Hino do Blog - Clique para ouvir

Hino do Blog : " ...e todas as vozes da minha cabeça, agora ... juntas. Não pára não - até o chão - elas estão descontroladas..."
Clique para ouvir

Thursday, January 10, 2013

Filme - Os Intocáveis


Os intocaveis - poster
Por “intocáveis” pode-se pensar em figuras de  dois extremos da sociedade, tipo um pária e um brâmane da sociedade de castas hindu ou do Nepal ( na verdade o conceito de "intocável" aplica-se exclusivamente aos párias)

De um lado, o  milionário Philippe (François Cluzet, o Dustin Hoffman francês, ótimo como sempre), - o brâmane - , altamente erudito, requintado, aristocrata,  fino, chique, elegante, porém tetraplégico.

De outro, o estrangeiro Driss (Omar Sy), - o pária-,   um semi-marginal, ex-detento, meio-órfão, quase um homeless, desempregado,  apreciador de funk  de raiz (tipo Earth, Wind and Fire, Kool and the Gang) .

Dentro de um “sistema de castas” (que existe quer queiramos ou não, mesmo camuflado), pode-se imaginar que estes dois universos jamais se tocariam, seja por discriminação, preconceito, temor, condição econômica, condição profissional, poder, etc.

Ou seja, cada macaco no seu galho, cada classe no seu mundo .

Porém este inusitado acontece quando Philipe contrata (em teste) Driss como seu cuidador pessoal.

A partir daí a aproximação que ocorre entre os dois irá desencadear diversas experiências que irão transformá-los, que irão abrir em ambos novos olhares, horizontes e possibilidades de vida

François Cluzet & Omar Sy
Baseado em fatos reais, “Os intocáveis” mostra a bela relação que se estabelece entre estes dois homens, de mundos tão distintos, a partir do momento em que a intimidade emocional (o básico do humano) os conecta e os engrandece.

Algumas cenas são fantásticas, especialmente aquela da associação das músicas clássicas com a mídia  e a outra com os vários formatos de barba e bigode que Driss vai esculpindo no rosto do Philipe.

Não é um super filme, mas vale a pena, mesmo porque assistir  um longa baseado em valores humanos é sempre bom.

Mesmo soando piegas.

---------------
 Trailer abaixo



Sistema de Castas

Só para registro : O desenho abaixo representa o sistema de castas da India, que é condenado por lei mas que ocorre na prática cultural do povo.

Monday, January 07, 2013

Filme - Amour

Amour - Poster
Confesso que para mim não é fácil assistir a um filme do Michael Haneke.   

Só consigo "atacar"  seus longas após uma “preparação”, que inclui entre outras coisas, exercitar um reforço emocional  a fim de não sair arrasado do outro lado.
 

Sim, porque depois de assistir , por exemplo, “A professora de piano”, “Cache”, “O sétimo continente”, “A fita branca” e “Violência Gratuita”, dizer que saí “perturbado” é pouco.
 

O que seus filmes me causam são, digamos, “experiências bizarras”. Isto no sentido de que acabo revolvido, moído e remoído, meio zumbi  no deserto.
 

Então, sabendo disto, porque continuo a ver suas obras ? Porque insisto em praticar este jogo masoquista ?
 

Será por ele  ser  o maior diretor de cinema em atividade ? Será porque , dentro da sua coragem, suas obras transcendem em muito a “arte cinematográfica” e acabam fuçando de forma implacável nas patologias mais darks da alma humana ? Será porque de seus filmes sempre se esperam “supresas” – terríveis é certo – e elas sempre acontecem e nos detonam ?  Será porque ele não tem piedade dos seus espectadores – e nem de seus personagens - e isto acaba nos atraindo de uma forma meio medonha? Será porque ele, de forma absolutamente fria,  muitas vezes ultrapassa os limites do “suportável”  e, mais do que “chocar”, “acaba ” com os miolos das criaturas ? Será porque dentro desta “perversidade”, ele  escancara e joga na nossa cara “naturezas humanas” (instintos, sentimentos, emoções, taras, desvios  e outras amenidades do gênero), que muitas vezes negamos , fingimos desconhecer ?
 

Não sei.
 

Eu diria que é isto tudo e muito mais, e assim permaneço fiel entre a repulsa e a fascinação.
 

Então ao sentar para assistir  “Amour” eu tinha certeza de que não sairia incólume depois de duas horas.
 

E não deu outra.
 

Acabei o filme completamente em frangalhos, totalmente depenado.
 

------------------------------
 

Haneke dirige Emanuelle e Jean-Louis
 Premiado com a Palma de Ouro em Cannes, “Amour”  é “apenas” sobre envelhecimento e morte. 
Assim, direto, sem maquiagem nem vaselina.
 

Haneke disse que começou a escrevê-lo depois que se perguntou :  "Como é lidar com o sofrimento de alguém que amamos ?”.
 

E isto é o que o longa explora de forma soberba ao contar  a história  (ou final da ) de Georges (Jean-Louis Trintignant) e Anne (Emmanuelle Riva),  um casal de cultos músicos octagenários aposentados, que moram sozinhos em um amplo apartamento em Paris ( Eles têm uma filha  - Isabelle Huppert -  que mora no estrangeiro e ocasionalmente os visita).
 

Certo dia Anne sofre  um derrame e fica com um lado do corpo paralisado.  De volta ao lar ela faz Georges prometer que, aconteça o que acontecer, ele não a mandará de volta hospital e que a cuidará em casa.
 

Georges concorda e, a partir daí, - a medida em que a doença avança -  acompanhamos a declínio físico e psíquico de Anne,  ao mesmo tempo em que testemunhamos a luta dolorosa e infrutífera do esposo  para evitar a total decadência da amada.
 

Porém Anne torna-se  cada vez mais incapaz e passa a necessitar de auxilio (profissional ou não) para tudo.  

Aos poucos perde os movimentos, a fala, o raciocínio, a razão.  Gradativamente torna-se uma “criança assustada” e desamparada, que geme, chora e chama pela mãe.
 

George   acompanha atônito a decrepitude da esposa.  Sabe-se derrotado  diante da perda inevitável da companheira mas, mesmo assim, faz tudo o  que pode para ajudá-la.
 

Tudo obviamente inútil,  e o final já é revelado no início : morte.
 

Fim.

-------------------


Falar de “interpretação” aqui é quase uma ofensa.
 

Jean-Louis Trintignant e Emmanuelle Riva estão além de qualquer elogio.
 

Ele  (outrora um ator belíssimo) estampa uma máscara de perplexidade e dor absolutamente real.
 

Ela faz uma Anne  quase “documental “.
 

Não é uma atriz o que está em cena, e sim a explicitação terrível de uma dolorosa  verdade humana.
 

Algumas de suas cenas são quase “inaterpretáveis “ (sic). Então como ela conseguiu? Isto se chama “talento”? .. ou é outra coisa misteriosa?
 

Com Emmanuelle nós praticamente testemunhamos a morte de uma pessoa e não uma atriz interpretando a morte de uma pessoa.
 

Só vendo para acreditar - e dizer mais é desnecessário.

-----------------------------

Georges desperta de um pesadelo
 Haneke diz que seus filmes são “Mais fácil de fazer do que ver”.
 

Isto demonstra que o maldito sabe que o povo vai enfrentar uma barra punk com suas obras, que sabe que vai incomodar e mexer com as pessoas.
 

No caso de  “Amour” , não apenas incomoda e mexe,  mas também arruína corações e mentes dos espectadores.
 

Eu simplesmente chorei.
 

E o mais apavorante é que o filme não tem nenhuma cena piegas, daquele tipo com um personagem debulhado em lágrimas sob uma orquestra de violinos.
 

Muito pelo contrário
 

O estilo frio, lento e minimalista do bruxo é absurdamente eficiente em abrir um pequeno corte através do qual ele vai  pacientemente eviscerando o incauto assistente.
 

De repente tu te pega vazio, murcho, desossado, testemunhando uma tragédia,  e tão impotente quanto os protagonistas diante do inexorável fim da existência.
 

Então o que resta fazer ? Chorar.
 

Mas tu chora  por quem ? 

Pela Anne, pelo Georges, pela morte dos teus amados ou pela certeza da tua própria ?


------------------

Trailer abaixo 

Saturday, January 05, 2013

Gato Toldo e Cão Hachiko

Gato Toldo
A história de um gato que leva presentes diariamente ao túmulo de seu mestre, morto há mais de um ano, comoveu os habitantes da pequena cidade de Marliana, na Toscana (centro da Itália).

"Toldo traz coisas pequenas, como galhos, folhas, palitos e copos de plástico", contou à AFP Ada, a viúva de Iozelli Renzo, que vive na pequena cidade medieval de Montagnana Pistoiese, pertencente ao município de Marliana.

"Às vezes ele vem comigo e às vezes ele vai sozinho. A cidade inteira o conhece agora", diz a viúva.

Toldo, um gato cinza e branco de três anos, participou do funeral de Renzo Iozelli em setembro de 2011 e desde então tem o hábito de visitar o cemitério, algo que geralmente os cães fazem.

"Ele realmente amava o meu marido, ele o acompanhava por toda parte. Agora ele está comigo, minha filha e meu genro, e também gosta bastante de nós", acrescenta Ada.

Mas o percurso cotidiano até o cemitério deixa Toldo cansado com este frio. "Ele não tem saído muito estes dias. Ele está com bronquite", disse a viúva.

Fonte : Zero-Hora
-------------

HACHIKO

A devoção de Toldo lembra muito a história de Hachiko,  o cão símbolo de fidelidade que viveu no Japao entre os anos 1923 e 1935.

Hachiko tinha o costume de esperar seu dono , o professor Hidesaburō Ueno, todos os dias no final da tarde,  em frente a  estação de trem de Shibuya,, quando o professor retornava do trabalho para casa.

Quando o professor morreu, em 1925, Hachiko continou a montar guarda no mesmo local em frente a estação, até sua morte em 1935.
Estatua de Hachiko

Sua história comoveu as pessoas e, em sua homenagem, foi erguida uma estátua de bronze que hoje é um popular ponto de encontro em frente a  estação da cidade.

Clique aqui para saber toda a história deste cão inspirador.
----------------------
Foram feitos pelo menos dois filmes contando a história de Hachiko.

Uma versão japonesa e uma americana, com o Richard Gere.

O clipe abaixo foi feito a partir da versão americana,  e, na sua primeira parte,  é sublinhado pela balada do Bryan Adamns,  “I'll be right here waiting for you”, que no seu refrão diz :

"Onde quer que você vá
O que quer que você faça
Eu estarei bem aqui esperando por você
O que quer que isto custe
Ou como  meu coração se parta
Eu estarei bem aqui esperando- por você"

Hachiko - Uma história verdadeira



Brian Adamns - I´ll be right here waiting for you (legendado)


Memória - Millor Fernandes


Como sempre na edição da retrospectiva do ano que passou, a Veja publica a seção Memória, onde registra aqueles que partiram no período.

Na edição para 2012, o destaque absoluto da seção, foi para o Millor Fernandes, um dos maiores gênios das letras que este país já teve.

Um homem múltiplo (jornalista, escritor, artista plástico, tradutor. autor de peças teatrais ).

Um acúmulo de talentos, raro de acontecer.

Eu sempre o admirei e, particularmente, existe um fato marcante na minha vida que o envolve :

A primeira peça que vi com a Fernanda Montenegro foi "É", de autoria dele.

Isto foi no final da década de 70, logo depois da minha família mudar do interior para Porto Alegre. Era sonho da minha mãe ver a diva ao vivo, então não perdemos a oportunidade de realizá-lo.

Lembro nitidamente do início e do final da peça, nos quais a "monstra" dia apenas "É".

No início, a palavra é usada no sentido imperativo, tipo "É, meu nome é fulano de tal";  e, no final, é usada num tom de reticências / reflexivo, tipo ao comentar uma situação  : "É, a coisa é esta...", ou "É, a coisa tá braba...". Inesquecível.

--------------------

Millor foi um homem que viveu e comentou com fino humor e ironia as várias mudanças políticas e sociais que o país (e de resto a humanidade) passou nas ultimas décadas.

Neste período tivemos a oportunidade de acompanhar seu  trabalho  publicado nas maiores revistas e jornais do Brasil, com destaque absoluto para o nanico O Pasquim (que meu pai trazia para casa religiosamente). 

Também foi um grande pensador, com uma capacidade espantosa de concisão.

Seus aforismos sáo obras primas  e traduzem de maneira espetacular inúmeras verdades existenciais.

Por tudo isto, penso que a alcunha de "Mago das Letras", poucas vezes foi tão bem empregada quanto no caso dele.

Ele se foi, mas seu trabalho esta aí para continuar a nos impressionar e inspirar para sempre.

---------------------------

Voltando ai início, a homenagem da Veja Restrospectiva 2012 ao  mestre foi espetacular. 

Eles montaram um texto único a partir dos seus aforismos publicados entre 1968 e 2009. 

Ficou fantástico e o reproduzo abaixo.

----------------------------

“Da vida só me tiram morto”

Eu posso não ser um grande  humorista, mas tenho certeza de que sou constante motivo de riso de muita geme. Sempre disse e aqui repito: eu também não sou um homem livre. Mas muito poucos estiveram tão perto.

Eu sempre sei do que estou falando. Tirando isso não sei mais nada. O que espero dos leitores é que cumpram a sua função, como eu cumpro a mi­nha. Eu, jornalista, escrevo. Leitores leem. Muitos dão a vi­da por suas crenças. Nunca ar­risquei a vida pelo meu ceticis­mo. Não posso falar dos seres humanos que mais admirei na vida porque são nomes sem no­me, caras que nunca frequenta­ram a luz da ribalta. Gente que viveu a vida como deve ser vi­vida — de maneira puramente existencial. Quanto aos que merecem ser esquecidos, ah, desses coerentemente eu não me lembro.

Fiz três revoluções, todas perdidas. Foi aí que resolvi me afastar da política. Me senti como um navio abandonando os ratos. A primeira revolução foi contra Deus, e ele me ven­ceu com um sórdido milagre. A segunda com o destino, e ele me bateu. deixando-me só, com seu pior enredo. A terceira con­tra mim mesmo, e a mim me consumi, e vim parar aqui.

Não se iludam comigo. Mes­mo no verão, quando vocês me virem, saudável e queimado, correndo pela praia às 7 da matina, podem estar certos de que já consumi pelo menos um jornal inteirinho, ou, numa contenção heróica, me reservo para, com esse esforço, ganhar o direito de sentar numa poltrona e abrir o jornal na espe­rança de encontrar a manchete com que sempre sonhei: O mundo acabou ontem".

A infância não, a infância dura pouco. A juventude não, a juventude é passageira. A velhice sim. Quando um cara fica velho é pro resto da vida. E cada dia fica mais velho. É meu conforto. Da vida só me tiram morto.

A gente só morre uma vez. Mas é para sempre. Existe im­posto de renda depois da morte? Reparem só: ao nascer e ao mor­rer o homem parece um santo. O que eu acho fajuto, quando eu morrer, é tanta mulher de luto

Todo homem nasce original e morre plágio, Enfim um escritor sem estilo.

---------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Frases do Millor








































Thursday, January 03, 2013

Filme - A viagem (Cloud Atlas)

Cloud Atlas - Poster
A viagem (Cloud Atlas)  é uma produção alemã escrita e dirigida por Lana and Andy Wachowski (da trilogia Matrix) e  Tom Tykwer ( do aclamado “Corra, Lola, corra”), e é considerado a mais cara produção independente de todos  os tempos.

Baseado num livro considerado inadaptável para as grandes telas, “A viagem” definitivamente não é um filme para qualquer um.

O livro de  David Mitchell, no qual o filme é baseado (não lançado no Brasil), é um gigantesco épico e consiste de seis histórias inter-relacionadas que levam o leitor do remoto Pacífico Sul  no século 19 (1849) a um distante futuro pós-apocalíptico (2321). 

Em 2004 (ano do seu lançamento na Inglaterra),  a obra venceu o  Premio British Book Awards  (Literary Fiction Award)  e o Livro do Ano  Richard & Judy , e tambem foi listado para vários outros prêmios (  Booker Prize, Nebula Award, Arthur C. Clarke Award, etc).

Em Cloud Atlas, as histórias se conectam umas às outras de várias maneiras,  sendo que a principal delas  é  a reencarnação dos personagens em várias formas / raças humanas (ou não), o que nos dá a visão da “evolução” – do cumprimento do karma -  de cada alma através dos eons .

Mas não é só isto. Quem se aventurar em assisti-lo também vai encontrar pela frente uma jorrada / jornada  de histórias, temas,  textos, sub-textos, símbolos e significados, que  pretende desenhar  um intenso  caleidoscópio de idéias (políticas, sociais, religiosas, filosóficas e metafísicas),  o que  pode fascinar e desafiar  algumas mentes ou assustar e provocar rejeição em outras. 


A sinopse oficial para “Cloud Atlas” descreve o filme como:

“Um estudo  de como as  ações  individuais impactam umas às outras  no passado, presente e futuro. Como  uma alma é transformada de um assassino em um herói, e  como um ato de bondade ecoa   através dos séculos para inspirar uma revolução”

E, conforme Lana Andy Wachowski  diz : a ambição era “pegar” a  audácia “de Moby Dick e casá-la com 2001 – Uma odisséia no espaço

Dito assim, a coisa toda parece grande e pretensiosa. - E é -. E repetindo :   o que para alguns resulta em um jogo profundo e desafiador para outros pode desaguar  num imbróglio vazio e desconexo.

Fico com a primeira opção.


O certo é que ninguém  fica indiferente.

---------------------

Ao contrário do romance original (que segue uma ordem cronológica) , o filme é estruturado, de acordo com o romancista David Mitchell, "como uma espécie de mosaico pontilhista.

Então ficamos em cada um dos seis mundos apenas o tempo suficiente para um gancho ser lançado.

A partir daí, então, o filme salta de mundo a mundo à velocidade de um prato giratório, revisitando cada narrativa por tempo suficiente para empurrá-la para a frente,  o que nos atrela a poltrona para acompanhar as ações dispersas pelas várias épocas e lugares,   mesmo não entendendo tudo, pois é impossível acompanhar claramente todos os acontecimentos e implicações sem ter lido o livro.

------------------------

As seis histórias são:

1 ) “The Pacific Journal do Adam Ewing”

Oceano Pacífico Sul, 1849.  Adam Ewing, um advogado americano de San Francisco durante a corrida do ouro na Califórnia, chega  às Ilhas Chatham para fechar um negócio – envolvendo escravos -  com o reverendo Gilles Horrox, em nome do seu sogro, Haskell Moore. 

Lá ele testemunha o açoitamento de um escravo Moriori, Autua,  que foge, embarca como clandestino no  navio de Ewing (quanto este volta para casa), e pede ao advogado para   mantê-lo escondido em sua cabine. 

Autua diz ser um exímio marinheiro,  o que faz com que Ewing julgue que isto seja um bom argumento para que o capitão do navio, Molyneux,  aceite a presença do escravo e o assuma como novo empregado de bordo.

Só que o Capitão Molyneux finge concordar com Adam e logo revela ter outros planos (não tão nobres) para  Autua.

Enquanto isso, o Dr. Henry Goose – outro passageiro do navio e aparentemente um bom amigo de Adam -  lentamente envenena  Ewing, alegando tratá-lo para a cura de  um ataque de um verme parasita. Porém, na verdade,  seu  objetivo é roubar os valores (moedas de ouro) que o jovem transporta.

Quando Goose vai  administrar a dose fatal de veneno, Autua salva Ewing.

Voltando para a América, o advogado enfrenta o sogro, Haskell Moore, e queima o contrato fechado com o reverendo Gilles Horrox. 

Após, ele e sua esposa Tilda   rejeitam a  cumplicidade de Moore com a escravidão e partem para viver ao lado dos abolicionistas.

Fim da primeira história.



Nota :

Na segunda história sabemos que Ewing publica um jornal chamado “The Pacific Journal do Adam Ewing” (ao estilo de Herman Melville – autor de Moby Dick, ou seja, na primeira pessoa), no qual, entre outras coisas relata seus dramas vividos na viagem marítima com Autua e o Dr Goose.

A versão em formato de livro deste jornal vai fazer a link com a proxima história.

------------------

2 ) Cartas de Zedelghem

A próxima história acontece em Zedelghem, Bruges perto, Bélgica, em 1931.

Ela é contada em forma de cartas de Robert Frobisher, um  jovem músico bissexual  - sem dinheiro e renegado  por seu pai (o que é mostrado de modo quase imperceptível no filme ) -,  ao seu velho amigo e amante, Rufus Sixsmith, sitiado em Cambridge.

Frobisher, praticamente falido, encontra trabalho como amanuense (aquele que documenta textos à mão) de um velho compositor, Ayrs Vyvyan, casado com a judia Jocasta.. 

Talentoso, ele ajuda e inspira Ayrs na composição da sua obra prima “O Sexteto Nuvem Atlas”.

Em determinado momento, Vyvyan recebe a visita de Tadeusz Kesselring,  um alemão arrogante e simpatizante do nazismo que aprecia suas composições. Esta visita estabelece o clima ameaçador do ambiente político-social da época.

Depois  algum tempo Robert desenvolve um "sentimento maior" em relação ao velho compositor e acreditanto em “sentimentos recíprocos”, o jovem  o assedia   (não sem antes ter se envolvido sexualmente com a esposa do mestre), situação onde  acaba sendo ridicularizado por Ayrs.

Ultrajado e envergonhado,  Frobischer decide partir levando sua obra, “O Sexteto Nuvem Atlas”.
Vyvyan então  ameaça denunciá-lo publicamente como “sodomita degenerado” e o desafia.  Robert transtornado atira em Ayrs e foge,  o que o levará a um fim trágico.

Fim da segunda história.



Notas :

Na casa de Ayrs, Frobisher encontra e lê primeira parte do “The Pacific Journal do Adam Ewing” ( o livro está rasgado), e fica incomodado por não saber como a história do advogado de 1849 termina (ele desconfia que o Dr Goose estava envenenando Ewing no navio – o que era real).  

Na verdade,  a segunda parte do “The Pacific...” estava bem perto dele, e seu local é revelado num movimento de câmera, porém tarde demais pois o destino de Robert já estava selado.

------------------------------
3) As meias-vidas : o Primeiro Mistério de Luisa Rey.

A terceira história é no estilo de um thriller de mistério , e  ocorre em Buenas Yerbas, Califórnia, em 1973.

Luisa Rey é uma jovem jornalista que por acaso, após uma festa, fica presa em um elevador com Rufus Sixsmith, o destinatário  das cartas da história anterior (o amigo e amante de Robert Frobisher),  e  que agora é  um velho cientista.

Ruffus insinua  a Rey  que ele pode ser um informante de alguma coisa grande (uma big denúncia), o que desperta o interesse da jornalista.

O que ocorre é que o cientista é detentor de provas sobre a frágil segurança de uma usina  nuclear em Swannekke Island , na qual trabalha e cujo proprietário é Lloyd Hooks.

Ruffus possui um dossiê com várias provas sobre a situação do local, porém antes de passá-lo à Luisa – ele a chama ao seu apartamento -  é “apagado” pelo matador Bill Smoke, que recolhe os documentos incriminadores  após o “serviço”.

Luisa, ao deparar-se com o corpo de Rufus, encontra as cartas de Frobrisher. 

Ela as recolhe e encanta-se com as missivas, o que a faz procurar uma gravação de  “O Sexteto Nuvem Atlas”.

Numa velha loja de discos , ao ouvir a composição, Luisa tem a impressão de já a conhecer. Porém o vendedor  diz que isto é quase impossível pois a gravação é raríssima e que existem poucos de seus exemplares no mundo.

A jornalista continua a investigação sobre Swannekke Island, e logo se vê enredada numa cadeia de perseguição e assassinatos.

Nesta aventura ela recebe ajuda de um ex companheiro de combate de seu pai, Joe Napier,  e de outro empregado da usina, Isaac Sachs – com o qual estabelece um link  esfumaçado, à Carlos Castaneda - , que também é morto.

No final ela consegue uma cópia do dossie incriminador com a sobrinha de Sixsmith, Megan,  e em troca ela entrega à jovem as cartas de Frosbrisher - (no livro ela recebe mais oito  cartas da garota).

Fim da terceira história.
Nota :

Outro personagem que ajuda Luisa é Javier Gomes, um garoto vizinho seu. Sabemos depois que Javier torna-se um escritor, cuja obra “As meias-vidas: o Primeiro Mistério de Luisa Rey” fará o link com a quarta história

-------------------------------

4 ) O medonho  calvário de Timothy Cavendish

Reino Unido, 2012. Timothy Cavendish, um editor de 65 anos de idade, tem uma sorte inesperada quando Dermott Hoggins, um autor  meio gangster cujo livro publicou, mata de forma espetacular  um crítico que acabou com sua obra.

Obviamente Hoggins é mandado para a prisão, e seu livro – apesar de ser uma droga -  se torna um grande sucesso de vendas.

Cavendish comemora, porem os irmãos brutamontes de Dermott buscam Cavendish e exigem 50 mil libras em dinheiro.

Porém, mesmo tendo nas mãos  um best-seller, toda a grana que entrou para o editor só serviu para cobrir dívidas.

 Desesperado Timothy busca socorro em seu irmão milionário, Denholme.  Este, já de saco cheio com as artimanhas do velho editor, ao invés de ajudá-lo,  simula estar mandando-o para um hotel, quando, na verdade o destino é uma espécie de casa de repouso -prisão, onde o idoso é trancafiado e  perseguido pela implacável e sádica Enfermeira Noakes.

Inconformado, Cavendish traça um plano de fuga para ele e alguns companheiros.

Fim da terceira história.

Notas :

Durante a ação,  o editor menciona superficialmente estar lendo um manuscrito de um autor promissor (Javier Gomes),  chamado “As meias-vidas: o Primeiro Mistério de Luisa Rey” (link com a terceira história), que não o impressiona.

Soylent Green - Poster
Também ficamos sabendo (durante o desenrolar da quinta história)  que foi  produzido um filme  - não se sabe quando e nem por quem -   sobre as peripécias de Cavendish, intitulado  “O medonho  calvário de Timothy Cavendish”.

 Ao fugir da “clínica”, Cavendish grita “Soylent Green é gente!”,  que vem a ser uma referência direta ao filme de 1973,  “No mundo de 2020 (Soylent Green)”.  Neste clássico da ficção, vemos uma sociedade quase em colapso, onde a comida oficial para as camadas mais baixas da sociedade é o "Soylent Green", um tablete feito de algas. Porém no decorrer da trama, acabamos sabendo que os tais tabletes são feitos de carne humana.

 Alias, esta idéia de canibalismo (no sentido figurado ou literal) ecoa em todo Could Atlas, especialmente na quinta e sexta história.

---------------------------

5 ) Uma prece de  Sonmi~451

Neo Seul (Coréia do Sul), 2144.

A quinta história acontece em Nea So Copros, um  estado futurista distópico que revela ser a atual Coreia em regime totalitário.

A narrativa é contada em forma de entrevista entre Sonmi ~ 451 e um "Arquivista" (uma espécie de agente interrogador do governo), que está gravando sua  história antes da sua execução. O Arquivista trabalha com o autoritário e ameçador Boardman Mephi, que também intimida a garota.

Sonmi ~ 451 é um Fabricante, que são  clones geneticamente modificados para trabalharem (servirem) os Consumidores de diversas formas. No caso de Sonmi, ela “trabalha” numa cadeia de fast-food chamada “Papa Song”, numa loja gerenciada por Seer Rhee,

Os Fabricantes são tratados como escravos pela sociedade “puro sangue”, que embota suas consciências através de manipulação genética, tornando-os dóceis cordeirinhos.

Na seu ”lar-prisão”, na Papa Song,   Sonmi  trava uma espécie de amizade  com a clone  Yoona-939, uma Fabricante meio dissidente que lhe mostra um vídeo do filme “O medonho  calvário de Timothy Cavendish”.

O vídeo mostra o ator que intepreta Cavendish gritando “Não vou me submeter a abuso criminal!”. Este será o mesmo grito de Yoona quando ela parte para ação dentro do fast-food.

Continuando o depoimento, Sonmi ~ 451 conta ao Arquivista ter sido libertada por Hae-Joo Chang, um rebelde membro da Resistência, cujo lider é An-kor Apis.

Chang a protegeu  e  revelhou-lhe que Fabricantes como ela  são "reciclados" em alimento para futuros Fabricantes, e que os  rebeldes  necessitavam que ela assumisse o papel de um símbolo, um farol inspirador para a luta.

No seu processo de conscientização, a garota assiste a um velho documentário sobre o dissindente russo, Alexander Soljenitsin ( o que dá a idéia de luta contra um regime totalitário como o de Nea So Copros).

Sonmi  compreende sua missão, e, durante a batalha dos rebeldes  – protegida em uma espécie de cabine -  discursa em prol da liberdade,  ao mesmo tempo em que testemunha o fim de Chang .

Já presa, e na ante-camara do execução,  a garota demonstra ter alcançado consciência própria e tornado-se uma “ascendente”, o que intriga  o Arquivista.

Sonmi é executada, mas não sem antes ter conseguido registrar sua inspiração na mente e almas das pessoas (tanto que ela se tranforma em "deusa" das próximas gerações)

Fim da quinta história.

Notas :

Sonmi entra em contato com o velho  filme “O medonho  calvário de Timothy Cavendish”  em vários momentos.  O filme está truncado, mas é suficiente para arrebatar e fomentar idéias de luta e resistência na clone.

É óbvia a relação entres os Fabricantes es Replicantes, de Blade Runner.

No livro ela revela saber que   toda a jogada a envolvendo era um plano do governo para criar um falso inimigo que justificasse o recrudescimento da opressão dos “puro sangue”  sobre os Fabricantes. Mesmo assim Sonmi afirma que seu papel estava cumprido e, independente de qualquer coisa, sua mensagem foi dada e sua missão levada a cabo. Como último desejo, ela pede para ver o “O medonho  calvário de Timothy Cavendish” do início ao fim.

---------------

6 ) A Travessia de Sloosha e tudo depois.

Nas  ilhas havaianas, numa Terra  pós-apocalíptica  ( "106 invernos após " A Queda ", identificada em  2321), um membro de uma tribo chamado  Zachry vive uma vida primitiva, após a maioria da humanidade ter morrido  durante “  A Queda " e é atormentado por visões do “Velho Georgie” que vem a ser a percepção que sua cultura tem do “diabo” (ou qualquer coisa que o valha).

Na floresta,  Zachry observa impotente seu cunhado ser morto por Kona Chief, membro de uma tribo canibal, ao mesmo tempo em que o “Velho Georgie” manipula sua mente, seduzindo-o  para ceder ao mêdo (o que acontece).

Mais tarde sua tribo é visitada por Meronym, uma membra dos  Prescientes, os últimos vestígios de uma civilização tecnologicamente avançada. 

Meronym quer subir as montanhas em busca de de Cloud Atlas, local onde ela poderá ativar um mecanismo para estabelecer  comunicação com os terráqueos espalhados em diversos planetas (ao que parece ela quer avisar  a todos que um novo mundo foi encontrado e que todos devem dirigirem-se para lá ). A questão é que Terra virou um ambiente envenenado após "A Queda", e o povo se dispersou no espaço.

Zachry se recusa a levá-la, porém, após sua sobrinha ser picada por um escorpião, ele busca Meronym e promete guiá-la na sua jornada caso ela cure a menina.

Trato cumprido, ambos partem para as montanhas.

Em contraponto ao “Velho Georgie”, a tribo de Zachry acredita na Deusa Sonmi como protetora da sua raça. Porém Meronym choca o primitivo  ao revelar-lhe que Sonmi  na verdade era bem humana e nada tinha de deusa, e, para isto lhe mostra, já no Cloud Atlas,  um vídeo com a clone dando seu depoimento ao Arquivista.

Missão realizada (não sem antes rolar um stress entre os dois, provocado pelo Velho Georgie), ambos retornam à tribo, só para descobrir que a mesma foi dizimada pelos canibais, tendo como unica sobrevivente uma sobrinha de Zachry.

Após enfrentarem os inimigos ( e acabarem com Kona Chief ), os três são recolhidos pelos Prescientes e iniciam uma nova vida no novo mundo.



Fim da sexta história.

--------------------------

Resumidamente as histórias são estas.

Cada uma traz personagens lutando contra a opressão e a corrupção, buscando a liberdade e estabelecendo  encontros  e laços com pessoas diferentes de si mesmos.

O maravilhoso é observar o imenso painel humano e suas modificações, interações, atos e conseqüências  através das várias vidas retratadas.   No final parece que o espectador levou um soco na cara, tamanha é a gama de idéias e sensações que ficam na nossa mente.

Para ver  e rever.

-------------------------

Alguns atores e personagens e a evolução das suas almas

Nota : No livro estas conexões não existem

TOM HANKS
Personagens :

1) Dr. Henry Goose,  em 1849
2) Um gerente corrupto de um hotel em 1936
3) Isaac Sachs, em 1973
4) Dermot Jens , em 2012
5) Um ator que intepreta “Timothy Cavendish” em data incerta
6) Zachry, s em 2321

Jornada da sua alma :

Ele evolui de um doutor assassino que diz “ A fraqueza é a carne que os fortes comem”, até alguém que aprende a coragem e abnegação.

-----------------------

JIM STURGESS
Personagens :

1) Adam Ewing, em 1849
2) Um hospede de hotel em 1936
3) Pai de Megan, em 1973 (aparece apenas em fotografia)
4) Um fã de futebol em 2012 que ajuda Cavendish e sua turma
5) Hae-Joo Chang, em 2144
6) Cunhado de Zachry, em 2321

Jornada da sua alma :

Ele começa relutando em ajudar um escravo fugitivo (em 1849) e acaba como um revolucionário dedicado a acabar com toda a escravidão. (2144). Sua encarnação de 2321, não é explorada.

--------------------------------

BEN WHISHAW
Personagens :

1) Um tripulante de navio em 1849
2) Um compositor bissexual em 1936
3) Um vendedor de discos em 1973
4) A esposa de um milionário em 2012
5) Um primitivo da tribo em 2321

Jornada da sua alma :

Aparentemente não evolui muito. Tirando 1936, suas encarnações não são exploradas ao longo do filme. Será porque cometeu suicídio como Robert Frobisher ? Conforme o espiritismo, quem comete suicídio não “descansa” tão facilmente.

-----------------------------

HALLE BERRY
Personagens :

1) Uma escrava em 1849
2) Jocasta em 1936
3) Luisa Rey em 1973
4) Garota Indiana em uma festa em2012
5) Um doutor coreano em 2144
6) Meronym em 2321

Jornada da sua alma :

Ela ascende de alguem sem poder algum para a ultima esperança da humanidade. Fica claro seu impulso para a justiça e boa vontade com as pessoas.

------------------

JIM BROADBENT

Personagens :

1) Capitão Molyneux, em 1849
2) Ayrs Vyvyan, em 1936
3) Timothy Cavendish, em 2012
4) Um musico de rua em 2144
5) Um Presciente em 2321

Jornada de sua alma :

Ele inicia sendo arrogante e dominador, mas torna-se humanitário ao longo do tempo.

---------------------------------

DOONA BAE
  
Personagens :

1) Tilda em 1849
2) Uma trabalhadora espanhola e mãe de Megan em 1973. Provavelmente a mãe da Megan (que aparece em uma foto) já está morta em 1973 pois uma única alma não pode habitar dois corpos ao mesmo tempo.
3) Sonmi-451 em 2144
4) Uma Deusa em 2321

Jornada da sua alma :

Desde o início uma figura forte e decida, acaba virando uma deusa.

------------------------

HUGH GRANT

Personagens :

1) Rev. Giles Horrox, em 1849
2) Um funcionario de hotel, em 1936
3) Lloyd Hooks em 1973
4) Denholme Cavendish, em 2012
5) Seer Rhee, em  2144
6) Kona Chief, em 2321

Jornada de sua alma :

Vai  de mal a pior e acaba como um embrutecido selvagem canibal.

-------------------------

HUGO WEAVING

Personagens :

1) Haskell Moore, em 1849
2) Tadeusz Kesselring, em 1936
3) Bill Smoke, em 1973
4) Enfermeira Noakes, em 2012
5) Boardman Mephi, em 2144
6) Old Georgie, em 2321

Jornada de sua alma :

Uma figura de  crueldade, controle, perseguição e morte,  que nunca demonstra qualquer tipo de remorso ou sentimento positivo,  e acaba tornando-se uma espécie de entidade do mal (verdadeiro ou não ?).

----------------

KEITH DAVID

Personagens.

1) Kupaka, um escravo do Rev. Giles Horrox, 1842
2) Joe Napier, em 1973
3) An-Kor Apis,  em 2144
4) Um Presciente, em 2321

Jornada de sua alma :

Evolui de um escravo a um líder de revolução. Sua ultima encarnação é a de um sábio e pacifico Presciente.

------------

JAMES D'ARCY


Personagens :

1) Jovem Rufus Sixsmith, em 1936
2) Velho Rufus Sixsmith, em 1973
3) Uma enfermeira sem maior destaque, em 2012
4) Arquivista, em 2144

Jornada de sua alma :

Um tanto confusa. Ele alterna de um leitor passivo das cartas do amado, a um destemido cientista, passa por uma enfermeira irrelevante e termina como um  agente da lei de um regime totalitário ( se bem que fica um ar de que a Sonmi conseguiu mexer com sua mente, mas a coisa não passa disto).

--------------------------

Trailer Legendado



Soylent Green - No ano de 2020

Charlston Heston acabado, grita : "Soylent Green is people !!"



Piadinhas infames com Soylent Green































 =========================

Natalie Portman & Cloud Atlas

Outro fato sobre o filme é que os irmãos Wachowskis tomaram conhecimento do livro Cloud Atlas através da Natalie Portman durante a filmagem do "V for Vendetta", no qual ela era a protagonista.

Natalie estava completamente obcecada pela obra do David Mitchell e acabou contagiando a Lana Wachowski (que era a escritora e produtora do "V").

Lana levou o livro para o Andy Wachowksi e, a partir de então, ambos empenharam-se para trazer o livro às telas (Só pra constar : tem gente que encontra pontos de conexão entre o "V" e a história da Sonmi)

Abaixo clipe do V for Vendetta, ao som da belíssima musica "I´m a bird girl now" , com o Antony and The Johnson