... que cagaço....
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Verdades. mentiras, reflexões e insanidades ditadas por forças ocultas Autores : Iuri Palma (iuri.palma@gmail.com)
É inegável que problemas todo mundo tem.
Uns mais, outros menos, mas todos enfrentam dificuldades em diversas ocasiões da vida.
Frente a estes momentos, dependendo do que acontecer, podemos achar que nosso sofrimento é o maior que alguém pode suportar.
E é mesmo, pois cada um sabe a dor que sente.
Mas, ao lermos a história de vida da Angelica (relatada em “Lagrimas de Silencio”, Suliani Editora ), somos obrigados a olhar nossos “problemas” e reconhecer que se olharmos para o lado vamos ver que nossos percalços tornam-se quase que piadas comparados a situações para nós impensáveis, mas que são dura realidade para outros.
“Lagrimas do Silencio” relata de forma crua e direta (e com uma coragem ímpar) a aterrorizante trajetória de Angélica (nome fictício da autora Angela Chaves), uma menina do interior do RS que teve sua infância destruída por uma família abusiva.
E Angela não doura a pílula. A descrição dos seus tormentos desde criança até adulta atinge níveis cada vez mais angustiantes.
Fome, frio, descaso , abandono, miséria. Surras, maldades. Abusos, ameaças. Rejeição, desprezo, tortura. Estupros, violência, incesto. Zoofilia, pedofilia. Alcoolismo, prostituição, exploração, assassinato. Loucura, depressão, tentativas de suicídio. Tudo isto foi realidade na sua vida.
E ela acabou dando a luz a duas crianças frutos deste universo de desgraças. Uma filha do seu próprio pai e outra de seu meio irmão.
O livro é curto, de poucas páginas, porém assustador, pavoroso.
Senti medo de ir adiante diversas vezes. O espiral de sofrimento da menina parece não ter fim. Quando achamos que o ápice da maldade aconteceu, sucede-se outro, e outro, e mais outro. E somos convidados a testemunhar tudo impotentes, paralisados, incrédulos.
Como Angela mesmo diz, as palavras são insuficientes para expressar sua dor. E ao lermos sua história, concordamos. Se para nós leitores não existem palavras que expressem o choque ao tomarmos o conhecimento da sua infância arruinada, quanto mais para ela que tenta transmitir em texto a tragédia de sua alma dilacerada.
Depois de fechar o livro, acabei me lembrando das palavras finais o personagem Kurtz em “Coração das Trevas” de Joseph Conrad, diante do reconhecimento da maldade humana :
“O horror, o horror”.
E acrescento :
O incompreensível, o inexplicável, o abominável, o execrável, o aterrorizante, o paralisante, o inominável, , o odioso.
Nem mesmo recorrendo a todas as palavras do dicionário que lembrem “inferno” e / ou “sofrimento” serão suficientes para, remotamente, descrever o massacre do corpo, alma e mente da menina gaucha, perpetrado por uma família e circunvizinhos absolutamente doentes.
Angela é uma vencedora.
Tive oportunidade de abraçá-la ao adquirir o livro. Tudo muito rápido e gentil.
Porém o poder de sua história me marcou para sempre.
E isto, afirmo, acontecerá com qualquer um que a conheça.
Para adquirir o livro, envie um mail diretamente para Angela que ela passa as orientações
A esta altura do campeonato só mesmo um ET poderia desconhecer o que está acontecendo no Brasil. Finalmente a massa ocupou as ruas e grita suas reinvindicações a plenos pulmões. Chega de marasmo e obedecer tudo como cordeirinhos.
Estive participando das manifestações e digo que dá de tudo no bolo de gente. Pessoas realmente bem intecionadas com suas mensagens em cartazes e gritos , grupos oportunistas querendo pegar uma casquinha do momento até, realmente, gangues organizadas para depredar e roubar.
No meio de tudo isto, um personagem, destaca-se. É o Anonymous, personagem do filme “V de Vingança” (que por sua vez foi baseado numa HQ), que, como diz seu nome, anonimamente divulga sua mensagem de rebeldia e assim estimula o povo a tomar as ruas e mudar a ordem vigente.
O filme é de 2006 e seu recado é clássico. Vem exatamente na linha da construção de respostas revolucionárias para mudar o status, mudar uma sociedade distópica.
Na época me caiu os butiá a cena que o V (Hugo Weaving) dança com a Evey Hammond (Natalie Portman), ao som de “I´m a Bird Girl Now”, do Antony and the Johnsons, um grupo que amo.
Fiquei tao impressionado que peguei o clipe e legendei.
Como agora o V voltou a baila, divulgo novamente esta beleza.
A Zero Hora publicou hoje uma materia sobre o Anonymous Brasil.
Eu realmente não tenho opinião formada a respeito do assunto, porém minha tendência é desconfiar de tudo aquilo que se oculta atrás de máscaras.
Reproduzo a matéria abaixo.
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Com inúmeras bandeiras de reivindicações, as multidões que desfilam pelas ruas do país se identificaram com uma face. A de um grupo que age no anonimato na internet e arrebata seguidores com um discurso crítico.
OWikileaks ganhou um parceiro de peso em vazamentos de segredos na internet. É o Anonymous, que é um grupo e também pode ser ninguém. Ele não tem rosto, mas sua máscara virou viral nos protestos que galvanizam o país. Ele só se comunica pelo YouTube e Facebook, está cheio de cópias falsas pelas ruas e nem mesmo se sabe se é um sujeito, um evento ou um holograma. Tudo que se conhece dele é que imita a fisionomia de Guy Fawkes, o herói do filme V de Vingança. Baseado num personagem real, um rebelde vingativo anti-monarquista, é a inspiração do grupo de ciberativistas que quer mudar à força a política no planeta – e no Brasil.
Para uns, o Anonymous é uma organização direitista disfarçada e preocupada em atacar a esquerda no poder e o governo Dilma em particular. É verdade que não tem economizado em críticas à presidente brasileira. Mas os conservadores também têm queixas: o Anonymous, para eles, é a figura do anarquismo e do caos, pregando a desordem nas ruas e partilha de lucros de alguns empresários, como os do transporte coletivo. O certo é que, nas passeatas, o mascarado com pseudônimo virou cult entre crianças e velhos, que desfilam com sua face plástica e o bigodinho de mosqueteiro, e seus argumentos estão na boca de jovens que estão indo às ruas.
A figura é simpática, mas não inofensiva. Isso porque o Anonymous bisbilhota e usa táticas de hacker, na tentativa de divulgar suas causas. O site anonymousbrasil.com divulgou, semana passada, dados privados do governador do Rio, Sérgio Cabral, do secretário da Segurança Pública (o gaúcho José Mariano Beltrame), do polêmico pastor e deputado federal Marco Feliciano e dos jogadores Ronaldo Nazário e Pelé. Exibiu telefones, CPFs, listas de empresas, dados de faturamento. Em outros posts, expôs relatórios confidenciais das PMs brasileiras, incluindo e-mails pessoais de oficiais, pirateados, locais de blitze, contabilização de despesas. Quando um homem atropelou manifestantes em Ribeirão Preto, há pouco mais de uma semana, o Anonymous logo postou informações pessoais sobre ele no seu site. A tática em tudo imita o Wikileaks do proscrito Julian Assange, e o Anonymous faz questão de confirmar isso.
O que é o Anonymous? Quem são seus integrantes? Zero Hora perguntou isso aos organizadores do site, mas não obteve resposta. É certo que não se trata de um simples grupo de amadores a improvisar uma revolta via mídias sociais. Foi em junho de 2011 que o primeiro vídeo dessa organização, com nítida inspiração anarquista, vazou no YouTube, em meio a protestos na Europa. É coisa de profissional, tem qualidade publicitária. Abre com uma vinheta caprichada, um globo, sugerindo a universalidade do grupo. Logo depois vem o emblema da ONU, encimado por um ponto de interrogação. Surge finalmente na tela o protagonista, um mascarado, com voz modulada, ao estilo locutor de rádio, masterizada e dublada no idioma do público-ouvinte: português, quando no Brasil, ou inglês com tradução.
Especialista define como “o rosto da manifestação”
A voz do mascarado é séria, às vezes feminina, hipnótica, lembra algo do filme 1984 e do Grande Irmão (Big Brother) descrito por George Orwell, aquele que controla a tudo e a todos. Mas a mensagem é o oposto disso: prega descontrole, rebelião, ao estilo “contra tudo que está aí”. O homem sem rosto e com linguajar refinado fala que um dia acordou e decidiu lutar. Seu campo de batalha é o ciberespaço. Seu recado é para “multidões que não têm voz, oprimidas pelos detentores de poderes públicos e privados”. Slogans que lembram os anarquistas do século 19, mas impulsionados por tecnologia do século 21.
Especialista e estudioso de mídias sociais, o professor na Unisinos Felipe de Oliveira explica que a falta de identidade é proposital no Anonymous, para poder realizar ações clandestinas, como a invasão de sites governamentais ou privados. O que espanta o pesquisador é que o mascarado anônimo imprimiu sua cara nos protestos, literalmente. Organizado dentro da internet e dali saindo para as ruas, o grupo é sucesso de mídia (1,6 milhão de acessos numa resposta ao colunista global Arnaldo Jabor).
– É o rosto dessa mobilização, gostem ou não – diz Oliveira.
humberto.trezzi@zerohora.com.br
Slogans não faltam ao Anonymous. No Brasil, a organização prega um levante popular “para acabar com a farra de imoralidade que vivemos em nosso país e em outras partes do mundo”. Os ciberativistas dizem que seus motivos são tão válidos como os da Turquia... porque o Brasil não tem escolas em número suficiente, hospitais, postos de saúde, boas estradas, transporte.
– Enquanto isso, o governo gasta milhões com estádios de futebol e nas Olimpíadas. Importar médicos de outros países é fácil... quero ver formar os seus e zelar para que eles não saiam do país. Nós temos motivos, sim, para lutar. E é por muito mais que R$ 0,20 – diz o mascarado, em um dos vídeos.
Entre as causas defendidas está o apoio a que promotores continuem investigando e a que reclama da taxação excessiva a que os brasileiros são submetidos.
– A PEC 37 (rejeitada ontem pelos deputados) é outro absurdo e terá sua vez nos protestos. E não venha dizer que somos revoltosos de classe média. Pagamos mais impostos que qualquer outro país do mundo e temos em retorno a pior educação e saúde... vocês realmente achavam que essa apatia do povo seria eterna? Merecemos mais que isso. Vamos fazer o que nossos pais não conseguiram na década de 80, vamos recriar a democracia. E mostrar que as autoridades estão aqui para nos servir e não para nos explorar. Sua hora vai chegar – avisa o mascarado, com voz metálica.
As luzes se apagam, os músicos entram no palco e um vídeo captado nas ruas de São Paulo (aparentemente), mostra várias faces anônimas revelando seus gostos musicais. E dá de tudo : rock, mpb, sertanejo, pagode, samba, jazz, funk, musica evangélica, dance, eletrônica e tudo o mais.
No final, ouve-se a voz poderosa de Tiago dizendo “E eu sou eclético (ou “gosto de tudo”, não me lembro). Sendo que o nome do show é “Eclético”
Anyway, esta é a deixa para o fofo pular (sim, pular !) para o meio do palco e começar a tocar fogo na noite. Todo de branco (a mesma cor do figurino da banda), com uma agilidade física exemplar e uma voz poderosíssima, Tiago logo arrebata a massa enfileirando um petardo atrás do outro.
Então dá-lhe Tim Maia, Seu Jorge, Chico Buarque, John Lennon, Ivete Sangalo, Sidney Magal, Psy, Funk, Jota Quest, Roberto Carlos, Chitãozinho e Xororó, Beyonce, Alcione, Gabi Amarantos, Elis Regina, Só Prá Contrariar, e muito mais, num mix alucinante e atordoante.
Chorei pelo menos duas vezes. Uma com a interpretação poderosa de “Sorrir” (música do filme “Tempos Modernos” do Charlie Chaplin, com letra de John Turner e Geoffrey Parsons) e outro no dueto entre ele e a Kesia Estácio em “Um dia de domingo”.
Tiago é um show man pronto. Simpático, sensual, cínico, divertido, dramático, irônico, debochado, atrapalhado, seguro e teatral, sua presença de palco é magnética e ele não deixa a peteca cair em ne
nhum momento.E ele fala muito. De suas influências, da sua carreira, do seu nervosismo, da sua alegria e por aí afora. Sensualiza um monte e joga um bolão com a platéia.
O figurino é um achado. O fino terno branco do início, transforma-se num modelito brega para acabar num uniforme moleque de funkeiro. Isto passando por um visual malandro e até uma coisa traveca. Genial.
A iluminação é ótima, mas acho que poderia ser melhor explorada em alguns momentos. Os vídeos projetados sublinham diversas canções, mas confesso que meus olhos seguiam mais a figura do Tiago do que as cenas de fundo.
A banda é perfeita, com um destaque fantástico para os metais. As backings Késia e Suzana, arrebentam nos seus momentos de destaques. Isto sem falar nas coreografias divertidíssimas delas com o Divo.
O show é longo e energético. Uma tour de force para poucos, e o garoto mostra que está com todo o gás para firmar-se como um dos maiores artistas do país.
No final o Araujo transformou-se num bailão, com o povo aos berros e aos pulos acompanhando a pajelança-geléia-geral comandada pelo feiticeiro.
Não teve como não se render. Diversão e emoção total numa noite inesquecível.
Salve Tiago
Uma peça simples, delicada e feminina. Leve e com um evidente toque carinhoso, “À beira do abismo me cresceram asas” (com texto, co-direção e atuação de Maite Proença - juntamente com Clarisse Derzié Luz ), mostra algumas passagens na vida de duas anciãs (Terezinha, 86 anos, e Valdina, 80 anos) moradoras em numa instituição para idosos.
Ali elas recordam suas vidas, lamentam o abandono, refletem sobre a morte, o tempo, amor, família, divertem-se, riem e choram
Terezinha (Maitê) é mais carrancuda, um tanto amarga e vê o mundo sem muita fantasia. Já Valdina (Clarisse), é mais alegre e transgressora (mas esconde algo do seu passado familiar).
Ambas sabem que no final das contas, apesar de terem relações familiares (um tanto frouxas) extra instituição, o que têm de concreto é amizade e o companheirismo uma da outra. E assim, sem grandes embates, vão atravessando o cotidiano procurando extrair dele o melhor.
Algumas passagens são particularmente pungentes, especialmente aquela com Terezinha acompanhando a voz de Piaf em “Je ne regrette rien” e depois com Dalva de Oliveira em “Estão voltando as flores” (uma música que adoro).
O texto oferece algumas pérolas, como quando Terezinha questiona o interlocutor : " O que você vê quando olha pra mim? Uma velha rabugenta e reclamona? Eu não sou o que você está olhando. Eu sou aquilo que está dentro do que você está olhando. E o que eu converso com você vem de lá, eu sou o lado avesso da velha que você vê. Aqui dentro tem um menina de 16 anos, linda, leve, ..." e assim vai.
Ou então quando ela cita Piaf com “A velhice não é para covardes” (uma grande verdade que pode ser estendida à qualquer momento da vida). E também o mistério e o encanto da frase que dá nome ao espetáculo e que pode ser entendida como o encontro da sabedoria com a morte.
As atrizes estão muito bem. O figurino é belíssimo e tudo o mais funciona (acabei me emocionando – e refletindo - em vários momentos)
De maneira geral gostei Não achei nada excepcional, mas vale a pena.
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Crítica de Barbara Heliodora (O Globo)
Retrato encantador de duas mulheres
Com dados colhidos por Fernando Duarte em entrevistas com um grupo de idosos, Maitê Proença armou um tocante diálogo entre duas mulheres que ficam amigas na instituição onde moram e um suposto jovem que as entrevista. Juntas, mesmo que perfeitamente individualizadas, as duas compõem, com suas lembranças de acontecimentos e emoções, um painel da vida de todas as mulheres em sua experiência humana.
Uma mais reflexiva, a outra mais extrovertida, tanto uma quanto outra podem dizer, com verdade, que “À beira do abismo me cresceram asas” — e, por isso, conseguem manter vivas a riqueza interior, as emoções e a imaginação que os outros supõem que a idade lhes tenham matado. O texto, com isso, resulta fluido, ora alegre, ora emotivo, enriquecido pela diversidade das experiências vivida por cada uma das duas amigas, e gostosamente teatral.
Sem imitação da velhice
A montagem em cartaz no Teatro do Leblon é simples e harmoniosa, com um cenário que, mesmo nos lembrando que estamos no teatro, cria o ambiente impessoal mas amistoso, onde duas cadeiras, diante de paredes brancas mas translúcidas, estabelecem o universo em que as duas moram. Os lindos figurinos de Beth Filipecki por certo as ajudam a alçar voo. A luz de Jorginho de Carvalho e a trilha de Alessandro Perssan completam com precisão e delicadeza o ambiente.![]()
A direção de Clarice Niskier e Maitê Proença, com supervisão de Amir Haddad, é delicadamente simples, guiada pelo amor ao mundo que devia ser criado, profundamente carinhosa, mas sem cair um momento na pieguice, confiante na capacidade das duas intérpretes. Maitê Proença e Clarisse Derzié Luz atual com a harmonia de uma peça de piano a quatro mãos; cada uma tem seus momentos de solo, contraponto uns dos outros, e nos duetos formam um desenho único, harmônico, nos quais as ocasionais e pequenas discórdias só servem para ampliar a amizade.
Evitando qualquer imitação de velhice, mas buscando o peso da experiência, Maitê e Clarisse têm, ambas, atuações de grande encanto, trabalhando com uma cumplicidade que traduz bem o conforto que as duas encontraram nessa reunião de duas experiências de vida diversas, mas de duas mulheres que tiveram, e ainda têm, muito para dar ao mundo em que vivem, mesmo quando esse é necessariamente limitado.
“À beira do abismo me cresceram asas” é um espetáculo de imenso encanto, que fala sobre todos nós com sabedoria e humor.
Pancadaria, tiroteio, carros envenenados, lutas, músculos, mulheres gostosas, hip hop, paisagens paradisíacas e nenhum senso de lógica ou veracidade.
Tudo embalado com pipoca, refrigerante e projeção I-MAX.
Quer coisa melhor para um domingo outonal à tarde?
Então lá fomos nós conhecer o cinema I-Max (magnífico) do Shopping Bourbon e assistir “Velozes e Furiosos 6”.
Um filme perfeito na sua proposta de entretenimento descerebrado.
Vi alguns episódios da franquia, mas me recusei a acompanhá-la depois que a Letty, personagem da Michele Rodriguez (que eu amo), “morreu”.
Quando fiquei sabendo que ela ressucitava no episódio 6, resolvi voltar ao cinema. E ela vem com tudo, bem no seu estilo mulher-macho. A briguenta mantêm sua cara de pit-bull de saias (ou calças no seu caso) durante o tempo todo, e suas lutas com a Riley, personagem da marrenta lutadora de MMA” Gina Carano , (uma no meio e outra no final do filme) são excelentes (porrada pura).
De resto, falando sobre a história pode-se dizer que ela á abrilhantada com personagens unidimensionais,frases ridículas, situações bizarras, clichês super batidos, sequências absurdas e inverossimilhança total.
Mas quem se importa?
O lance é divertimento (as piadas são hilárias), e “ Fast & Furious Six” cumpre o que promete de forma perfeita.
Diversão total.
Obs.: o final, com a aparição do Jason Statham bem maldito, deixa o povo babando pelo próximo episódio.
Trailer abaixo
O som das suas canções extrapola o melhor pop e abarca um universo de rico em influências (tango, musica folclórica, rock, baladas, dance, eletrônica, bossa nova, etc) que fazem uma brutal diferença no que se ouve normalmente na mídia.
E tudo isto embalado por sua voz pequena, que cresce em poder e dramaticidade de acordo com o que pede cada canção.
Seu show no Araujo Viana em Porto Alegre, confirmou este seu talento único num encontro fantástico com a gauchada.
Numa noite perfeita, a cantante embalou e empolgou a massa, misturando grandes sucessos com várias músicas do seu ótimo último álbum “Los Momentos”.
O show abriu com a absurdamente perfeita “Hoy” e foi adiante com pérolas do tipo “Limon e Sal”, “Lento”, “Ilusion”, “Los Momentos” , “Algo esta cambiando” e muitas outras.
No final demos uma passadinha nos bastidores para pegar autógrafo no CD/DVD e bater uma fotinho .
Sensacional
Segue abaixo o comentário do Thedy Correa publicado na Zero Hora.
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Julieta Venegas celebra o portunhol
Cantora mexicana foi acompanhada pelo público e se emocionou no Araújo Vianna
“Viva o Portunhol!”
Com essa frase – quase um manifesto –, Julieta Venegas despediu-se do público que lotou o Araújo Vianna, no último sábado. A cantautora mexicana deixou o palco visivelmente emocionada pela recepção consagradora que teve. Como ela mesma confessou, foi uma noite inesquecível, que começou com a banda gaúcha ManiMani, mostrando por que tem recebido tantos elogios. Em seguida, veio Venegas, justamente com o tema Hoy – que abre seu disco mais recente, Los Momentos (2013) – no qual canta o verso que deu o tom do espetáculo: “Hoje me entregarei feliz!”.
Foram quase duas horas de entrega, emoção, divertidas tentativas de falar português – por isso o portunhol – e música de alta qualidade. Ela alternou canções novas com sucessos de uma carreira que começou em 1996 com o disco Aquí, mas que, no Brasil, teve reconhecimento apenas com seu Acústico MTV, lançado em 2008. Talvez esse trabalho explique a imensa empatia da cantora com o público no país. Durante o show, foram muitas as canções cantadas com entusiasmo pela plateia gaúcha, como Limón y Sal, Eres para Mí, Canciones de Amor e Me Voy. Um dueto especial se deu quando Julieta pediu ajuda ao público nos versos em português da canção que gravou com Marisa Monte, Ilusión.
As novas canções de Julieta mostraram sua força. Los Momentos é um de seus melhores discos, e a música que lhe dá título é um dos pontos altos do show – um tango difuso e dramático. Além dessa, Un Poco de Paz, Volver a Empezar e Vuelve brilharam em arranjos fiéis e preciosos, executados por uma banda enxuta e versátil. Marian Ruzzi dava conta de vocais, teclados, guitarras, acordeom e violões, enquanto Matias Saavedra se revezava nos teclados, percussão, piano e também vocais – isso sem falar na fantástica performance de Eduardo Vega na bateria. Alfredo Cañedo no baixo complementava o grupo que tinha na própria Julieta outra instrumentista-coringa, ora assumindo o piano – instrumento que estuda desde os oito anos – ora o violão. E, quando o palco virava uma autêntica fiesta mexicana, o acordeom.
As reflexões existenciais e inspiradas da artista conduziram a plateia de momentos melancólicos e tocantes – como no clássico Lento – até a alegria incontida no gran finale com El Presente. Julieta contou histórias, citou influências – o argentino Jorge Luis Borges –, abriu o coração e encantou a todos encerrando a noite memorável com a primeira canção que compôs, Esta Vez. Que não seja apenas esta vez. Volte sempre, Julieta!
THEDY CORRÊA | Músico, vocalista da banda Nenhum de Nós
Mas, em algum ponto da viagem, cheguei à beira do Portal e descobri que não podia entrar de novo. A Melodia Giratória - até então a minha chave para aquelas regiões mais elevadas - não me levava mais para lá. Os portões do Céu estavam fechados”
Assim o Dr. Eben Alexander III descreve suas andanças pelo Céu, enquanto esteve em coma durante sete dias em 2008, no livro “Uma Prova do Céu” (Sextante – 2013).
Alguém entendeu alguma coisa?
Piração total.
Mas esta piração adquire algum sentido se adotarmos o ponto de vista dele (ou seja lá no que ele se transmutou) durante sua tour pelo além
Antes desta visita ao Nosso Lar, o Dr. Eben desdenhava os lances de espiritualidade e pautava sua crença através daquilo que passava pelo crivo do experimento científico direto. O que não podia ser comprovado materialmente caía para o reino da ilusão, do delírio.
Sendo um avançado neurocirurgião, encarava todas as tais de experiências místicas de seus pacientes, e demais que tomava conhecimento, como não sendo mais nada do que respostas a reações e fenômenos naturais do cérebro.
Isto até contrair, de forma absolutamente inexplicável, um tipo raríssimo (um a cada 10 milhões de adulto são infectados) de Meningite que o levou ao coma, período em que atingiu o fatídico 97% de chance de morrer. Mas eis que de forma absolutamente inexplicável (seria um milagre?), acordou e, de forma absolutamente inexplicável, recuperou sua saúde plena.
É muito mistério para um cristão só.
Segundo o que o doctor registra, nunca houve um caso igual ao seu registrado na história da medicina.
Ele então seria algum tipo de “escolhido”, um “eleito” , um Neo? Alguém que deveria que passar por uma grave provação do corpo, que resultou na viagem do seu espírito às esferas celestiais, das quais retornou com a missão de compartilhar sua experiência com todos os (ainda) encarnados?
Ele chega a cogitar isto e vai na linha de que um cientista materialista (e eu acrescento ocidental, norte-americano, branco, bem sucedido e de boa aparência), que passou por uma experiência profunda de EQM, seria a persona ideal para revelar à humanidade a verdade sobre o mundo das almas.
O desconfiômetro sobe diante de tanta seleção e a tendência é tachar o livro de uma viagem na maionese, ou uma furiosa ego-trip.
Mas a coisa não é bem assim.
Com uma sinceridade e coragem impares, Eben arrisca destruir sua imagem de médico-cientista ao assumir sua verdade diante do que vivenciou durante o coma.
E suas vivências foram as mais bizarras.
Confesso que foi difícil aceitar a descrição do tal “Região do Ponto de Vista da Minhoca”, do “Portal” e do “Núcleo” - ainda mais que ele tinha por guia “uma linda garota borboleta de olhos azuis” (a qual, lá pelo final do livro, foi responsável por me fazer embarcar numa constrangedora choradeira. Ou seja, vi a tal “garota borboleta” primeiramente com toda a descrença e ironia, mas a coisa muda totalmente de figura depois, acreditem).
Depois ele fala da sensação de unidade com o Todo, da consciência plena, da “dissolvição” do ego, do esquecimento da personalidade, e muitos outros conceitos já conhecidos em várias religiões e filosofias.
Nesta sentido o Céu é atemporalidade, presença (ausência do ego), universo, visão, sabedoria, conexão, unidade, êxtase, plenitude. Tudo vivenciado num eterno aqui e agora amado e protegido.
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Felizmente o livro não fica “só” na descrição do Céu e as conseqüências do retorno à carne (dúvidas, crenças, desafios).
Também conta um grande drama íntimo / familiar do doutor, que acaba solucionado da forma mais inesperada possível. Fantástico.
O saldo da obra é muito bom e, mesmo que não concordemos com todo seu conteúdo, nos faz refletir sobre os mistérios da vida e da morte, sobre o que acreditamos ou não, sobre nossos medos, esperanças e fé.
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Excertos :
Eben descreve a Região do Ponto de Vista da Minhoca
“MUNDO SUBTERRÂNEO
Escuridão, mas uma escuridão visível - como estar submerso na lama, mas ainda assim poder ver através dela. Gelatina escura talvez seja a melhor descrição: transparente, mas turva, embaçada, claustrofóbica e sufocante.
Consciência, mas consciência sem memória nem identidade - como um sonho em que você sabe o que está acontecendo em volta, mas não tem ideia de quem ou o que você é.
Há som também: um golpear profundo e ritmado, distante porém forte, de modo que cada pulsação o atinge em cheio. Cómo uma batida do coração? Um pouco, só que mais sombrio, mais mecânico, como o som de metal contra metal, como se um gigantesco ferreiro subterrâneo estivesse martelando uma bigorna bem perto: golpeando tão forte que o barulho ecoa pela terra, pela lama, ou pelo que quer que seja aquilo onde você está.
(...)”
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Eben descreve O Portal
“A MELODIA GIRATÓRIA E O MUNDO NOVOAlguma coisa apareceu no escuro. Movendo-se lentamente, ela irradiava uma luz dourada e, à medida que avançava, a escuridão à minha volta começava a se fragmentar e dissipar.
Então escutei um novo som: um som vivo, como a mais rica e complexa melodia que já tinha ouvido. Aumentando de volume enquanto uma diáfana luz branca descia, esse som anulou as batidas mecânicas e maçantes que, aparentemente, haviam sido a minha única companhia até então.
A luz foi chegando cada vez mais perto, girando em torno de mim, produzindo filamentos de pura luz branca com raias douradas.
Então, no centro da luz, apareceu outra coisa. Eu me concentrei ao máximo para descobrir o que era.
Uma abertura. Eu não estava mais olhando para a luz giratória, mas através dela.
No instante que compreendi isso, comecei a me mover. Eu ouvia um som sibilante. Quando atravessei a abertura, me vi em um mundo inteiramente novo. O mundo mais belo e estranho que eu já tinha visto.
(...)”
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Eben descreve O Núcleo
“O NÚCLEO
Agora eu estava em um lugar cheio de nuvens.
Nuvens grandes, fofas, brancas com tons rosados se destacavam no céu de anil.
Mais alto que as nuvens - imensuravelmente mais alto -, em um aglomerado de esferas transparentes, seres deslumbrantes se deslocavam em arco por todo o céu, deixando grandes rastros atrás de si.
Pássaros? Anjos? Estas palavras me ocorreram quando eu escrevia minhas recordações, mas nenhuma delas faz jus àqueles seres, que eram muito diferentes de qualquer coisa que eu tivesse conhecido neste planeta. Eles eram mais evoluídos. Superiores.
(...)
Ver e ouvir não eram coisas separadas naquele lugar. Eu podia ouvir a beleza dos corpos daqueles seres cintilantes e, ao mesmo tempo, ver a perfeição do que eles cantavam. Parecia que não era possível ver ou escutar qualquer coisa ali sem se tornar parte dela - sem se fundir com aquilo de alguma forma misteriosa.
(...)
Porém, nada disso era tão relevante porque eu já havia aprendido a única coisa que realmente importava - aquela mensagem transmitida pela minha companheira de asas de borboleta na primeira vez que passei pelo Portal:
Você é amado e valorizado imensamente, para sempre.
Não há nada a temer.
Não há nada que você possa fazer de errado.
Se eu tivesse que resumir toda essa mensagem em uma frase, ela seria:
Você é amado.
E se tivesse que enxugar ainda mais, para apenas uma palavra, ela seria simplesmente:
Amor.
O amor é, sem dúvida, a base de tudo.
Não aquele amor abstrato, difícil de entender, mas o amor cotidiano que todo mundo conhece - o tipo de amor que sentimos quando olhamos para nosso companheiro, para nossos filhos e até para nossos animais de estimação.
Na sua forma mais pura e poderosa, esse amor não é ciumento nem egoísta - ele é incondicional. Essa é a maior de todas as realidades, a gloriosa verdade que subsiste no centro de tudo o que existe. E nenhuma mínima compreensão de quem (ou do que) somos pode ser obtida por alguém que não inclua o amor em suas ações.
(...)”
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Belíssimo poema que Eben recebe de sua irmã :
"Quando o amanhã começar sem mim" ( David M. Romano, / 1993)
Quando o amanhã começar sem mim,
E eu não estiver lá para ver,
Se o sol nascer e encontrar seus olhos
Cheios de lágrimas por mim,Eu gostaria que você não chorasse
Da maneira que chorou hoje,
Enquanto pensava nas muitas coisas
Que deixamos de dizer.Sei quanto você me ama,
E quanto amo você,
E cada vez que você pensa em mim,
Sei que sente a minha falta.Mas quando o amanhã começar sem mim,
Por favor, tente entender
Que um anjo veio e chamou meu nome,
Tomou-me pela mão
E disse que meu lugar estava pronto
Nas moradas celestiais
E que eu tinha de deixar para trás
Todos os que eu tanto amava.Mas quando me virei para ir embora
Uma lágrima escorreu-me pela face
Por toda a vida eu pensei
Que não queria morrer.
Eu tinha tanto para viver,
Tanta coisa por fazer,
E pareceu quase impossível
Que eu estivesse indo sem você.Pensei em nossos dias passados,
Nos dias bons e nos dias ruins,
Em todo o amor que vivemos,
Em toda a alegria que tivemos.Se eu pudesse reviver o ontem
Ainda que só por um instante,
Eu diria adeus e lhe daria um beijo
E talvez visse você sorrir.Só então descobri
Que isso não aconteceria,
Pois o vazio e as lembranças
Ocupariam meu lugar.Quando pensei nas coisas deste mundo
Vi que posso não voltar amanhã,
Então pensei em você
E meu coração se encheu de dor.Mas quando cruzei os portões do céu
Eu me senti em casa
Quando Deus olhou para mim e sorriu
De seu grande trono dourado,Ele disse:
"Isto é a eternidade
E tudo o que lhe prometi.
Agora sua vida na Terra é passado
Mas aqui uma vida nova começa.
Eu prometo que não haverá amanhã,
Mas que o hoje durará para sempre.
E como todos os dias serão iguais,
Não haverá saudades do passado.
Você foi tão fiel
Tão confiável e verdadeiro,
Embora tivesse feito coisas
Que sabia que não deveria.
Mas você foi perdoado
E agora finalmente está livre.
Então que tal me dar a mão
E compartilhar da minha vida?"Logo, quando o amanhã começar sem mim,
Não pense que estamos separados,
Pois todas as vezes que pensar em mim,
Eu estarei dentro do coração.
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Site do Eben
“ETERNEA
A experiência de quase morte por que passei me inspirou a ajudar a fazer deste mundo um lugar melhor para todos, e Eternea - uma organização sem fins lucrativos que fundei com meu amigo John R. Audette - é o veículo que escolhi para realizar essa mudança.
A missão da Eternea é incentivar a pesquisa e os projetos que envolvam experiências espiritualmente transformadoras, assim como a relação entre a consciência e a realidade física. Trata-se de um esforço para colocar em prática as descobertas feitas a partir das EQMs e reunir ensinamentos de todos os outros tipos de experiências espirituais.
Acesse www.eternea.org para estimular seu próprio despertar espiritual, compartilhar histórias sobre experiências espirituais que você teve ou mesmo buscar ajuda se estiver sofrendo pela perda de um ente querido. Eternea também oferece subsídios valiosos para cientistas, acadêmicos, teólogos e religiosos que estejam interessados nesse campo de estudo.
Eben Alexander, M.D.
Lynchburg, Virgínia (EUA) 10 de julho de 2012”