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Hino do Blog : " ...e todas as vozes da minha cabeça, agora ... juntas. Não pára não - até o chão - elas estão descontroladas..."
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Saturday, September 28, 2013

Musica para Correr - Mix 11


Uma hora de musica para corrida, com aquecimento e calm down

01) Daft Punk - CLU Tron (aquecimento)
02) Visage - Fade to Grey
03) Prince - When Doves Cry
04) Gotye - Somebody That I Used to Know
05) The Wanted - Glad You Came
06) David Guetta - Titanium
07) Kelly Clarkson - Stronger
08) Spetsnaz - Everyday Song
09) Assemblage 23 - Disappoint
10) Macklemore & Ryan Lewis - Cant Hold Us
11) Beyonce - Halo
12) Tamperer & Mia - Feel It
13) Ellie Gould - Lights
14) Sascha - Adelante
15) The Gossip - Movin in the Right Direction (calm down)


Tuesday, June 11, 2013

Show–Tiago Abravanel

Tiago Abravenel detonou em Porto Alegre na sexta passada. Num Araújo Vianna lotado, o over size performer estreiou seu show nacionalmente para uma platéia que acabou aos seus pés.

As luzes se apagam, os músicos entram no palco e um vídeo captado nas ruas de São Paulo (aparentemente), mostra várias faces anônimas revelando seus gostos musicais. E dá de tudo : rock, mpb, sertanejo, pagode, samba, jazz, funk, musica evangélica, dance, eletrônica e tudo o mais.

No final, ouve-se a voz poderosa de Tiago dizendo “E eu sou eclético (ou “gosto de tudo”, não me lembro). Sendo que o nome do show é “Eclético”

Anyway, esta é a deixa para o fofo pular (sim, pular !) para o meio do palco e começar a tocar fogo na noite. Todo de branco (a mesma cor do figurino da banda), com uma agilidade física exemplar e uma voz poderosíssima, Tiago logo arrebata a massa enfileirando um petardo atrás do outro.

Então dá-lhe Tim Maia, Seu Jorge, Chico Buarque, John Lennon, Ivete Sangalo, Sidney Magal, Psy, Funk, Jota Quest, Roberto Carlos, Chitãozinho e Xororó, Beyonce, Alcione, Gabi Amarantos, Elis Regina, Só Prá Contrariar, e muito mais, num mix alucinante e atordoante.

Chorei pelo menos duas vezes. Uma com a interpretação poderosa de “Sorrir” (música do filme “Tempos Modernos” do Charlie Chaplin, com letra de John Turner e Geoffrey Parsons) e outro no dueto entre ele e a Kesia Estácio em “Um dia de domingo”.

Tiago é um show man pronto. Simpático, sensual, cínico, divertido, dramático, irônico, debochado, atrapalhado, seguro e teatral, sua presença de palco é magnética e ele não deixa a peteca cair em ne

nhum momento.

E ele fala muito. De suas influências, da sua carreira, do seu nervosismo, da sua alegria e por aí afora. Sensualiza um monte e joga um bolão com a platéia.

O figurino é um achado. O fino terno branco do início, transforma-se num modelito brega para acabar num uniforme moleque de funkeiro. Isto passando por um visual malandro e até uma coisa traveca. Genial.

 

A iluminação é ótima, mas acho que poderia ser melhor explorada em alguns momentos. Os vídeos projetados sublinham diversas canções, mas confesso que meus olhos seguiam mais a figura do Tiago do que as cenas de fundo.

A banda é perfeita, com um destaque fantástico para os metais. As backings Késia e Suzana, arrebentam nos seus momentos de destaques. Isto sem falar nas coreografias divertidíssimas delas com o Divo.

TiAbrava03-1O show é longo e energético. Uma tour de force para poucos, e o garoto mostra que está com todo o gás para firmar-se como um dos maiores artistas do país.

No final o Araujo transformou-se num bailão, com o povo aos berros e aos pulos acompanhando a pajelança-geléia-geral comandada pelo feiticeiro.

Não teve como não se render. Diversão e emoção total numa noite inesquecível.

Salve Tiago

Saturday, May 18, 2013

Gregório Duvivier e Olivia Byington

Ver o Gregório na turma do Porta dos Fundos (post anterior) me causou comoção.

Ele é filho da cantora Olivia Byington, que em 1978 gravou um disco seminal da MPB, o tal de “Corra o Risco”.

Esta verdadeira maravilha, trouxe, entra tantas outras coisas legais, uma música que foi tipo fundamental na minha vida.

A musica em questão é “Luz do Tango”, uma parceria demolidora do Geraldo Carneiro com o deus Astor Piazzolla

A letra é toda fragmentada com imagens fortíssimas.

Na época (ainda meio que dentro da ditadura militar), foi um choque ouvir um discurso tão seco e direto, gritado pela Olivia.

Pirei total.

Segue abaixo a letra e um vídeo que achei no YouTube com a musica.

As imagens do vídeo são bem, digamos, variadas.

Beatles, Salvador Allende, Clube da Esquina, Caetano, Rita Lee, Helio Oiticica (Marginália), Kubrick, Hair, Truffaut, Polanski, Secos e Molhador, Rock Horror Show, etc, etc… (uma super salada!),

Mas o resultado é tri bom.

Luz do Tango (Geraldo Carneiro e Astor Piazzolla)

o cravo a crise o crime
nas barbas da polícia a malícia
a miss a missa o dia dos mortos
o luxo o lustre a luz negra
do Hotel da lua a lua nua
e crua

o carnaval a corda
o coelho na cartola o cuba libre
o gosto da chacina o sinal a sina
o sangue na anágua
n'água n'água n'água n'água

a lira o franco o marco
a bolsa abriu em baixa
o berço o barco o barão
na corda bamba a muamba
o banquete do mendigo a ruiva
rumba a ruiva rumba

a trama a chama o drama
a desgraça da família o karma
a ilha a trombeta de arcanjo
o apocalipse não é o fim do mundo
o rum o rock o rádio
a cama

o sacramento extremo
o mal de sete pecados
os sete lados do conto do vigário
o terceiro páreo
o trato com o demo
o demo o demo

a fome a forca o frio
a falência do cinema
o poder a pena
o cheiro da morena
a viúva a uva as estrelas do passado
a farsa o furto o foxe o fado

canto secreto o cego
cantava na viola o sequestro
o sestro o bolero na vitrola
o terceiro mundo no fundo
quer é reco reco a porta o pau
o prego

o fogo o jogo o giro
o rastro do vampiro o traço
o tiro o programa de auditório
o circo a sanha
o sal não fica sem troco

o cravo a crise o crime
a desgraça da família o luxo o lustre
a luz do dia dos mortos
o peixe a porta
o pau não fica sem troco
o troco

a fome o fogo o frio
o banquete do mendigo
a muamba o mambo
nas barbas da polícia
a marca a mãe o mal
não fica sem troco

Wednesday, January 23, 2013

Musica - Esther Lee (Where Glory Began)

Esther Lee - Where Glory Began
Dela não se sabe muita coisa.


Não se sabe nada da sua vida, nem exatamente quando nem de que ela morreu.

Mas, certamente, ela é (foi)  a protagonista de uma das propostas mais radicais da história das gravações.

Do seu leito de morte em 1974, Esther Lee  gravou um álbum (sombrio ou alegre, dependendo do ponto de vista) sustentado apenas por sua magnífica voz.

O tema das musicas variam de uma profunda humanidade a conteúdos  fortemente religiosos.

Porém independentemente de se acreditar ou não no credo cristão, na vida após a morte, na reencarnação, ressurreição, transmutação, na extinção absoluta, ou qualquer coisa que o valha, o que realmente impressiona é a sonoridade tranquila que sai do seu corpo terminal.

Somando isto ao  titulo do álbum (“Onde a Gloria Começou"), e a foto que ilustra sua capa,  o que se tem é  uma impressionante caminhada para a ultima jornada.

Poderoso e emocionante.

Todas as faixas abaixo :


01. Floatsome Driftwood (2:08)
02. She Said Goodbye (3:18)
03. Dust On Your Picture Frame (2:22)
04. Materialistic Man (1:11)
05. I Know It's Love (2:45)
06. His Crimson Blood (2:06)
07. The Joy Came Down (0:40)
08. Oh Glory Hallelujah (2:43)
09. Jesus Is The Christ (5:17)
10. Your Rugged Cross (3:25)
11. Jesus Of Blue Galilee (2:23)
12. The King Is Come (1:05)
13. Go Into The World (0:56)

Dados :

Album: Esther Lee - Where Glory Began
Label: (private press)
Catalog: 42769
Credits: Produced by The Ministering Carpenter, recorded at Ye Old Garage Studio
Date: 1974

Monday, July 30, 2012

Avenida Brasil - Funk da Carminha & Nina

A primeira vez que vi a Adriana Esteves no teatro foi há muitos anos na peça A Falecida, do Nelson Rodrigues, cuja protagonista era a Maria Padilha.

A Adriana fazia um papel mínimo, de fundo, sem brilho ou maior relevância. Na verdade achei-a bem ridícula, principalmente depois que a vi numa entrevista dizendo que “fazer Nelson Rodrigues era barbada” (ou qualquer coisa do tipo).

Vi mais alguma coisa dela em novelas que só confirmaram sua canastrice. Depois de anos voltei a vê-la no teatro, agora com o Marcos Palmeira em “Virgolino e Maria: Auto de Angicos”, que contava os últimos dias de Lampião e Maria Bonita. Muita boa, uma interpretação perfeita num texto emocionante.

Agora ela se apresenta de Carminha, um personagem fantástico da novela Avenida Brasil Ela está simplesmente irretocável como a vilâ surtada. Suas cenas de enfrentamento com a Nina (Débora Falabella – magistral) são dignas das melhores páginas da telenovela brasileira.

Não sei no que vai dar, mas o João Emanuel Carneiro – o chamado “Capitão Gancho”, por criar tensão ao final de cada capítulo - já comprovou seu talento como um dos melhores autores atuais (ele cita Dostoievski para definir o “caráter” dos personagens).

E como novela é diversão, o Dj Masa, fez um funk tri divertido com as primeiras cenas da vingança da Nina. “Me serve, vadia, me serve !” ficou perfeita .

Ouvir :


Vídeo :


Saturday, May 19, 2012

The Irrepressibles - In this shirt / The lady is dead (legendado em portugues)



Esta banda britânica de dez membros lembra muito o  Anthony and The Johnsons, seja pela voz sofrida do  compositor e musico  Jamie McDermott, seja pelo clima  etéreo, desencarnado e  transcendental das canções.


Não é a a toa que o cineasta Roy Raz escolheu a musica “In this Shirt” para ilustrar seu curta chamado “The Lady is Dead”, o qual aparentemente desfila, com imagens fortes,  os delírios da dama no momento da sua morte.  


Porém, independente de simbologias e significados, a conjunto é  fantástico, casando perfeitamente com a letra e a sonoridade da canção.


Monday, December 15, 2008

Boas Festas deprê




























Algumas canções estão tão grudadas na memória coletiva-afetiva da população que temos a impressão que elas existem desde sempre.


É aquele tipo de canção popular cuja origem não sabemos, mas que aprendemos e cantamos desde a infância.


“Boas Festas” é uma destas.


Quem não conhece a trágica canção natalina que diz


“Anoiteceu

o sino gemeu

a gente ficou

feliz a rezar...”


“Papai Noel

vê se você tem

a felicidade

pra você me dar..”


“Eu pensei que todo mundo

fosse filho de Papai Noel

bem assim felicidade

eu pensei que fosse uma

brincadeira de papel...”


“Já faz tempo que pedi

mas o meu Papai Noel não vem!

Com certeza já morreu

ou então felicidade

é brinquedo que não tem!”


Mas de onde surgiu esta composição? Quem foi o autor e qual foi sua motivação?


Talvez poucos saibam que o compositor em questão é José Assis Valente (1911-1958), autor de clássicos da MPB como Camisa Listrada", "E o Mundo Nao Se Acabou".


Protagonista de uma existência sofrida – ele tentou o suicídio algumas vezes e finalmente se matou bebendo guaraná com formicida – Assis Valente pode ser considerado um dos personagens mais trágicos da MPB. No trecho abaixo (reproduzido de uma reportagem publicada em 1936) ele revela como “Boas Festas” surgiu.


“Eu morava em Niterói e passei aquele Natal sozinho. Estava longe dos meus e de todos em terra estranha. Era uma criatura esquecida dos demais, no mundo alegre do Natal dos outros. Havia em meu quarto isolado uma estampa simples de uma menina esperando seu presente, com seus sapatinhos sobre a cama. Eu me senti nela. Rezei e pedi. Fiz então este “Boas Festas”. Era uma forma de dizer aos outros o que eu sentia. Foi bom, porque, de minha infelicidade tirei esta marchinha que fez a felicidade de muita gente. É minha alegria de todos os natais. Esta é minha melhor composição”


A imagem realmente é melancólica.