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Saturday, January 05, 2013

Gato Toldo e Cão Hachiko

Gato Toldo
A história de um gato que leva presentes diariamente ao túmulo de seu mestre, morto há mais de um ano, comoveu os habitantes da pequena cidade de Marliana, na Toscana (centro da Itália).

"Toldo traz coisas pequenas, como galhos, folhas, palitos e copos de plástico", contou à AFP Ada, a viúva de Iozelli Renzo, que vive na pequena cidade medieval de Montagnana Pistoiese, pertencente ao município de Marliana.

"Às vezes ele vem comigo e às vezes ele vai sozinho. A cidade inteira o conhece agora", diz a viúva.

Toldo, um gato cinza e branco de três anos, participou do funeral de Renzo Iozelli em setembro de 2011 e desde então tem o hábito de visitar o cemitério, algo que geralmente os cães fazem.

"Ele realmente amava o meu marido, ele o acompanhava por toda parte. Agora ele está comigo, minha filha e meu genro, e também gosta bastante de nós", acrescenta Ada.

Mas o percurso cotidiano até o cemitério deixa Toldo cansado com este frio. "Ele não tem saído muito estes dias. Ele está com bronquite", disse a viúva.

Fonte : Zero-Hora
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HACHIKO

A devoção de Toldo lembra muito a história de Hachiko,  o cão símbolo de fidelidade que viveu no Japao entre os anos 1923 e 1935.

Hachiko tinha o costume de esperar seu dono , o professor Hidesaburō Ueno, todos os dias no final da tarde,  em frente a  estação de trem de Shibuya,, quando o professor retornava do trabalho para casa.

Quando o professor morreu, em 1925, Hachiko continou a montar guarda no mesmo local em frente a estação, até sua morte em 1935.
Estatua de Hachiko

Sua história comoveu as pessoas e, em sua homenagem, foi erguida uma estátua de bronze que hoje é um popular ponto de encontro em frente a  estação da cidade.

Clique aqui para saber toda a história deste cão inspirador.
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Foram feitos pelo menos dois filmes contando a história de Hachiko.

Uma versão japonesa e uma americana, com o Richard Gere.

O clipe abaixo foi feito a partir da versão americana,  e, na sua primeira parte,  é sublinhado pela balada do Bryan Adamns,  “I'll be right here waiting for you”, que no seu refrão diz :

"Onde quer que você vá
O que quer que você faça
Eu estarei bem aqui esperando por você
O que quer que isto custe
Ou como  meu coração se parta
Eu estarei bem aqui esperando- por você"

Hachiko - Uma história verdadeira



Brian Adamns - I´ll be right here waiting for you (legendado)


Tuesday, January 01, 2013

Cartoons - Gatos (New Yorker)


Capa
Praticamente desde sempre convivi com gatos.

Estes bichos estranhos, bizarros, amorosos, indiferentes, inteligentes, bagunceiros, auto-centrados, brincalhões, malvados, difíceis,  e muito mais.

Porém sempre animais nobres e inspiradores.

O gato não é animal para qualquer pessoa. Qualquer humano autoritário e/ou carente não suporta a independência do gato e busca como companheiro o cachorro, um animal sempre presente e submisso ao dono.

O humano que convive com o gato sabe que, de certa forma, o gato é quem domina o ambiente e isto faz uma das belezas de se ter um felino em casa ( vá entender...).

Animal misterioso e intrigante, o gato sempre fascinou  as pessoas e mereceu destaque em diversas culturas, em várias épócas, como um ser superior e digno de admiração, o que continua e continuará sendo.

O texto e os cartoons abaixo foram retirados do livro "The New Yorker Cartoons - Gatos", que, conforme o nome diz, traz  "quadrinhos"  de  gatos publicados na revista "The New Yorker".

O livro é muito bom e vale o investimento.

Para adquiri-lo, clique aqui.

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O maior rival do cachorro
SÉRGIO AUGUSTO
Sim, eles são bem diferentes dos cachorros. Arredios, introvertidos, avessos a manifestações intensas de apreço pelo ser humano, só quan­do lhes aprazem pedem e oferecem carinho, em geral enroscando-se nas nossas pernas, a ronronar e ondular lentamente o rabo, se satisfeitos com o cafuné. Bajular é um verbo ausente do dicionário dos gatos. Independentes e rebeldes por natureza, só fazem o que querem — e quando querem .
Contracapa

"Se você pretende conquistar o mundo, não conviva com um animal que se recusa a ser conquistado por quem quer que seja", recomendou o zoólogo Desmond Davis, referindo-se aos felinos, mas não sei se pen­sando em Hitler e Alexandre Magno, dois notórios elurófobos, que é a maneira mais chique, mais New Yorker, de dizer felinófobo.
 
Os gatos foram deuses no Antigo Egito e filósofos em outra encar­nação. Montaigne, que muito duvidava da suposta superioridade do homem sobre os bichos, acreditava que os gatos trocavam idéias entre si. Altas idéias, diga-se. Até em chinês.
 
Desde sua primeira aparição na New Yorker num cartum de John HeldJr., publicado na edição de 17 de outubro de 1925, com cinco siameses se estranhando num beco de Chinatown — o gato nunca perdeu o posto de segundo maior xodó do reino animal. 0 primeiro sempre foi o cachorro, beneficiado pela milenar fama de "o melhor amigo do ho­mem" e, sobretudo, pelo fato de as pessoas gostarem mais de ficção que de versos. Cachorro é prosa, gato é poesia.

 
Praticamente todos os gênios gráficos da New Yorker — de Peter Arno e Saul Steinberg a Sam Gross e George Booth bolaram um gato, explorando essa ou aquela faceta de sua índole, esse ou aquele aspecto de sua personalidade, esse ou aquele traço fisionômico marcante. Na vasta bicharada da revista, há gatos de todos os tipos, de todas as raças: aristocráticos e vagabundos, urbanos e rurais, afetuosos e distan­tes, rueiros e caseiros, geniosos e matreiros, vaidosos e gozadores, narci­sistas e vingativos, gordos, magros, orelhudos - sedutores, sempre.
 E, por instinto, exímios caçadores. Basicamente de ratos, camun­dongos e pássaros. Mas seu perfil "Tom" tem mais valor de mercado que seu perfil "Frajola". Quando procuram emprego (num cartum, claro), logo perguntam por suas referências como caçadores de ratos. Para eles, montar guarda diante de um buraco no rodapé de uma parede é incom­paravelmente mais divertido do que assistir a um programa de televisão, ver um filme ou jantar fora, preferência que Sam Gross, Tom Chenej e Mick Stevens exploraram de forma magnífica.
Os gatos matam de inveja os cachorros com sua incrível habilidade para saltar, escalar e jamais cair ao solo de lado, de barriga para cima ou de cabeça para baixo. Por essas e outras, costumam esnobar seus maiores rivais, tratando-os como criaturas inferiores, até no paladar. "Você comeria comida de gato, mas eu nem encostaria numa comida de cachorro", comenta um gato de Sidney Harris, no balcão de um bar, enquanto almoça com um... "inferior".

Preguiçosos e pachorrentos, dormem tanto (média de vinte horas por dia) que podem até dar a impressão de que adoeceram ou morreram, situação que o sempre mórbido Gaham Wilson não resistiu à tentação de transformar em cartum em 1987. Porque são indolentes (ou lângui­dos e sensualistas, como preferem qualificá-los os seus mais refinados admiradores), fizeram de sofás, poltronas, almofadas e gavetas os seus refúgios domésticos favoritos. E não apenas para tirar uma soneca. Afiar as unhas em estofados é um dos maiores prazeres do gato. Há cinco cartuns neste livro (assinados por Tom Cheney, Sam Gross, Mike Trvohy, David Cipress e William Haufeli) dando conta dessa idiossin­crasia. E um sexto, de Gaham Wilson, demonstrando que, na falta de um estofado, um bem torneado pedaço de madeira serve, mesmo que seja a perna-de-pau de um pirata de maus bofes, como Eongjohn Silver.
 
Mas nada se compara a um bom estofado. No céu dos gatos há uma poltrona para cada felino contemplado com a vida eterna, insinua um cartum de Cheney. E como todo gato vai para o céu, haja poltrona.