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Tuesday, August 27, 2013

Filme - A Invocação do Mal



Vou dizer uma coisa : sou sou macaco velho em filmes de terror e minha tendência é assumir um olhar sarcástico, irônico e debochado diante de qualquer obra do gênero. 

A imensa maioria do que vejo resume-se a um amontoado de clichês, adornados por sustos óbvios que não impressionam nem assustam ninguém. 

E foi com esta vibe que sentei para assistir “Invocação do mal” (The Conjuring, 2013) sem saber muito bem sobre o que se tratava, além da óbvia mentira de que se tratava de uma história “baseada em fatos reais”.  

Pois bem, como se diz aqui no sul : “me caiu os butiá do bolso” (ou “fiquei de cara”, ou “fiquei pasmo”, etc). 

Confesso que nunca iria me imaginar gritando, dando saltos da cadeira e sentir todo meu corpo se enrijecer de tensão. 

Que suadouro, que medo, que horror !

... que cagaço....

A história não poderia ser mais batida : uma família  é assombrada por um espírito do mal e chama uma equipe de paranormais para dar conta do assunto. 

Sim, simples assim. 

Mas qualquer clichê cresce muito se tiver por trás um bom roteiro, uma boa produção, em elenco excelente (Lili Taylor, Vera Farmiga, Patrick Wilson e Ron Livingston) e um diretor em momento de singular inspiração  (James Wan). 

E é esta conjunção de fatores que fazem “Invocação do mal” um expoente no gênero. 

Com referências óbvias a “Poltergeist”, “O exorcista”, “Os pássaros”, “Terror em Amityville”  e outros, o filme revela-se uma primazia do horror. 

Alguns sustos são definitivamente um absurdo de terríveis. 

Um deles, em especial – não vou dizer qual – me fez ir do grito espontâneo a um ataque de riso nervoso e incontrolável (algo para mim inimaginável).

O filme está sendo apontado como a melhor produção de terror de 2013, e eu concordo totalmente. 

Dizem que já está sendo produzida uma segunda parte devido ao sucesso. É aquela velha história : já vão começar a sugar e descaracterizar a obra por conta da ganância. 

Tudo bem. 

Assim como diversas outras “sagas” , “Invocação” vai acabar caindo na vala comum das idéias exauridas em sequências totalmente dispensáveis. 

Mas este primeiro ficará sempre como um excelente exemplo de uma obra sólida e competente do terror. 

Filmaço. 




Comentários :

Bruce Diones ("New Yorker") : "Wan transforma os muitos solavancos durante a noite em uma pequena sinfonia hitchcockiana de terror, por meio de longas e estranhas cenas, silêncios dramáticos e sustos repentinos que são assustadoramente envolventes"

Chris Nashawaty ( "Entertainment Weekly" ) :  "Wan magistralmente aperta os nervos do público, usando humor e efeitos sonoros para os choques que nunca ficam baratos (jogo de esconde-e-aplaude nunca foi tão horripilante)".

Trailer

Tuesday, January 10, 2012

[Filme] Cavalo de Guerra


Spielberg novamente ataca de cinemão. 

Conforme já visto em “O império do sol”, “A cor púrpura, e outros, em Cavalo de Guerra estão todos os fios manipulados pelo mestre para contar com firmeza uma história recheada de grandes cenas de bravura, humor e emoção.

Conhecendo a cartilha, até se pode manter um certo cinismo no início (a sequência do arado chega a ser contrangedora de tão brega), mas como resistir ao que vem depois ?

Na verdade, a partir da separação de Joey e Albert, a história assume um tom tão descabelado (com Joey assumindo decisões e sacrifícios humanos de deixar qualquer soldado envergonhado ) que o espectador só pode tomar duas decisões : ou embarca na fantasia proposta (e se emociona até os soluços – que foi o meu caso) , ou se distancia e enxerga tudo como um samba do crioulo doido, absurdo e inverossímel.

De qualquer forma, a ideia de mostrar os vários lados da guerra sob as vivências do animal é ótima e serve para humanizar os combatentes, não importando de que lado eles estão.

Esta idéia tem seu auge no encontro entre o soldado inglês e o alemão na “no man´s land (a terra de ninguem)”, onde, com o intuito de socorrerem o cavalo, os inimigos acabam encontrando uma conexão humana legítima que ultrapassa as diferenças nacionais, políticas e raciais.

Para falar a verdade, este “armistício” baseia-se num fato legítimo ocorrido na Primeira Guerra, onde os soldados alemães e britânicos, depuseram as armas para celebrar juntos o natal de 1914 (com direito a jogo de futebol e rezas em conjunto).

Este acontecimento rendeu uma das minhas canções favoritas de todos os tempos (“All together now”) , que foi gravada pelo extinto The Farm, que eu legendei em portugues (veja abaixo).