Hino do Blog - Clique para ouvir

Hino do Blog : " ...e todas as vozes da minha cabeça, agora ... juntas. Não pára não - até o chão - elas estão descontroladas..."
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Friday, September 17, 2010

O livro dos Insultos - H. L. Mencken



Henry Louis Mencken, - ou H. L. Mencken (12 de setembro de 1880, Baltimore, Maryland – 29 de janeiro de 1956), foi uma das vozes mais poderosas no jornalismo americano. Sarcástico, debochado – e até mentiroso – atacava qualquer ordem, idéia, pensamento estabelecido dentro do que ele apontava como delícias da estupidez humana (principalmente politica e religião).


“O livro dos insultos”, traz uma seleção de textos, traduzida por Ruy Castro, que dão um magnífico panorama do que se passava na mente do ensandecido Mencken. Fiquei maravilhado com suas idéias transgressoras – que até hoje com certeza despertam a ira de muitos -, com seu tom sarcástico, debochado, totalmente iconoclasta. Tipo, “não tô nem aí para quem ficar doído”. Ele não poupa ninguem, não respeita qualquer instituição.


Com paixão e astucia, seu cavalo de batalha é o compromisso em atacar quaisquer dogmatismo, preconceitos, politicagem e fanatismos gerais. É uma metralhadora giratória atingindo tudo o que ele considera de podre, hipócrita, falso no universo humano.


Com refinamento de guilhotina, Mencken impulsiona o leitor para a verdade atrás do estabelecido; desmascara, desmistifica as certezas, o inquestionável. Sua voz arruína o status quo, desestabiliza, balança as crenças, o certo, o incontroverso.


Puxa o tapete de todos.

Realmente uma beleza !

Algumas de suas máximas :

· Mostre-me um puritano e eu lhe mostrarei um filho da puta.

· Nunca deixe que seus inferiores lhe façam um favor. Pode custar-lhe caro.

· Um homem educado é aquele que nunca bate numa mulher sem ter um motivo justo.

· Imoralidade é a moralidade daqueles que se divertem mais do que nós.

· As únicas pessoas realmente felizes são as mulheres casadas e os homens solteiros.

· Todo homem decente se envergonha do governo sob o qual vive.

· Digam o que disserem sobre os Dez Mandamentos, devemos nos dar por felizes por eles não passarem de dez.

· O principal conhecimento que se adquire lendo livros é o de que poucos livros merecem ser lidos.

· Pelo menos numa coisa homens e mulheres concordam: nenhum deles confia em mulheres.

· De fato, é melhor dar do que receber. Por exemplo: presentes de casamento.

· A consciência é uma voz interior que nos adverte de que alguém pode estar olhando.

· Os solteiros sabem mais sobre as mulheres que os casados. Se não, também seriam casados.

· O adultério é a democracia aplicada ao amor.

· A fé pode ser definida como uma crença ilógica na ocorrência do improvável.

· Quanto mais envelheço, mais desconfio da velha máxima de que a idade traz a sabedoria.

· Pode ser um pecado pensar mal dos outros, mas raramente será um engano.

· O cristão vive jurando que nunca fará aquilo de novo. O homem civilizado apenas resolve que será mais cuidadoso da próxima vez.

· Nunca superestime a decência da espécie humana.

· Incrível como meu ódio pelos protestantes desaparece quase por completo quando sou apresentado a suas mulheres.

· É difícil acreditar que um homem esteja dizendo a verdade quando você sabe muito bem que mentiria se estivesse no lugar dele.

· A guerra contra os privilégios nunca terá fim. Sua próxima grande campanha será a guerra contra os privilégios especiais dos desprivilegiados.

· Padres e pastores são cambistas esperando por fregueses diante dos portões do Céu.


Monday, August 30, 2010

Confie em mim - Harlan Coben



Há algumas semanas vi o filme francês “Não conte a ninguém” (“Ne le Dis à Personne”), baseado no livro de um escritor que eu não conhecia, Harlan Coben.

É claro que já tinha lido alguma coisa sobre ele, tudo relacionado a super best-sellers, daquele tipo que vende milhões de copias a cada lançamento. Tudo bem, nada contra. Mas isto não é motivo para me motivar a conhecer um escritor. Por isto, até então, nada me chamava a atenção para o dito.

Para minha agradável surpresa, achei o filme ótimo. Com uma trama ótima, bem amarrada a história possui todos os melhores ingredientes para um thriller exemplar, inclusive com uma impactante revelação final que abrilhanta ainda mais o enredo. Mesmo não tendo lido o livro, e com o talento do roteirista que fez uma adaptação perfeita, para mim ficou evidente que o material original era muito bom. Então, de uma tacada só, comprei dois livros do Harlan, - “Confie em mim” e “Desaparecido para sempre”.

Com expectativa comecei a ler o “Confie em mim”, e não consegui largar. Como é o primeiro livro que li dele, não posso dizer se a qualidade deste equipara-se aos outros, mas se os demais apresentarem os mesmos elementos, tem muita coisa boa pela frente.

Naquele conhecida estrutura de histórias paralelas que acabam se encontrando, o livro consegue manter o leitor intrigado diante dos diversos acontecimentos aparentemente desassociados um do outro. Com uma mão firme, típica de quem domina todas as peças, todos os elementos e regras que fazem um bom suspense, Harlan conduz a trama com maestria até o final.

Muito bom mesmo.

Sunday, August 22, 2010

A invenção da Mentira e O Escritor Fantasma

DOIS FILMES DE FINAL DE SEMANA

A Invenção da Mentira



A Invenção da Mentira, do Rick Gervais, é uma comédia que se passa num mundo onde todos falam somente a verdade, onde não existe o conceito de mentira, de engano. Assim as pessoas “são francas e verdadeiras”, o que dá margem para que os mais estranhos, agressivos, preconceituosos e maldosos comentários sejam ditos de maneira natural na conversa cotidiana.

Gervais faz Mark Bellinson, um roteirista cinematográfico gordinho e “mané” que, depois de passar poucas e boas, acaba “descobrindo” a mentira e seus efeitos benéficos e, a partir daí, inicia uma trajetória de sucesso e riqueza.

Para não estragar a surpresa, digo que Mark acaba inventando a “maior mentira de todas”, algo que acaba mudando toda a cultura humana.

A cena da invenção da grande mentira é genial. Um soco na cara do espectador. Iconoclasta total.

Muito bom.

O Escritor Fantasma



Roman Polanski de volta a melhor forma, depois de umas bombas tipo "O nono portal" e "Lua de Fel".

Este filme me lembrou muito a estrutura narrativa de Chinatown, outro clássico do diretor. Como naquele, aqui o espectador é convidado a ficar lado a lado com o protagonista a medida em que este vai desvendando gradativamente a trama. Isto acaba criando uma cumplicidade e um comprometimento com o herói.

Ewan McGregor faz The Ghost, um ghostwriter, contratado por um ex primeiro ministro britânico (Pierce Brosnan numa atuação fantástica), para completar suas memórias, uma vez que o ghostwriter anterior morreu (acidente ou suicídio... ou outra coisa ?) , e o livro tem que continuar.

O filme é ótimo, com pelo menos duas cenas geniais : uma é o lance do GPS no carro e outra a imagem final.

Coisa de gênio.

A Origem - Inception



Um dos mais fortes parâmetros que me faz sentir estar diante de um filme único, especial, é quando minha mente se sobressalta, se surpreende. Quando ocorre o fascínio, a reviravolta nos neurônios. E isto não é fácil. Depois de anos “voracidade fílmica”, acho que conheço a maioria dos clichês, das formulas e modelos utilizados para “contar uma história”, mesmo que esta se vista de “cinema de autor”, “filme de arte” e outros “rótulos originais”. Nada contra, absolutamente.


Aliás acredito que seja isto mesmo que buscamos, dependendo do nosso interesse. E por aí vai : comedia, drama, terror, suspense, romance,arte, etc. Cada um com seus desenhos, suas regras e caminhos.


A ficção é um dos gêneros mais ricos, mais abertos para se criar realidades (no presente, passado ou futuro), onde os autores estabelecem leis, culturas, ações, tecnologias, etc., que permitem os personagem vivenciar situações irreais, dentro da nossa percepção imediata de verdade. Isto cria um leque muito grande de possibilidades, que acaba abarcando desde obras legitimamente boas, até lixos totais.


Diante disto, Origem, do Christopher Nolan, é uma ficção absolutamente surpreendente em todos os melhores aspectos que fazem a diferença. Numa sexta-feira, depois de uma semana estafante no trabalho, depois de uma noite mal dormida, depois da ginástica, depois de tomar analgésicos para tratar dores de inflamação no joelho, depois de comer lanche do Macdonalds, entrei na sala escura mais dormindo do que acordado. Inclusive escolhi uma sessão dublada para não ter que me esforçar muito, já que nem força para ler as legendas eu tinha.


Eis que a sessão começa e nada de especial é mostrado. Era óbvio que a cena inicial era um sonho, e também era óbvio que as pessoas acordaram de um sonho dentro de outro sonho. Ah que surpresa !!.. O sono começou a bater. O filme continua e a trama logo muda de foco. Êpa ! ... De extrator de idéias e segredos do subconsciente, a linha agora é entrar no subconsciente de alguem para plantar uma idéia de modo que a pessoa assuma que tal idéia é legitimamente sua. Que interessante. E num estilo Tropa de Elite os invasores de mente começam sua jornada cabeça adentro da vítima.


O que se vê daí pra diante é absolutamente fantástico, uma experiência única com sonhos se desdobrando em sonhos e os guerreiros avançando sob os auspícios de Morfeus, Hipnos e outros deuses oníricos.


Fiquei chapado. Minha cabeça girava, eu me via sorrindo para a tela igual a um bocó estúpido completamente maravilhado. Dentro da lógica ilógica dos sonhos tudo se encaixava e desencaixava. Dentro de uma linha coerente, reta as coisas mudavam, transmutavam-se, perdiam e ganhavam sentido.


Com a ação ocorrendo em vários planos oníricos, os ritmos diferenciados em realidades distintas afastavam-se e unificavam-se dentro de uma incoerência verdadeira, e tudo o que se via mantinha sentido no abstrato nas nuvens de tempestade do inconsciente.


Por fim a lógica explode e nossos instintos e emoções mais primitivas tomam a frente da nossa percepção diante do que se está vivenciando, e temos que puxar lembranças e experiências dos nossos próprios sonhos para acompanhar a jornada dos personagens.


O final é magnífico, perturbador.


Sai do cinema embasbacado.


Link para comentario do Pablo Villaça (Cinema em Cena)


Thursday, August 19, 2010

Clube das Gordas



Clube das Gordas (Fat Girls), escrito, dirigido e protagonizado (êta ego-trip) por Ash Christian, é uma produção independente de baixíssimo orçamento (chega a dar dó de tão pobrinha), que mostra as desventuras de uma jovem bibinha com a família, escola, namorados e outros dramas da vida real.

Pretendendo realizar uma comédia “alternativa com toques de humanidade’, o autor vai enumerando os clichês : a bibinha gorda que quer ser estrela da Broadway, a melhor amiga também gorda que é filha de um casal lésbico, a mãe evangélica que faz “hamburgers sagrados”, o pai bagaço que morre nos braços de uma anã dominatrix, o garoto bonito que é alvo das paixões do protagonista, o professor que dubla divas em boates gays, o hispânico adotado por família afro-americana totalmente sem preconceito, e por aí afora.

O problema do filme é querer juntar muito tempero na sopa, sendo que o resultado parece mais um ralo caldo morno Knorr. Tudo é desconexo. A história abre muita frentes, sendo que nenhuma delas vai pra frente (sic). Parece que o Ash estava preocupado demais em dizer “olha como eu posso ser genial e original”, e se esqueceu de amarrar bem um roteiro. Claro que as coisas não precisam ser totalmente finalizadas, mas porque então lançar várias possibilidades de tramas e depois deixá-las cair no vazio ?

Na verdade a mensagem que o roteirista quer passar é “Todo mundo tem uma garota gorda dentro de si”. Isto significa que aquela sensação que temos de não nos encaixar em alguma coisa, a sensação de “ser diferente”, de se ver desassociado, meio fora da casa ., é representada pela gordinha interior.

A idéia é simpática, mas o filme é ruim.

Monday, August 16, 2010

Doris Day - A Virgem Platinada



Ontem assisiti “A Teia da Renda Negra” (Midnight Lace), um filme de 1960, dirigido por David Miller, e realizado na esteira de estouros de bilheterias que Doris Day vinha estrelando na época.

Nas produções anteriores, ela vinha detonando, principalmente em comédias , como por exemplo “Um pijama para dois”, “Viuvinha Indomavel” e, principalmente “Confidencias à meia noite” (grande sucesso em parceria com Rock Hudson).

Neste rastro do viés engraçado, Doris estava ficando cada vez mais marcada como uma comediante, o que a desagradava (parecia que o pessoal tinha esquecido sua atuação impecável em “O homem que sabia demais”). De qualquer forma, a estrela tratou de buscar um projeto, que fosse ao mesmo tempo um veículo para provar sua força dramática e também digno da sua grandeza hollywoodiana.

“A Teia” acabou sendo o projeto escolhido. Este filme visto hoje ilustra muito bem como as grandes estrelas de então eram vendidas à plebe. A cada cena, a megastar surge completamente impecável, (cabelo, roupa, jóias, maquiagem, sapatos, luvas), com montagem completa.

É um desfile de modas do início ao fim. Do capote à lingerie, tudo exala haute couture. E o cabelo merece um estudo à parte. Os penteados são incríveis, tudo muito louro, estruturado, rebuscado, arquitetônico, duro de laquê. Chiquérrima.

Bem, e o filme ? Ruim. Um “suspense” previsível, batido e realizado de forma muito melhor no passado (vide “A Meia Luz" - super clássico do George Cukor).

A personagem da Doris (Kit Preston) é o cúmulo da dondoca vazia e estúpida. O que devia ser um personagem “frágil”, na verdade revela-se uma criatura completamente idiota (deve ser efeito do excesso de fixador nas madeixas) e dependente (os homens são os salvadores, uma vez que ela é incapaz de tomar alguma atitude – a não ser fazer compras, claro). Uma vergonha para as mulheres.

E a força dramática ? Ela se assusta, chora, desmaia, desmaia, chora e se assusta do início ao fim. As cenas onde ela pira, saí da casa (ou “break down in tears” para ficar mais adequado) são constrangedoras.

E o pior é o final sem climax, numa resolução acelarada e chinfrin. Tipo arreta, arreta e cai fora.

Mas Doris é Dóris e merece reconhecimento. A carreira dela foi quase toda construída com papéis de garotas virginais, ingenuas, romanticas e engraçadas. Nada contra, mas ela acabou incorporando o estereótipo do que se esperava da mulher média na puritana sociedade americada dos anos 50. Tudo muito familia, muito higiênico, muito clean, muito cor de rosa. O protótipo do “american way of life”. Grocho Marx disse dela : “"Conheci Doris Day quando ela ainda não era virgem.", o que mostra muito bem o que ela representava.



O curioso é que Doris acabou recusando um dos grandes papéis que entraram para a história do cinema. Convidada para ser a Sra. Robinson em “A primeira noite de um homem” (The Graduate), ela recusou por achar a personagem e a história indecentes.

Anne Bancroft (grande atriz) aceitou e imortalizou a personagem da mulher madura e sedutora, que literalmente “come” o inocente Dustin Hoffman.

No autobiogáfico "Doris Day, Her Own Story” (acredito que não traduzido no Brasil), ela diz :

“O papel da Sra Robinson, em A primeira noite de homem, foi oferecido a mim, mas eu não consegui me enxergar rolando nos lençóis com um jovem com metade da minha idade. Sei que era um efeito artístico, mas ofendia meu senso de valores.

É claro que, desde então, o sexo explícito tornou-se lugar comum nas telas – tão comum que um filme é considerado novela se não mostra corpos nus circulando. Mas eu não julgo ninguem por tais cenas. Cada um sabe de si. Muitos atores gostam de se mostrar, e, obviamente, muita gente gosta de ve-los assim.. Eu não faço nem vejo este tipo de coisa. Não posso me imaginar na cama com um homem, rodeada de gente, fazendo algo que considero excitante e prazeroso, quando isto é algo totalmente privado e pessoal. Fico estarrecida com as exibições públicas nas telas de atores e atrizes que certamente possuem talento para convencer do impacto do que estão representado, sem ter que nos mostrar os últimos detalhes dos seus pêlos pubianos, seus mamilos rosas, ou como eles fazem a coisa.”

Falou, tá dito, Dóris !! --- cada um tire suas conclusões ---

Link para a diva cantado "Que sera, sera", seu maior hit

Saturday, August 14, 2010

Glee - Super Série





Não acompanho muitas séries, porém, das que acompanho (Damages, True Blood, Lie to Me, In Treatment, Big Bang Theory, etc), Glee me é a mais próxima.


Isto porque consegue conjugar, de forma absolutamente harmoniosa, vários elementos (musica, drama, romance, comédia,etc), com personagens fantásticos, cada um com suas viagens e neuras.


Como não se apaixonar pela Sue Sylvester (Jane Lynch), a vilã mais maldita de coração mole que já apareceu ? Suas tiradas são impagáveis, ela arrasa com todo mundo, principalmente com o professor Will Schuester ( Matthew Morrison).


O resto do elenco não fica atrás, com meus preferidos sendo a Rachel (Lea Michele com sua super voz ) e o Kurt (Chris Colfer – a bee do grupo)

Uma das magias de Glee é atualizar musicas antigas, como por exemplo “To sir with love”, do filme dos anos 1960 “Ao mestre com Carinho”, que no Glee casou de forma absolutamente espantosa no contexto da série, acabando com o coração de qualquer um.


Isto sem falar de canções des musicais da Broadway, que já compareceram com “My Fair Lady”, “Gypsy”, “Wicked” (numa apresentação memorável da Lea Michele e do Chris Colfer interpretando "Defying Gravity"), “Les Miserables”, etc.


Eu diria que o Glee já marcou a história da televisão, com alguns momentos para mim verdadeiramente inesquecíveis, como por exemplo o episódio de tributo a Madonna, o povo cantando “Dont stop believing” do Journey, o parto da Quinn Fabray ao som do "Bohemia Rapsody (Queen)", a fantástica sequência com "Like a Virgin" etc.


(Clique nos links para ouvir as musicas)


Por aqui, nós os fãs (novamente eu, o Lu e a Niara - Grupo The Pickups -), fizemos um video caseiro parodiando a cena onde as Cheer Leaders fazem o teste para entrar no Glee.


Abaixo o link da cena original e outros de paródia.


Glee - Say a Little Prayer ( Cena Original )

Glee - Say a Little Prayer (Paródia - Bees)

Glee - Say a Little Prayer (Paródia - Povo)



Wednesday, August 11, 2010

Qual é a tua obra ?


Agora sei que o Mario Sérgio Cortella é filósofo, professor da USP e conferencista, mas quando me deparei com o livro "Qual é a tua obra?", não sabia nada sobre o autor.

Comprei "no escuro", e gostei muito do subtitulo "Inquietações propositivas sobre gestão, liderança e ética".

Confesso que tenho ranço em relação aos livros considerados de ajuda ou autoajuda. Nunca gostei da idéia de formulas prontas, formatadas que indicam, de modo indelével, qual o comportamento correto para alcançar felicidade e sucesso. Pura piada.

Este definitivamente não é o caso deste livro. Com raizes encravadas na filosofia (numa abordagem acessivel), o autor dispara questionamentos que servem para qualquer pessoa pensar e repensar seus valores e ação na vida.

Segundo o autor, a discussão da ética, baseada no autoquestionamento, na verificação dos princípios que respondem ao "Quero ? Devo? Posso?", resultam na nossa ação no mundo, na nossa conduta moral (para o bem ou para o mal).

A conduta moral seria a ética em ação ("A moral é a prática, é o exercício das suas condutas - pag. 110").

Cortella, desafia o leitor a reavaliar seus valores e motivações, de modo a assumir / internalizar novos papéis e comportamentos que resultem em ações positivas no mundo e realizações de vida.

È claro que isto dito assim, de modo tão simples, fica muito bonito. Mas são apenas frases. A realidade cotidiana é bem mais real (sic).

De qualquer modo as sementes são lançadas e, através do esforço cotidiano no autoconhecimento (se a criatura realmente quiser), a trilha é mantida e o movimento permanece.

Monday, August 09, 2010

Negro Amor - Gal Costa

Esta musica foi exaustivamente regravada. Desde os Engenheiros do Hawai até Zé Ramalho. De qualquer forma a pioneira foi a Gal. Com um visual "forte", roqueiro, ela tomou a cena nos anos 70 com esta versão do Caetano para "It´s all over now (Baby Blue)" do Bob Dylan.



1973 - James Blunt ( Here we go again !!)

Uma musica que eu gosto muito.

1973, do James Blunt que traz a declaração de um homem velho a sua amada, onde ele diz que sempre terá em sua mente a imagem dela jovem como quando eles enlouqueciam na noite, quando eles agitavam todas.

Here we go again !!

Uma musica melancólica e nostálgica.


Toy Story 3



Vi recentemente Toy Story 3, um filme absolutamente fantástico que nos faz voltar ao tempo quando éramos crianças e os brinquedos eram nossos companheiros diários de sonhos e aventuras. O resgate emocional que o filme proporciona é único, intenso, avassalador. Uma obra prima indiscutível que atinge direto os corações dos adultos naquilo que ainda existe de lúdico em suas almas.

Segue abaixo um link para o comentário do Pablo Villaça (site cinema em cena), um dos críticos que mais gosto. Concordo em tudo.

Critica (Cinema em Cena - Pablo Villaça)

Waka Waka

Vídeo caseiro onde eu, o Lu (meu companheiro) e a Niara (minha irmã), dançamos Waka Waka da Shakira. Musica tema da Copa do Mundo 2010.


O nome do nosso grupo é "The Pickups", ja que não podemos ser "The Pinups"


Uma coisa sem noção.



Saturday, January 31, 2009

Eu e Cida Moreira














Assisti o primeiríssimo show que Cida apresentou em Porto Alegre. Acho que era na primeira década dos 80´s e foi anunciado no jornal Zero Hora que uma cantora paulista estaria fazendo show com músicas da Janis Joplin naquele mesmo dia no Instituto Cultural Brasileira, “de grátis”. E só. Ninguém sabia mais nada sobre ela.


Eu e meu irmão, como fãs incondicionais da Janis, resolvemos arriscar e ver se a coisa rendia. O show foi tipo umas 18 horas e por incrível que pareça a pequena sala do cultural ficou cheia de curiosos. De repente me entra no palco uma figura –uma garota- tri esquisita com umas plumas na cabeça, uma roupa psicodélica, um cabelão acho que puxando pro vermelho. Bem freak mesmo, bem na linha Janis. Pois a tal moça era a cantora obviamente pois dirigiu-se ao piano (único instrumento em cena) e sentou-se. Ninguém aplaudiu; afinal ninguém a conhecia, ninguém nunca a tinha ouvido. A desconhecida, visivelmente nervosa, acomodou-se do jeito que pôde, sorriu, suspirou, atacou as teclas e começou a mandar o repertório.


E que repertório! Só pérolas. Coisas de Billie Hollyday (My man), Jards Macale (Vapor Barato), Beatles (Shes leaving home), e Janis obviamente (Kozmic Blues, Summertime, etc). E a medida em que ela desfiava estas e outras pérolas a magia acontecia naquela pequena sala. Ali, diante de nossos olhos, uma desconhecida transmutava-se. Tal qual uma Kali, uma Lilith, uma Morgana, o que se via era uma bruxa, uma feiticeira, uma sacerdotisa, mexendo no seu caldeirão e oferecendo sua poção sedutora a todos. E quanto mais bebíamos mais tínhamos sede daquele sortilégio. E ela abria sua boca e nos saciava diretamente com sua saliva, com sua baba, com seu grito, com sua língua, com seu som. No final estávamos rendidos, os espíritos capturados, o pacto estabelecido e a comunhão realizada.


Nem é preciso dizer que viramos fãs. E ela também gostou de Porto Alegre pois começou a vir muito pra cá. E a cada destas vezes, eu e meu irmão estávamos lá. Assistimos a vários shows, compramos os long-plays (vejam só que coisa mais arcaica) e nos interessávamos em acompanhar tudo o que surgia dela. Depois de alguns anos meu irmão morreu e eu meio que a abandonei. Obviamente vê-la me lembrava ele e eu procurava evitar maiores dores.


O engraçado é que depois de algum anos eu a vaiei em cena aberta no teatro da UFRGS. Calma, explico : o que ocorreu foi que fomos assistir a um “grande espetáculo” da famosíssima Denise Stoklos que seria o “grande encerramento” de uma edições do festival de teatro Porto Alegre em Cena, e este tal “espetáculo” teria a participação da Cida. Não me lembro o nome de tal peça (fiz questão absoluta de esquecer), mas me lembro que foi uma das coisas mais horrendas já apresentadas nos palcos dos pampas. Denise, certamente coadunada com seu ego absoluto, juntou de modo absolutamente amador e medíocre uma colagem estrambólica de referências que não levava a nada. Uma coisa totalmente patética. De repente estourou uma vaia estrondosa que imediatamente incorporamos. Gritávamos coisa do tipo “Fecha o pano!” e outras amenidades. Denise, muito atriz, muito “forte”, veio à boca de cena e agradeceu o xingamento. Cida estava no palco e quando Denise a apontou, a vaia tornou-se numa ovação (até que rimou). Ou seja, jogávamos pedra na cabeça de pinto (muito loura e espiaçada) e flores na diva Cida....


E o tempo passa, e muita coisa muda.


Chegamos ao novo século e ontem a noite eu e meu companheiro fomos ao Studio Clio para assistir o show "A dama indigna", com músicas de clima de cabaré. Chegamos lá e não tinha mais ingresso. A casa já estava lotada e o que tinha era uma lista de espera de 26 pessoas. Desistimos é claro. Porém a Amanda, secretária do Studio, nos disse que possivelmente a Cida faria um show extra e pegou nosso telefone para nos avisar caso isto acontecesse.


Voltamos para casa e quando estávamos na garagem a Amanda nos liga para informar que tinha conseguido dois ingressos para a aquela noite naquele momento. Voltamos correndo ao Studio. Os tais ingressos eram para um local de onde só poderia se ver o piano e nem sombra da Diva. Decidimos sentar nas escadas – de onde teríamos uma visão melhor – e por fim a incrível Amanda nos conseguiu dois lugares legais.


Depois de um atraso de uns 30 minutos Cida entra em cena. Que maravilha ! Agora totalmente consagrada, aplaudida, bajulada. E ela, muito deusa, senta-se ao piano (novamente o único instrumento) e larga o vozeirão. E a fascinação continua, a bruxaria permanece. O povo gritava e ela sorria. Em um determinado momento a diva comenta que o povo da platéia baixa estava aplaudindo mais. E eu gritei que não, que o povo da platéia de cima também estava gritando. Ela pára o show e pergunta quem tinha dito isto, e eu respondo “Iuri”. E ela pergunta de onde eu falo, e eu respondo “do poleiro”. Ela ri e ergue um brinde a minha pessoa. Que máximo!.


E a função continua.Eu não conhecia várias das músicas, mas ela – ciente da sua missão- apresenta cada canção, conta histórias dos autores, aproximando a platéia de cada detalhe do show.


Numa das sequencias ela começa a cantar mais uma do Tom Waits - que nunca foi um artista que tenha me interessado em particular -. Mais uma para mim desconhecida, porém bela como todas as demais. Mas esta trazia na letra as seguintes frases : “In a land there's a town / And in that town there's a house /And in that house there's a woman / And in that woman there's a heart I love / I'm gonna take it with me when I go”. O que ?! Estou ouvindo bem ! Jesus do céu, que maravilha! As lágrimas explodiram nos meus olhos. E a Cida, implacável, fez questão de lamber cada uma destas frases. Agarrei a mão do meu companheiro e meu coração se encheu de amor (que coisa mais cafona e piegas, mas fazer o que ??). - Depois descobri que a música chama-se "Take it with me".


E o evento avança. Lá no final – depois de uma versão arrasadora do Back do Black da fenomenal Amy – ela ataca de Summertime. Aí eu desabei geral. O tempo, o agora, o futuro e o ontem sumiram e eu estava novamente com meu irmão na pequena sala do Cultural assistindo ao primeiro show dela em Porto Alegre. Então eu senti a presença dele ali comigo revivendo aquele momento único nas nossas vidas. A cada nota emitida meu espírito voava, dissolvia-se num céu de lembranças de dor e alegrias.Cida nos aproximou novamente. Através dela uma memória de melancolia, de resgate, aflorou embaralhando meus sentimentos. A água agora escorria bochecha abaixo (ainda bem que tudo na maior discrição) e eu nem conseguia ver mais a cantante. Que coisa maluca.Certamente só arte pode fazer isto.


No bis, para arrematar minha destruição, a dama indigna encerrou com “Vapor Barato”.

E o que fazer depois disto? ...


Só me restou ir para casa e encher a cara de vinho.


Salve Cida !

Monday, January 12, 2009

Slumdog Millionaire

























Slumdog Millionaire foi o grande vencedor do Globo de Ouro ontem à noite.


Mericidíssimo.


Este filme de Danny Boyle ("Trainspotting") - com um elenco totalmente desconhecido -, é uma fábula poderosa passada nos mais sórdidos ambientes de uma Índia decadente.


Slumdog conta a intensa história de três crianças párias – a camada dos “intocáveis” - , os irmãos Salim e Jamal e a garota Latika, todos abandonados à propria sorte desde a infância numa Índia tomada pela corrupção, podridão e violência.


Quando o filme começa, as imagens de Jamal alternam-se entre sua participação em um game televisivo tipo “O show do milhão” - no qual ele vai acumulando pontuação e dinheiro por responder corretamente às perguntas – e cenas dele sendo torturado pela polícia para confessar que meios utilizou para fraudar o programa, uma vez que ele sendo um pária –um burro, um ser inferior, portanto- seria incapaz do desempenho apresentado.


Afinal, como um garoto – que tem como profissão servir chá a operadores de telemarketing – pôde responder corretamente às perguntas difíceis do programa.? E porque ele está neste programa, qual a sua intenção? Tudo é misterioso e motivo de desconfiança.


A medida em que Jamal vai revelando como sabia cada resposta vamos ficando cada vez mais perplexos. Cada explicação é um soco na cara do espectador (vai desde o hilário ao absolutamente trágico, ao horror).


Para não estragar as surpresas, não vou revelar mais do enredo – que é um primor de originalidade. Só dá pra dizer que este é um dos filmes mais inteligentes dos últimos tempos.


Feito com garra e segurança , Slamdog Millionaire é uma obra engenhosa, completa, emocional, coroada com um final apoteótico e belíssimo que fica ecoando nos corações e mentes de todos.


Bravo !


A mulher sem cabeça




O cotidiano pode ser um poço de horror.

No filme “La Mujer sin cabeza” da argentina Lucrecia Martel, este horror é mostrado (ou não) a partir da história de Verónica (María Onetto – numa interpretação absurda de boa), que atropela algo” (um cachorro ou um ser humano ?), escapa do local, e, agulhada pela culpa, mergulha numa espécie de depressão.

Só que este processo não é mostrado diretamente, não vemos a protagonista em desespero, pedindo ajuda e arrancando os cabelos.

Muito ao contrario, o filme opta por registrar, após o acontecido, o cotidiano de Veronica, sempre cercada de muitas pessoas que, totalmente indiferentes aos seus sinais “doentios”, só falam banalidades, totalmente ausentes umas das outras. E a película é isto mesmo : uma fila de trivialidades insossas, com conversas soltas, irrelevantes, numa morosidade atroz.

O que vemos então é Veronica apatetada (num estado semi comatoso, catatônico) assombrada por fantasmas, pelo desespero contido, pela falta de diálogo, pela falta de aproximação, imersa num mundo completamente superficial sem âncora alguma.

Ela está sempre rodeada de gente (pacientes, amigas, familia, empregados, amante, etc) - sempre sendo beijada, abraçada, solicitada - , porém absolutamente solitária no seu pesadelo.

Quando decide revelar seus receios ao marido e ao primo (que vem a ser seu amante), eles investigam o acontecido, e, com a evolução das descobertas, “tomam conta” da situação deixando-a de lado.

Usando a influência das elites, de alguma forma – que também não é mostrada - apagam as evidências, os traços que poderiam comprometê-la de forma a livrá-la de qualquer acusação.
Estão assim protegendo-a e a eles tambem.

Lá no final ela sente que algo está acontecendo por detrás dos panos, mas porta-se como uma marionete perdida neste mundo vazio; não responde, não questiona nada, apenas se deixa levar pelo trivial.

Colocando tambem em discussão a diferença de classes sociais, o filme apresenta várias cenas de relacionamento entre patrões e serviçais de diversos tipos e de diversas formas – de qualquer maneira sempre separados pela realidade do abismo economico – cultural – social. Neste sentido, Veronica aparentemente se sente “culpada” pela morte de um pária desconhecido (um ninguém) e busca "aproximar-se dos inferiores" para expiar seu pecado. A tentativa mais idiota é quando ela tenta “seduzir” um garoto que a ajuda a carregar umas plantas, com sanduíches, refrigerante e camisetas velhas. Nesta sequência a personagem se apresenta fraca, ridícula, lamentável.

Produzido por, entre outros, Pedro Almodovar, “La Mujer sin cabeza” é um filme ousado que opta pelo não dito, pela lentidão, pela absoluta falta de emoção, pelos diálogos vazios.

É dificil de assistir e requer a chamada “paciência” (o filme foi vaiado em Cannes). Mas definitivamente vale a pena.

O final é fantástico onde, através de uma porta de vidro, vemos Veronica desfocada, irreal, distante, - num bar totalmente cercada pelos seus afins - , num simbolo de completa perda de identidade, inteiramente tragada e aprisionada pela maré das aparências.


Monday, December 15, 2008

Boas Festas deprê




























Algumas canções estão tão grudadas na memória coletiva-afetiva da população que temos a impressão que elas existem desde sempre.


É aquele tipo de canção popular cuja origem não sabemos, mas que aprendemos e cantamos desde a infância.


“Boas Festas” é uma destas.


Quem não conhece a trágica canção natalina que diz


“Anoiteceu

o sino gemeu

a gente ficou

feliz a rezar...”


“Papai Noel

vê se você tem

a felicidade

pra você me dar..”


“Eu pensei que todo mundo

fosse filho de Papai Noel

bem assim felicidade

eu pensei que fosse uma

brincadeira de papel...”


“Já faz tempo que pedi

mas o meu Papai Noel não vem!

Com certeza já morreu

ou então felicidade

é brinquedo que não tem!”


Mas de onde surgiu esta composição? Quem foi o autor e qual foi sua motivação?


Talvez poucos saibam que o compositor em questão é José Assis Valente (1911-1958), autor de clássicos da MPB como Camisa Listrada", "E o Mundo Nao Se Acabou".


Protagonista de uma existência sofrida – ele tentou o suicídio algumas vezes e finalmente se matou bebendo guaraná com formicida – Assis Valente pode ser considerado um dos personagens mais trágicos da MPB. No trecho abaixo (reproduzido de uma reportagem publicada em 1936) ele revela como “Boas Festas” surgiu.


“Eu morava em Niterói e passei aquele Natal sozinho. Estava longe dos meus e de todos em terra estranha. Era uma criatura esquecida dos demais, no mundo alegre do Natal dos outros. Havia em meu quarto isolado uma estampa simples de uma menina esperando seu presente, com seus sapatinhos sobre a cama. Eu me senti nela. Rezei e pedi. Fiz então este “Boas Festas”. Era uma forma de dizer aos outros o que eu sentia. Foi bom, porque, de minha infelicidade tirei esta marchinha que fez a felicidade de muita gente. É minha alegria de todos os natais. Esta é minha melhor composição”


A imagem realmente é melancólica.



Friday, December 12, 2008

Maior, Mais Forte e Mais Rápido

"Bigger, Stronger and Faster" é um documentário surpreendente sobre uso de esteróides que revela uma profunda investigação na busca do “sonho americano” e na natureza humana, quando se trata de “conseguir algo”, quando se trata de “vencer”.


Acompanhando a trajetória de três irmãos (Chris Bell, “Mad Dog” (Mike) e “Smelly” (Mark)) que buscam “ser alguém na vida”, e para isto espelham-se em heróis personificados por Arnold Scharzeneger, Silvester Stallone, lutadores de Wrestler, jogadores de baseball e outros.


Eles acreditam nos herois, acreditam no sucesso, no desafio e querem “vencer”, nem que para isto tenham que lançar mão de “trapaças”, que neste caso traduz-se pelo uso de esteróides para ganhar força e músculos.


O corpo muda, a criatura fica bombada, a vida avança, mas cadê o sucesso? Cadê o triunfo? A vida começa a se revelar uma merda, bem diferente dos discursos proferidos pelos “vencedores”.


E quem está errado nesta jogada? O heroi que vende uma imagem perfeita do sucesso, ou aquele que acredita nesta imagem e viaja na maionese na ilusão da conquista? Sabiamente o filme não responde a esta pergunta como também não condena as pequenas fraudes que as pessoas provocam para alcançar seus objetivos.


O documentário consegue equilibrar, de uma maneira perfeita, diversos temas (sonho, politica, familia, guerra, papéis, insanidade, deboche, sátira, etc) criando um rico painel sobre a caótica natureza humana


Sintomaticamente a musica final é Land of Confusion (Tony Banks/Phil Collins/Mike Rutherford), que diz :


Too many men
Too many people
Making too many problems
And not much love to go round
Can't you see
This is a land of confusion.


... e encerra perfeitamente a idéia deste filmaço!













Nesta sequência Chris Bell discute com um modelo sobre propaganda enganosa (ou não)













Chri recebendo o efeito do Photoshop para enganar os incautos.

Tuesday, December 02, 2008

Jornal da Record - Bando de filhos da puta


É difícil, muito dificil mesmo.


Ontem a noite, assisistindo o jornal da Record tive ânsia de vômito ao ver o nível do jornalismo daquela emissora.


Ao cobrir a tragédia das enchentes e desmoronamentos que se abate sobre Santa Catarina, um imbecil, um filho da puta de um reporter, decidiu – de modo festivo – “entrevistar” algumas crianças flageladas.


Enfiando o microfone na cara de um garoto – aparentemente com uns três anos – a besta jornalista perguntava aos gritos : “E aí, perdeu todos os brinquedos?, Perdeu a bola?” – e o garoto entre surpreso, acuado e assustado pela fera insana chamada "profissional", respondia com um sorriso : “Sim !”.


Mas o pior não foi isto. Focalizando uma menina toda molhada, de braços cruzados, engerelada, titiritando, o devoto do canalha do Edir Macedo (que não é pior que os outros canalhas religiosos) perguntava : “Tá com frio?”, “Cadê as roupas ?”, e outras pérolas aprendidas na Universidade da Desgraça Jornalística.


A garota mal podia falar, mas tentava se mostrar "feliz" e respondia dentro do possível, certamente incentivada pela família ignorante, realizada por ter sua pimpolha "na televisão".


Triste, lamentável.


Tinham que dar um tiro na cara deste jornalista filho da puta ou enfiar o microfone no seu cú e fazer sair pela sua boca podre.