias e suas  relações,  influências e conseqüências no “mundo real”, na construção da sociedade,   na geração de arquétipos,  na  definição do homem ocidental.

Fantástico.

Semana que vem continua.

Tuesday, November 27, 2012

Show - Creed em Porto Alegre

Com o local tomado por um bom publico, o Pepsi on Stage recebeu ontem a noite a pajelança do Creed, uma banda que teve seu auge do final dos anos 90 (na rebarba do grunge) e que, para mim, ficou marcada pelo peso das suas baladas e pelo vocal poderoso do Scott Stapp.

Pois então, no encontro com o povo dos pampas (que não pôde se controlar e mais uma vez explodiu em “Ah, eu sou gaucho !”), o Scott Stapp (vocal), Mark Tremonti (guitarra), Brian Marshall (baixo) e Scott Phillips (bateria), trouxeram exatamente aquilo que todos esperavam : uma apresentação vigorosa com toda a competência de uma banda experiente.

Scott tem uma presença taluda, magnética e domina o palco e as canções,  indo do sussurro ao grito mais potente.

E o resto da banda não fica atrás, com evidente destaque para o guitarrista Mark ( o cara é o cara).

Confesso que achei que o show deixa cair a tensão em determinados momentos, mas quando o som pegava na veia do povo, dava para sentir a eletricidade, a energia percorrendo todo o ambiente - E a massa convergia para um só coração pulsando rock.

Os grandes hits ficaram para o final. “Higher” encerrou, e o bis abriu com a emocionante e perfeita “ With arms wide open” (Scott compos esta  belissima mensagem quando descobriu que ia ser pai de uma menina).

Na sequência, Stapp puxou o povo para cantar “a capella” o refrão de “My sacrifice”.

A galera delirou e a banda detonou.

Nossa mãe, que maravilha !

Veja video abaixo e sinta a vibe do que rolou.


Saturday, November 24, 2012

Meu filho é gay - Jornal do Almoço e Curta Metragem

Na sequência da repercussão do texto da Nereida Vergara, a RBS TV gerou uma reportagem com algumas mães registrando depoimentos sobre suas experiencias com filhos gays.

Eu acabei participando e dei um depoimento sobre minha mãe e seu esforço em transferir a família do interior para Porto Alegre a fim de proporcionar um meio social menos preconceituoso onde seus filhos  pudesem se desenvolver

Na ocasião da gravação da matéria, tive o prazer de conhecer outras mães (Claudia Lemmes, Lisiane Bittencourt) além da  Bruna Kischer (e sua mãe Estel Freitas).
Bruna e Estela

A Bruna é cineasta e tem um excelente curta -  "O Segredo dos Lirios",  que trata da relação de filhas lesbicas com suas mães - rolando em festivais pelo Brasil e mundo.

Realmente vale a pena assisti-lo.

Link para a matéria do Jornal do Almoço



Link para o curta "O Segredo dos Lirios"





Tuesday, November 20, 2012

Nereida Vergara - Meu filho é Gay

Nereida Vergara
No domingo passado, dia 18, o jornal Zero Hora publicou um texto da jornalista Nereida Vergara com o título "Meu filho é gay e eu estou bem", onde ela assume, defende e celebra a sexualidade do filho.

O efeito, como não poderia deixar de ser, foi bombástico no coração e mentes dos leitores.

Nas respostas à jornalista deu de tudo,  o que mostra que tipo de assunto mexe com os conceitos e preconceitos das pessoas.

Reproduzo abaixo o texto da Nereida.
 
Após, postei o link para a página onde estão os comentários dos leitores.

Inclusive um meu que foi publicado na edição de hoje da ZH.

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MEU FILHO É GAY E EU ESTOU BEM  (Nereida Vergara)

A frase do título faz parte de uma brincadeira entre mim e o meu filho de 18 anos, que é gay. Ele sempre diz que vai mandar fazer uma camiseta com essa mensagem, para eu andar por aí, mostrando que se pode ter um filho gay e não ser infeliz. Chegamos a essa conversa depois de fazer uma generalização de que há um grupo grande de pessoas que sempre olha pra mim, a mãe, como alguém que deu à luz uma coisa de outro mundo. Não posso sair de braço com o meu filho, ou ir com ele ao shopping, ou sair para jantar sem que alguém observe e pense: bah, coitada, que esforço está fazendo. Pois aqui, sem nenhuma pretensão de pregar moral a quem quer que seja, digo, posso dizer: eu estou bem.

Há motivos, é claro, para eu ter essa visão. Como não sou cega, sempre vi no meu menino características que não eram comuns nos outros. Desde antes dos três anos, mostrava interesse pelos brinquedos da irmã, por roupas e coisas de menina. Sempre foi sorridente, faceiro e amigo.

Na escolinha, fez aulas de balé junto com as meninas (o que me rendeu uma porção de caras feias de pais de outros meninos que achavam que o gosto dele podia "contaminar"). E eu fui assim desafiando a ordem, colocando meu filho em aulas de balé, de patinação artística, de desenho. Nunca proibi que brincasse de Barbie, da mesma forma que não proibi que a irmã brincasse de Power Rangers ou gostasse de álbuns de figurinhas de futebol.

Teve uma época, na pré-adolescência, que meu menino fez o papel do conquistador! Me contava de meninas que havia beijado, teve um grupo de amigos só de meninos (a maioria ainda amigos dele até hoje, e todos héteros, salvo alguma surpresa de que eu não tenha sido informada). Eu ouvia o que ele dizia, me divertia até, mas os meus olhos não me enganavam. Sempre vi a natureza dele, e amei essa natureza. Assim como amo a irmã dele, hétero, linda, rebelde, tatuada, de cabelo raspado, colorido. E eu nunca vi anormalidade em mim ao aceitar isso dentro do meu coração, porque pais aceitam filhos portadores de deficiências, aceitam filhos dependentes químicos, filhos mulherengos, alcoólatras, porque, enfim, são filhos, nasceram de nós.

Estar bem com o meu filho gay é saber que criei um ser saudável, que tem um bom coração, que vai ter respeito por quem amar, pelos filhos que tiver.

Acho que se a gente se preocupasse apenas em enxergar o que está na frente dos nossos olhos já seria um grande passo para que um filho homossexual fosse encarado como qualquer filho. Pois é o que ele é. Nasce assim. Como eu nasci cabeçuda e baixinha e sou muito grata por meu pai e minha mãe terem me amado mesmo assim. Enganar-se a respeito dos outros é uma escolha que a gente faz e a frustração decorrente disso atormenta muitos pais de homossexuais. Não adianta esperar o que não vai acontecer, nem querer que seu filho que gosta de menino case com uma linda moça para fazer a infelicidade de ambos e a sua felicidade.

Quem chegou até aqui na leitura deste texto pode estar pensando: o que essa mulher está pretendendo ao se expor assim e ao expor seu filho? Explico. Sou partidária da ideia de que dizer a verdade em voz alta nos liberta. Sempre tive a certeza de estar protegendo o meu menino, de estar dando a ele o direito de crescer e se desenvolver como a pessoa que ele nasceu. Seria hipócrita da minha parte dizer que o aceito da porta para dentro e ensinar que da porta pra fora deveria ser outro, com base naquilo que a sociedade convencionou como aceitável. Acredito que antes de a gente discutir as camadas de aceitação das pessoas ditas normais às pessoas gays (se são discretos, travestis ou transformistas) ou o direto das pessoas gays (a união homoafetiva, a adoção de crianças, a criminalização da homofobia) em relação aos nossos, os ditos normais, nós, os pais de gays, devemos, enfim, abandonar o tal do armário (estereótipo social dos mais revoltantes).

Quero muito que um dia essa minha visão predomine, que os meus filhos possam ser admirados pelo caráter, inteligência e originalidade, e que os filhos deles, os lindos netos que eu ainda vou ter, vivam num mundo em que a homossexualidade, entre outras milhares de diferenças que nós, humanos, temos, não precise ser uma causa.


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Link para a pagina da ZH com o texto e os comentarios dos leitores :

Clique aqui

 



Sunday, November 18, 2012

TMZ detona o Brasil ao comentar visita da Gaga ao Cantagalo



O site especializado em celebridades TMZ conseguiu revoltar os brasileiros ao comentar a visita da Lady Gaga à favela do Cantagalo. 

Revelando um enorme preconceito, os babacas descreveram a visita com coisas do tipo  “provavelmente ela é a coisa mais rica que estas crianças já viram”.  

Como resposta, vejam aqui o que registrei no show da Gaga quando ela comentou sobre o Cantagalo.

O vídeo da TMZ (legendado) :

gaga mpeg4 from Iuri Palma on Vimeo.