Hino do Blog - Clique para ouvir

Hino do Blog : " ...e todas as vozes da minha cabeça, agora ... juntas. Não pára não - até o chão - elas estão descontroladas..."
Clique para ouvir

Friday, April 13, 2012

Peugeot - Comercial escroto


 É inacreditável o comercial da Peugeot onde dois vendedores espertos abusam da boa vontade e ingenuidade do estagiário e o colocam numa situação onde ele acaba agredido e desmaiado.

E, além de não o socorrerem, fazem um comentário depreciativo e jocoso sobre o corpo do garoto.

E isto é colocado como uma "brincadeira".

O que a Peugeto quer mostrar com isso ?

 Por acaso é para dar risada ?

 Quem acha este tipo de humilhação engraçado ?

 Me desculpem, mas neste caso eu sou completamente sem senso de humor.  

 Será que é desta maneira que a empresa trata seus estatiágiários?

 Esta é a diretriz  de pessoas  da marca francesa ?  Tratar os iniciantes como imbecis ?   

É para dar exemplo para outras empresas de como é sua política de Recursos Humanos ?

Eu já tive um Peugeot e digo que foi um dos melhores carros que conheci. 

Mas depois desta propaganda  nojenta, repulsiva , agressiva,  e imbecil perdi todo o interesse pela marca. 

Escrotidão total !

Vejam alguns links com o povo indignado.




Monday, April 09, 2012

Livro - A Restauração das Horas / Paul Harding


Capa

Pode um livro de apenas 150 páginas ser looooooongooooo, morooooosoooo, devagar ?

Daqueles que o leitor tem que  remar, e remar, e remar para seguir adiante ?

“A restauração das horas”, de Paul Harding, vencedor do Prêmio Pulitzer, 2010, é .

Aquele  que começa a ler a  “A restauração” logo  é colocado diante de um desafio pois a  escrita  impede uma leitura fluída, tranqüila. 

Para avançar, perseverar no texto, o leitor tem que abrir /alcançar  um espaço mental onde a paciência, a mansidão  a placidez sejam exercitadas.

O livro foi rejeitado por diversas editoras por ser considerado “anti-comercial”.  Paul só conseguiu publicá-lo em 2009 pela Bellevue Literary Press, uma pequena editora sem fins lucrativos.  


Até ser premiado o livro tinha passado quase despercebido e vendido muito pouco, o que mudou depois do Pulitzer, é claro.

Li algumas entrevistas do Paul onde ele diz que o leitor moderno não tem tempo para uma escrita mais reflexiva, lenta, devagar.  Concordo (eu não tenho).

 Se falarmos em termos de história, “A restauração” conta os últimos dias de vida de George, relojoeiro  que está resa a uma cama de hospital instalada na sala da sua casa.. 
Rodeado pela família, George delira num labirinto onde recordações e situações presentes se sobrepôem, se  embaralham. 

Em paralelo também surge a história de Howard, seu pai – caixeiro viajante  e epilético, que também tem seus momentos de delírio – e também de seu avô, um pregador meio insano.

Tudo é permeado por longas passagens descritivas da natureza, do funcionamento das engrenagens dos relógios e de outros assuntos aleatórios, como por exemplo,  construção de ninhos para pássaros..  

Isto causa um estranhamento em quem lê.

Paul Harding
Em vários momentos o indivíduo se vê frente a frente com longos parágrafos que atravancam a leitura e, grosso modo, nada acrescentam à história.

Mas a jogada é outra.

Na verdade nessas situações o leiitor tem que desacelerar, puxar uma primeira, se concentrar, respirar fundo  e entrar em outro ritmo mental.

É difícil, confesso (principalmente os períodos sobre os relógios) .

O curioso é que a passagem / a utilização do tempo - que é a idéia central da obra - acaba sendo um elemente decisivo na leitura do livro. 

Tipo, o dilema é :  vou tirar um tempo para continuar a ler (com um certo esforço), ou não tenho tempo para estas viagens e vou largar esta jossa agora.

Confesso que oscilei de um lado a outro em vários momentos.

Interessante, não ?

Mas a questão final  é : vale a pena ?  A princípio digo que sim. Mesmo diante das dificuldades, no conjunto a obra tem seu fascínio.

Para dar uma idéia do que o leitor enfrenta, transcrevo abaixo três passagens :

1 ) Aqui o texto mostra o poder do autor em descrever o humano. - Nesta passagem Howard fala do "desaparecimento" do seu pai. Uma situação onde, mesmo estando "por perto", a sensação do jovem é de que o pai era um fantasma que já não"estava ali". Achei genial.
"Eu tinha a impressão de que meu pai simplesmente se dissipara. Ficara cada vez mais difícil de se ver. Um dia, achei que ele estivesse sentado na cadeira diante da escrivaninha, escre­vendo. Ao que tudo indicava, escrevia qualquer coisa numa folha de papel. Quando lhe perguntei onde estava a bolsa para colher maçãs, ele desapareceu. Eu não sabia se ele tinha estado realmente ali, ou se eu fizera a pergunta para uma espécie de imagem, um resquício de meu pai que persistira por lá. Ele escoou deste mundo aos poucos, porém. No início, parecia apenas um pouco vago ou periférico. Mas depois já não conseguia servir como um suporte adequado para suas roupas. Ele surgia por trás e me fazia uma pergunta, eu sentado num caixote abrindo vagens ou descascando batatas para a minha mãe, e quando eu respondia e não recebia qualquer réplica, virava-me e encontrava seu chapéu, cinto ou um único sapato sob o batente da porta, como que deixado ali por uma criança travessa. O fim veio quando já sequer conseguíamos vê-lo, apenas senti-lo em breves perturbações de sombras ou luz, ou como uma leve pressão, como se o espaço que ocupávamos contivesse de súbito algo mais, ou captávamos um aroma fraco e fora de estação, como o da neve derretendo a lã de seu casaco de inverno, mas ao meio-dia em pleno agosto como se nas últimas vezes em que o senti como um outro se em vez de uma memória ele tivesse pensado em vir conferir este mundo no momento errado, saindo por acidente do local de inverno em que se encontrava e vindo diretamente para o meio do verão. E é como se, ao fazê-lo, só confirmasse que estava destinado a desaparecer, sua presença no lugar errado, de modo que nessas visitas alarmadas, embora eu não o visse, podia notar sua surpresa, seu desconcerto, o pavor sentido num sonho em que encontramos de súbito um irmão esquecido ou nos lembramos da criança que deixamos ao sopé da montanha a quilômetros de distância, horas atrás, porque de alguma forma nos distraímos e chegamos a acreditar numa vida diferente, e nosso choque durante essas memórias terrív0eis, esses encontros súbitos, surge tanto do sofrimento pelo que negligenciamos como do horror por termos acreditado em outra coisa tão depressa e tão profundamente. E esse outro mundo com que sonhamos primeiro é sempre melhor se não for real, pois nele não rejeitamos uma amante, abandonamos um filho, demos as costas a um irmão. O mundo se desprendeu do meu pai assim como ele se desprendeu de nós. Nós nos tornamos seu sonho."
2 ) Descrição da Natureza. Howard na natureza (Bonito. Quase "sensitivo". Mas precisava tanto ?),

"A chuva da primavera transformava em charcos temporários os sulcos profundos das trilhas abandonadas. A água chegava à altura das canelas e tinha uma cor férrea, turva. Howard por vezes tinha que atravessar um charco, pois cruzava toda a extensão da estrada, entrando na mata. Atravessava com dificuldade, seus pés levantavam do fundo nuvens leitosas, cor de ferrugem, das quais brotavam cardumes de girinos verdes perturbados em suas evoluções rápidas e frágeis. O batuque de um pica-pau ressoava em algum ponto da mata à esquerda de Howard. Pensou em deixar a trilha para encontrá-lo, mas decidiu não fazê-lo. O mato cobria as laterais elevadas da trilha nas partes em que não estava submerso na água metálica. Howard seguiu aquele caminho estreito. A trilha tinha sido mais ou menos reta um dia, mas ao longo dos anos, depois de abandonada, o bosque a desviara, empurrando partes para a esquerda ou para a direita, entortando-a e cobrindo-a pelo alto, de modo que segui-la era como atravessar um túnel. As copas das árvores filtravam a luz do céu em quantidade variáveis. Os ramos dos bordos, carvalhos e bétulas se inclinanavam sobre a trilha, aproximando-se e se entrelaçando e ficando quase indistinguíveis, as folhas mescladas pareciam compartilhar ramos comuns, como se, depois de tantas estações baralhadas, as árvores tivessem se enxertado umas nas outras, tornando-se uma planta única que produzia folhas de várias espécies. A luz ficava retida acima da cabeça de Howard, cintilante e abundante. Muito poucas gotas de luz conseguiam atravessar o emaranhado e chegar à grama. Em dois momentos, Howard passou por lugares em que a luz jorrava até o chão e lá se acumulava o primeiro num ponto em que havia um enorme carvalho seco, e depois onde um raio rachara um abeto gigante.
O que parecia ser o fim da trilha era, na verdade, apenas um desvio para a esquerda ou para a direita, um declive ou uma subida gradual. E o modo como as nuvens se moviam, quase sempre invisíveis, sobre o dossel das árvores, ora a revelar a luz plena do sol, ora a obscurecê-la, ora a difundir ou refletir a luz, e o modo como reluzia e gotejava e jorrava e inundava e girava, e o modo como o vento a dispersava ainda mais entre as folhas trêmulas e o mato inquieto, tudo se combinava para dar a Howard a impressão de que caminhava em meio a um caleidoscópio. Era como se o céu e o chão dessem voltas em círculo à sua frente, de tal forma que a terra, ao balançar para o alto, sobre o céu, deixasse cair folhas e navalhas de relva e flores silvestres e ramos de árvores sobre o azul e, ao descer de volta a seu lugar, recebesse por sua vez uma precipitação de nuvens e luz e vento e sol vinda do firmamento. Céu e terra estavam ora em seu lugar habitual, ora lado a lado, ora invertidos, ora endireitados novamente num rodopio contínuo e silencioso. Animais descuidados avançavam devagar por essa mata giratória; pássaros e libélulas pousavam em galhos e partiam de volta para os céus; as raposas pisavam em nuvens e retornavam ao piso da floresta sem cessar; e um milhão de caudas de girinos se agitavam, descendo do teto aquoso e mergulhando de volta para seus ninhos lamarosos. A luz, também, se estilhaçava como um grande prato e se reu­nia e rachava outra vez, cacos e fragmentos e vidro vívido e feixes à contraluz giravam em permutas serenas e pacíficas e saturavam tudo o que Howard via, até que todas as coisas em si parecessem por fim se dissolver, suas formas contidas por nada mais que penas de luz colorida "
 3 ) Descrição dos mecanismos dos relógios  (estas passagens sem dúvida são as mais difíceis)

"O escapamento de um relógio consiste numa pinça ligada por um eixo, chamada âncora, e numa roda de escape situada acima de todas as peças do relógio. A roda é colocada na pon­ta final do trem de engrenagens. Esta é a parte do relógio que marca o tempo. Se o relógio bater badaladas, terá também um trem de percussão. O trem de percussão move e regula o mecanismo das batidas do relógio, que consiste, em termos simplificados, numa alavanca de destravamento, num mar­telo e num pedaço de ferro em espiral, que, quando acertado pelo instrumento, produz a badalada. As engrenagens rece­bem a energia vinda de uma mola. A mola, ou corda, é uma longa tira de metal achatado em forma de espiral. Ela fica presa, na parte mais interna, à espiral de uma árvore. Esta é girada com uma chave quando damos corda ao relógio. Para evitar que a mola se
desenrasque durante este procedimento, existe um dispositivo de catraca e uma lingueta de clique. Nos relógios mais modernos, a mola fica num cilindro de metal chamado tambor de corda. A mola passa então a se desenrascar, e a energia assim liberada é transferida a uma série de rodas e engrenagens que movem os ponteiros dos minutos e das horas no mostrador do relógio. Ao final deste ciclo encontra-se o escapamcnto. É aqui que a energia gerada pela mola finalmente escapa do relógio. É também onde se mantém a regularidade do passo do relógio; e assim volta­mos à âncora e à roda de escape. A energia passa pela roda de escape, que, situada ao final do trem de engrenagens, é a mais delicada, elegante e sensível das rodas. Ela transmite a energia, que foi domada por engrenagens sucessivas até pas­sar de força selvagem a servo civilizado, de modo a realizar a mais refinada das funções: cooperar com a âncora para mar­car precisamente cada um dos 86.400 segundos de nosso dia terreno, e, além disso, fazê-lo durante oito dias por vez, to­talizando 691.200 segundos, ou 192 horas. Esta cooperação, e cada um dentre essas centenas de milhares de segundos, é ouvida em nosso descanso como o tique-taque tranquilizan­te do relógio de mesa inglês numa noite de inverno sobre o fogo cálido da lareira. Se fizermos uma chamada de presença no correr dos anos, Huygens, Graham, Harrison, Tompion, Debaufre, Mudge, LeRoy, Kendall e, mais recentemente, o sr. Arnold, encontramos uma procissão humilde e variada, mas determinada e paciente, de almas lógicas, todas encurva­das sobre suas mesas de ofício, polindo bronze e calibrando engrenagens e esboçando ideias até que seus lápis se tornas­sem grafite em pó entre os dedos, todos para, aprimorando o ritmo da roda de escape, transformar e transladar com mais perfeição a Energia Universal. Escuta, horologista, os nomes dos mecanismos de escape destes homens: braço oscilante, deadbeat, tique-taque, grelha compensadora, gafanhoto, cre- malheira, gravidade, detenção por mola, vírgulas. A exemplo de nossos maiores menestréis, essas almas viris e sensíveis que abarcam colinas e atravessam madeira, que consideram as ovelhas pastando entre ruínas ancestrais e ali descobrem rima e métrica; em suma, que encontram a música dos mais doces versos, assim também nossos grandes relojoei­ros aprendem que a poesia reside no processo humano de destilar a civilização da natureza desenfreada ! Bem-vindos, companheiros bem vindos ! "

Thursday, April 05, 2012

Kate Bush & Wilhelm Reich - Cloudbusting


Kate Bush - Hounds of Love
Tomei conhecimento de Wilhelm Reich e seu trabalho na época em que seguia a doutrina do enlouquecido mestre indiano – já falecido – Rajneesh (posteriormente Osho).

Rajneesh compartilhava das idéias transgressoras de Reich sobre a força da energia vital  e sua relação com o comportamento humano (individual, coletivo, social, político, etc).

No humano esta energia encontra-se na base da espinha dorsal e pode ser "liberada"  de duas maneiras : através do sexo (o que é mais comum) , ou através de práticas especiais para "faze-la subir" pela espinha até atingir o cérebro e, assim,  "iluminar" a criatura (ou algo proximo disto).

De qualquer forma, atingir a harmonia desta força (identificada como sexual – criadora da vida ) seria fundamental para definir a felicidade e realização da pessoa. 

Tal energia abrange desde o conceito biofísico até o de força de vida universal, sendo uma substância sem massa, onipresente, e que sustenta a vida. 

Este fenômeno é celebrado em muitas religiões, filosofias e culturas sob vários nomes e / ou abordagens,  mas, grosso modo,  em todas possuem o mesmo sentido.

Wilhelm Reich
Reich chamava de “Orgonio”, a Yoga chama de “Kundalini”, a Teosofia de “Prana” , Kardec de “Fluído Cósmico Universal”, o Cristianismo de “Espirito Santo”, etc

Em seus estudos,  Reich afirmava que o bloqueio corporal do orgonio  ( devidamente controlado / destruído pela pátria, família e religião ) era  a raiz de muitos males  da civilização.

Teoria interessante,porém, de  qualquer modo Reich viajou na maionese e afirmou ser capaz de criar máquinas  para “manipular” o orgonio.

Uma chamava-se “acumulador de orgônio” e serviria para - entre outras coisas,  tratar doenças , especialmente o câncer.
Acumulador de Orgonio

Outra chamava-se  “cloudbuster" (estouradoura de nuvens) que serviria para  criar chuva.

Cloudbuster - Estouradoura de nuvens

Com idéias tão radicais é óbvio que Reich passou a ser alvo de perseguição e difamação,  o  que  – agravado por experiências laboratoriais não bem sucedidas (veja aqui) - ,  acarretou sua prisão (onde morreu em 1957)

Dele li apenas “O Assassinato de Cristo”, uma obra contundente que me marcou muito. Nela Reich trata do comportamento das massas idiotizadas que acabam indo de roldão na boiada da histeria e fanatismo. 

Mas aprofundar assuntos filosóficos, científicos e políticos de Reich  não é o objetivo deste post.

O que importa é que quando, em 1985, Kate Bush lançou “Hounds of Love” (até hoje considerado um dos melhores álbuns dela) fui pego de surpresa ao ouvir “Cloudbusting”, uma canção em homenagem a Reich e seu trabalho.

“CLOUDBUSTING” A CANÇÃO :

"Cloudbusting" é uma canção escrita , produzida e interpretada por Kate Bush e trata sobre  a estreita relação entre o psicólogo e filósofo Wilhelm Reich e seu jovem filho, Peter, contada através do ponto de vista de Peter já maduro.

Ela descreve as memórias do garoto com Reich na fazenda da família, chamada Orgonon, onde eles passavam o tempo “estourando nuvens”, um processo de criar chuva que envolvia mirar o céu com uma máquina projetada e construída por Reich, chamada “estourador de nuvens (cloudbuster.)

Mais adiante a letra descreve a repentina captura e prisão de Wilhelm Reich, como também a dor da perda do jovem Peter e sua tristeza por se ver incapaz de proteger o pai.

A canção foi inspirada pelo livro de memórias de Peter, "A Book of Dreams", de 1973, o qual impressionou Kate profundamente.

A referência sobre o “ioiô que brilha na escuridão” pode ser encontrada aqui.

“CLOUDBUSTING” O VÍDEO :

O video dirigido por Julian Doyle, foi concebido por  Terry Gilliam e Kate Bush como um curta metragem.

O curta apresenta o ator canadense Donald Sutherland interpretando o papel de Wilhelm e Kate como seu filho Peter.

O história inicia com pai e filho no topo de um montanha tentando fazer a “detonadora de nuvens” funcionar. Depois de um tempo Reich deixa Peter com a máquina e retorna ao seu laboratório.

Lá , em flashback, ele relembra as várias vezes em que ele e Peter se divertiram juntos trabalhando em vários projetos científicos, até ser interrompido por oficiais do governo que invadem o  laboratório e o prendem

Peter sente o perigo e tenta alcançar Reich, mas acaba indefeso olhando seu pai sendo levado embora. 

Num último adeus, de dentro do carro, Reich aponta a máquina para Peter.  O menino reflete e entende a mensagem.

Peter então retorna correndo para a cloudbusting e a aciona, fazendo a chuva cair.

De dentro do carro Reich maravilhado vê que a máquina funciona.

CURIOSIDADES A RESPEITO DO VíDEO :

As filmagens aconteceram em “The Vale of White Horse” em OxfordshireEngland.

Bush descobriu em qual hotel Sutherlando estava hospedado através do cabelereiro da atriz Julie Christie e foi até lá pessoalmente convidá-lo para participar do vídeo.

O video foi apresentado em alguns cinemas da inglaterra como curta metragem antes da atração principal.

Por causa das dificuldades de Donald obter um visto de trabalho rapidamente na Inglaterra, ele se ofereceu para atuar de graça.

A máquinas “estouradora de nuvens” foi desenhada pelos designers do monstro do filme Alien, e é apenas um pouco maior que a original.

O livro inspirador da canção aparece quando Kate tira um exemplar do “A book of dreams” do paletó de Reich.

Abaixo o vídeo legendado em português.

Tuesday, April 03, 2012

Filme - Jogos Vorazes




Cartaz com Jennifer Lawrence
 Fui  assistir “Jogos Vorazes”  sabendo pouco sobre a história. 


Sabia que se passava no futuro , em um pais chamado Panem onde hoje é  a América do Norte, onde rolava um reality-show mortal.


Depois de acabada a sessão sabia muito mais :
 
Neste país – dividido em 12 tribos ou comunidades -  todos os anos, em nome de manter a paz e evitar guerras – por motivos explicados no filme -,  são sorteados um casal de  adolescentes de cada uma das 12 tribos  para participarem do reality-show “Jogos Vorazes”, onde deverão matarem-se uns aos outros até sobrar apenas um – que seria o grande vencedor. 

Jennifer Lawrence (absolutamente fantástica, numa performance digna de Oscar ) é Katniss Everdreen, a garota moradora do miserável Distrito 12, que se oferece como voluntária para o programa  no lugar da sua irmã caçula que havia sido sorteada primeiramente.  


Seu companheiro de infortúnio é Peeta Mellark  (Josh Hutcherson, muito bem no papel)  com quem tem uma relação conflituosa, meio “entre tapas e beijos”.

A partir daí, acompanhamos a entrada dos dois adolescentes no tal reality-show, que é produzido com todos os elementos “imbecilizatórios”  que tem direito para robotizar e dominar as massas - por um lado o povo se diverte e por outro os adolescentes fenecem -

E aqui o filme pega pesado. 


Não tem essa de “não mostre as crianças morrendo”. As cenas são tri-cruas e assistimos horrorizados o massacre infantil explícito.

Isto passa a ser um mérito do filme, que não doura a pílula e assume o caráter de violência exigido para que a história seja contada com o devido impacto.

"Jogos Vorazes" também é rico em alegorias e simbologias que evocam várias questões da nossa "civilização", tanto histórica quanto moderna. 

 Por exemplo :1) O nome do país é Panem, que vem de "panis et circences", a famosa dupla "pão e circo" da Roma antiga, que seria a fórmula adotada pelos poderosos para robotizar as massas.

2) Os habitantes da capital de Panem têm uma aparência excessivamente artificial, o que reforça a idéia de palhaços e bonecos


3) A divisão explícita entre os trabalhadores dos distritos miseráveis, que comem o pão que o Diabo amassou para sustentar a vida de luxo da e a elite da Capital,  remete diretamente a Metropolis, do Fritz Lang

4) A arquitetura lembra a imponência do Império Romano. Alias, a entrada dos participantes 
nas bigas reforça muito esta idéia.

5) O povo é idiotizado e manipulado pelo reality show, o que não é muito diferente do que ocorre atualmente, com BB´s e coisas do genero.

etc.

Porém como, além destes toques pensantes, "Jogos" também se propõe a contar uma vigorosa história de ação, as referências e símbolos não são aprofundadas adequadamente. 

Mas isto não arruína o filme.

O que atrapalha mais é que algumas situações não são devidamente explicadas.  
Como não li a trilogia, fiquei boiando em vários momentos. 

Também alguns personagens são muito mal desenvolvidos, especialmente o tal de Gale (Liam Hemsworth), o garoto que do Distrito 12 que , aparentemente, é apaixonado por Katniss. 

Com certeza este personagem deve estar bem desenvolvido do livro, mas no filme, para quem não conhece a trilogia, não entende porra nenhuma do que ele ta fazendo ali. 

Acredito que na segunda parte ele diga a que veio.
Peeta Mellark  (Josh Hutcherson)
De qualquer forma achei o filme ótimo (apesar de vários furos) e me motivei a comprar os livros. 

Não vou agüentar ficar esperando os outros filmes para saber o que rola depois da conclusão desta primeira parte.

Ah, e tem outra coisa : tão dizendo que  “Jogos Vorazes”  seria o 
novo Crepúsculo”.

Fala sério. 


Crepúsculo é uma M...  com M maior.  Um produtinho de quinta, rasteiro, absolutamente ridículo, feito para agradar mocinhas românticas e sonhadoras. 

“Jogos”  é outra históira. 


Violento e com vários elementos de crítica social e política é uma obra assustadora que produz reflexão e não deixa ninguém indiferente.

Muito bom


Sunday, April 01, 2012

South Park - Sou cristão e homossexual

Acabei conhecendo o Jose Angel através de vários sites com as piores capas de long plays da história.

Realmente a capa é o supra sumo do brega, mas o  que realmente pega é o título "Madre, soy cristiano  homosexual".

 O artista ,com um rosto triste e sonhador, confessa à  mãe sua condição de gay.

Infelizmente não consegui levantar nada sobre a carreira do cantor.

De qualquer forma acredito que algum impacto este lançamento tenha causado na sua época (que eu não sei qual é).

Fiz um clipe -  abaixo - da música com um bonequinho do South Park interpretando o Jose.


Monday, March 26, 2012

Teatro - Emilinha e Marlene


Uma viagem no tempo, uma fonte de encantos, uma celebração da musica Brasileira.

Com três horas de duração ( o que a princípio me assombrava pois estava vindo podre de cansado do show da Maria Rita em homenagem à Elis no Anfiteatro Por do Sol), “Emilinha e Marlene” não deixa dúvidas de que a palavra “espetáculo” é a que melhor define o que se vê em cena.

A partir de uma espécia de acerto de contas entre duas irmãs - cada uma fã de uma das cantoras - a peça celebra a trajetória artística daquelas que protagonizaram a maís famosa “rivalidade” na história da MPB.

É uma aula de história da música brasileira. 

Começa em 1949 quando, por “circunstâncias polêmicas”, Marlene desbanca Emilinha do título de “Rainha do Rádio” e a “inimizade” entre elas - devidamente fomentada pela mídia - cai nas graças do povo.

A partir daí, em ordem cronológica, a peça avança mostrando em paralelo carreira e a vida das divas e também vários momentos em que elas se encontraram.

Solange Badim e Vanessa Gerbelli estão perfeitas como Marlene e Emilinha, respectivamente.

Me caiu os butiá ao ver a “incorporação” de Solange como Marlene. Quem teve a oportunidade de ver alguma apresentação da cantora fica chocado / assustado com a perfeição da composição corporal da atriz. Isto é claro sem falar do canto e da interpretação. Impressionante.

Ja a Vanessa Gerbelli faz – com uma riqueza de alma abençoada - uma Emilinha doce, apaixonada, cativante. Gente, esta atriz canta pra caralho, e confesso que a meus olhos ficaram molhados em algumas canções, principalmente “10 anos”.

Definitivamente não dá pra dizer qual das duas é “a melhor”. As duas matam a pau em tudo. A cada entrada, a cada linha, a cada canção de cada uma delas, a platéia fica fascinada, arrebatada, maravilhada.

Alias, a platéia é algo digno de nota. A imensa maioria dos presentes – pelo menos na apresentação que vimos no São Pedro – era de, digamos, uma faixa etária mais “avançada” que estava ali para recordar e se divertir. Que fantástico. 

O pessoal tava muito assanhado e não conseguia se conter. Era evidente a felicidade de muitos vovôs e vovós ao reviverem aquelas canções que fizeram parte de suas vidas. 

Antes de incomodar, isto só complementava o clima de nostalgia e deleite que se estabeleceu na casa.

No final das contas, as tais três horas de duração passam a ser “três horas de prazer”. Tudo flui de forma perfeita, generosa,excitante. Os atores, a iluminação, os figurinos, os músicos, o som, tudo enfim em harmonia para uma montagem perfeita, irretocável.

Como se diz, “adoro musicais”, e é simplesmente fantástico ver uma montagem deste nível bebendo na saborosa história da MPB e saciando os espectadores com puros momentos de magia.

Clipes das Divas

Marlene - Lata Dágua - Cena do filme "Tudo Azul"




Emilinha - Tomara que chova - Cena do filme "Aviso aos Navegantes"


Saturday, March 24, 2012

Livro - O Hipnotista (Lars Kepler)

Capa - O Hipnotista

É inacreditável que um livro como  “O hipnotista” seja anunciado com comentários do tipo :

 “Um livro perturbador, uma leitura maravilhosa. Uma reflexão definitiva sobre o mal” (The Washington Post) 
ou 

 “Todas as características de um clássico.  Tenso e bem-feito,  é um romance policial que nos envolve de uma maneira diabólica” (Marie Claire).

Puro engodo.

O livro é ridículo pra dizer o mínimo. 
 
A narrativa aposta  da imbecilidade do leitor com uma história pretensiosa que lança vários laços para não amarrar nenhum de forma  satisfatória.

Senão vejamos :

O livro começa com o assassinato de uma família cujo único sobrevivente é um garoto de 15 anos, esfaqueado, que se encontra no seguinte estado :

 Médica Daniella vendo o garoto pela primeira vez  :

Contracapa
“Um garoto magro está deitado na cama. Apesar dos machucados, tem um rosto atraente. Duas enfermeiras fazem curativos nos ferimentos.  :  há centenas deles (meu comentário : vejam bem,   “CENTENAS !”), cortes e perfurações por todo o corpo, nas solas dos pés, no peito e na barriga, no couro cabeludo, no rosto” .

Depois a mesma médica comentando a situação com o Detetive Joona :

"- Como está o garoto, doutora ?
- Em choque circulatório.
- O que isso significa ?
- Ele perdeu muito sangue . Seu coração está tentando compensar isso e começou a acelerar.
- Conseguiu conter a hemorragia ?
- Acho que sim, espero que sim, e estamos dando sangue a ele o tempo todo, mas a falta de oxigênio pode afetar o sangue e danificar o coração, os pulmões, o fígado, os rins.
- Ele está consciente ?
- Não.
- É urgente que eu tenha uma chance de falar com ele.
- Detetive, meu paciente está por um triz. Se sobreviver aos ferimentos, não será possível falar com ele por várias semanas”.

Bem, eu diria que o garoto ta bem mal, não ?

Então o que acontece ?

- ATENÇÃO  ! – NÃO LEIA OS COMENTÁRIOS ABAIXO CASO TENHA INTENÇÃO DE SE AVENTURAR NESTA BOMBA !

Logo em seguida se revela que o próprio garoto matou toda a família e se auto-infligiu a tal de CENTENAS DE FERIMENTOS!

E isto é SÓ O INÍCIO.  

Logo depois o adolescente assassino foge do hospital (sim, naquele estado  ótimo descrito anteriormente) e sai enlouquecido matando gente pelo caminho.

Mas isto NÃO É O PIOR !.

Para  dar “densidade” à   obra,  os autores (sim, o tal de Lars Kepler é pseudônimo de um casal sueco - Alexandra e Alexander Ahndoril - que comete livros a quatro mãos), montam uma história paralela ao do garoto-assassino-esfaqueado,  onde o filho (Benjamin) do hipnotista (Erik) é seqüestrado. 

Benjamin tem uma doença séria no sangue que o obriga a tomar injeções especiais.  É claro que o tempo corre e todos se desesperam para resgatar o menino antes do prazo de ataque da doença acabar com ele.  

E como ocorrem as descobertas de onde o menino está ?

 Dentre outras coisas, por uma absurda sorte do destino, O GAROTO FOI SEQUESTRADO COM UM TELEFONE CELULAR PENDURADO NO PESCOÇO E OS BANDIDOS NÃO NOTARAM !!!! E assim o garoto usa o celular para se comunicar !!

MAS ISTO NÃO É O PIOR !!!

Para acabar definitivamente com o “livro”, na página 429 acontece uma coisa que, juro, não acreditei quando li.

Tive que parar, me concentrar, acalmar, ler novamente, especular se não era erro de tradução, até me convencer definitivamente de que, sim, os autores “escreveram” aquelas linhas.

O que ocorre ?

O pai finalmente descobre onde o filho doente está preso,  e liga à noite para o detetive encarregado do caso. 

Transcrevo (com vergonha) as tais linhas abaixo :

Pai falando :

“ - Acho que Lydia levou Benjamin para a casa assombrada de Jussi. Fica em algum lugar da periferia de Dorotea, em Vasterbotten, Laponia”

Meu comentário : o pai está dizendo que Lydia, a seqüestradora, levou seu filho para a casa de Jussi (outro personagem) que fica na periferia de Dorotes, Vasterbotten, Laponia, ou seja com todas as dicas de localização  - só falta o Google Earth,  mapa impresso e GPS.

Seguindo a transcrição :

“- Voce acha ? “ – (responde o detetive)

“ – Estou quase certo – responde Erik insistente – Não há mais vôos hoje. Você não precisa ir, mas eu reservei  três passagens para amanhã de manhã” .  (as três passagens seriam para Erik, sua esposa e o detetive)

Então o que eles fazem ?  Erik e sua esposa VÃO DORMIR E O DETETIVE VAI PARA UMA FESTA !

SIM, com TODOS SABENDO O PARADEIRO DO GAROTO AGONIZANTE é isto o que acontece. Nenhum deles se  lembra de telefonar para a polícia de Dorotes, Vasterbotten, Laponia, e pedir que IMEDIATAMENTE MANDEM UMA VIATURA POLICIAL PARA LIBERTAR O MENINO  - Isto só ocorre na MANHÃ SEGUINTE !

Ah, mas atrás disto tinha uma intenção !!  O casalzinho autor quis criar um final apoteótico  e inacreditável envolvendo pai, mãe, detetive, bandidos, o garoto e um velho que aparece do nada no meio da neve;  então por isto eles não podiam pedir ajuda policial na noite anterior.

Bem, dizem que este horror vendeu mais de 1 milhao de exemplares.

Me pergunto : alguém em sã consciência gostou ?

Que medo...

Os "autores"




Sunday, March 18, 2012

Propagandas Gay


Chocante para quem ?



Propaganda, posters, logotipos, banners, folders, anúncios, etc há muito são usados para passar mensagens, conquistar, aliciar,  oferecer produtos, definir idéias, comportamentos, atitudes,  enfim são meios utilizados quando se quer “vender algo”, seja o que, em qual nível, intenção ou nicho for.

Os exemplos abaixo - todos falsos -  dizem respeito ao universo gay; desde propagandas homofóbicas até divertidas.




PROPAGANDAS  ANTI-GAY  (estes posters têm a intenção de explicitar a homofobia a partir de uma visão sócio-política escrota)

Voce tomaria um banho com estes caras ?!
CUIDADO ! NAO DEIXE QUE OS SODOMITAS
RECRUTEM VOCE PARA SEU ESTILO DE VIDA !
O MUNDO CONDENA ESTE TIPO DE AMOR
DESEJOS ANORMAIS

SODOMITAS HEREGES ESPALHAM DOENÇAS
NÃO PERMITA AOS GAYS QUALQUER CHANCE COM VOCÊ




















ESCOTEIROS, PREPAREM-SE  PARA COLOCAR OS
SODOMITAS HEREGES
ONDE ELES MERECEM
- Por uma América Cristã -

ESFAQUEADA !
A AGENDA GAY ATACA NOSSA LIBERDADE CIVIL !
Comentário ; A "Gay Agenda" é um nome genérico para o conjunto de esforços  envidados
pelo governo americano na  construção dos direitos sociais dos gays.























PROPAGANDAS PRÓ-GAY


- Você tem fogo, soldado ?
 PERGUNTE ! CONTE !
(jogada com o don´ask, don´t tell sobre os gays nas forças armadas americanas )
-  O NOVO EXÉRCITO -
NÃO PERGUNTAMOS NADA


PROPAGANDAS DIVERTIDAS 


COMO ELES QUEREM VENCER NOSSA GUERRA
QUANDO SÓ SABEM PENSAR EM SE CASAR ?
- CASAMENTO GAY COLOCA A AMÉRICA EM PERIGO ! -

QUANDO O GATO ESTÁ FORA
OS RATOS FAZEM A FESTA !

"SUSPIRO"  ...
PORQUE OS CARAS MAIS QUENTES
SÃO SEMPRE GAYS ?


“EU ESCOLHO A HETEROSSEXUALIDADE  !”

“É VERDADE !

BOB ERA UMA SUPER BIXA ATÉ EU COLOCAR MINHAS MÃOS NELE.
AGORA ELE SE VESTE MAL E NÃO SUPORTA OUVIR KYLIE  MINOGUE !

ENTAO SEJA COMO BOB !

ESCOLHA A HETEROSSEXUALIDADE !”


Coroner Klink diz :
EXAME RETAL OU SEM PRIVILÉGIOS POR UM MÊS
Trazido a voce por SONDA (PROBE)
Prevenção do Sofrimento Retal por Artistas
Indo audaciosamente indo onde nenhum homem jamais esteve desde 1965 !



- OS GAYS INSPIRAM BEYONCE DESDE 1958 -

Comentario : paralelo entre este anuncio de 1958
e o modelito que a Beyonce usou no
"All the single ladies"


















Beyonce - "All the single ladies"

Thursday, March 15, 2012

Filme - O Artista

O Artista
- Poster - 
Quem viu “Rainha Cristina”, filme de 1933 com a Diva Greta Garbo, não pôde deixar de notar a voz  meio esganiçada do seu par romântico, o ator John Gilbert.

Gilbert,  até então um astro do cinema mudo, não conseguiu manter a carreira  com o advento do som cinematográfico -  exatamente por conta da sua voz inapropriada.  

Greta Garbo & John Gilbert
 - A Rainha Cristina -
Antigo co-astro -  e namorado - de Greta Garbo, Gilbert só conseguiu atuar no “falado” “A Rainha Cristina” por pressão da diva, a qual, esta sim,  conseguiu fazer a transposição das películas mudas sem um arranhão sequer na sua imagem. - Na verdade as platéias ficaram extasiadas com a voz rouca e grave daquela que até então era apenas “um rosto”. -

“O Artista”, apesar de obviamente não ser sobre a  vida de Gilbert, se passa exatamente naquela época quando o cinema começou a falar, o que acarretou a ruína de várias carreiras -  enquanto outras despontaram.

Douglas Fairbanks
Aqui, o ator frances Jean Dujardin (simplesmente sensacional numa espécia de crossover entre Douglas Fairbanks e Rudolph Valentino )  faz   George Valentin, grande astro do cinema mudo que vê sua carreira naufragar por não se adaptar a chegada das fitas sonoras.

Em contraponto,  explode a popularidade  da jovem atriz  Peppy Miller ( a argentina Bérénice Bejo ), que nutre  uma intensa paixão por Valentin -  aliás uma das cenas mas lindas é quando Peppy “namora” com o paletó do bonitão.

Rodolfo Valentino
Com ecos óbvios de “Nasce uma Estrela”  (“trocentas” vezes refilmado – e dizem que  tem uma “Versão Beyonce“  programada)  e “Cantando na Chuva”- principalmente no final -, o filme de Michel Hazanavicius  é uma declaração explícita de amor ao cinema.  É um exercício cinematográfico  na sua forma mais, digamos, “primitiva” quando então tudo o que se tinha para contar uma história eram imagens e musica. 

Porém, com este caráter de “primeiras eras”, o filme  pode assustar as platéias atuais, principalmente aquelas que curtem ser amortecidas por efeitos especiais e ritmos frenéticos.

Mas quem compra a idéia do Artista,  é recompensado com uma bela viagem a um tempo onde   a magia e o encanto se produzia com simplicidade e descomplicação. Ótimo.

Dirigido por Michel Hazanavicius.
Com: Jean Dujardin, Bérénice Bejo, John Goodman, James Cromwell, Penelope Ann Miller, Missi Pyle, Malcolm McDowell, Beth Grant, Ed Lauter.


Jean Dujardin & Bérénice Bejo